quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

remake épico

BEN-HUR

Refilmagem do grande épico já se encontra 

disponível em DVD e Blu-Ray

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   Uma das mais belas estórias épicas já concebida e adaptada para o cinema ganhou este ano uma refilmagem pelas mãos do cineasta Timur Bekmanbetov e estrelado por um jovem elenco desconhecido trazendo Jack Huston como Judah Ben-Hur, Toby Kebell como Messala, a pouco conhecida Ayelet Zurer como Naomi e os únicos atores realmente conhecidos pelo grande público: Morgan Freeman como Ilderim e Rodrigo Santoro interpretando Jesus Cristo.
  Roteirizado por Keith R. Clarke a partir do livro Ben-Hur: A Tale of the Christ escrito por Lew Wallace em 1880, o filme de Bekmambetov soa como um esforço para tornar a estória mais adequada às novas gerações que talvez nunca viram o clássico de 1959 estrelado por Charlton Reston e dirigido por William Wyler, filme que ganhou nada menos do que 11 Oscars e ainda considerado por muitos como o maior épico da história do cinema. No entanto, o Ben-Hur de 2016 obviamente não atingirá tais honras embora possua ótimas qualidades técnicas, mas... o fato é que não vai muito além disso.
  Embora narrado de modo ágil e até atraente para fisgar as novas gerações que frequentam o cinema, trazendo bons atores, uma bela fotografia (embora não supere a fotografia do original) o remake mantém-se bem distante da obra prima de 1959 e provavelmente diretor e produtores não se preocuparam tanto em fazer um filme à altura do clássico até porque a idéia possivelmente não era essa, mas sim recontar a clássica história de um novo modo e mais adequado à cinematografia dos tempos atuais.
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  Jack Huston, ator inglês e neto do lendário cineasta John Huston, foi uma escolha certa para viver o protagonista Ben-Hur já que o ator consegue demonstrar tanto a fragilidade do personagem ao ser escravizado e separado de sua mãe e irmã, quanto consegue encarnar a força que o personagem adquire em sua busca por justiça e redenção. Já Toby Kebell revela-se uma escolha razoável em sua interpretação de Messala, o irmão adotivo de Ben-Hur que após ser nomeado tribuno do exército romano torna-se arrogante e condena Ben-Hur à escravidão sob uma falsa acusação de tentativa de assassinato do imperador romano. Por outro lado, Morgan Freeman repete o papel de mentor que já interpretou inúmeras vezes ao longo de sua carreira o que sempre garante seu carisma em cena, ao passo que Rodrigo Santoro embora ficou bem caracterizado como Jesus, teve poucas cenas e praticamente ele mais apareceu do que interpretou e de certo modo seu talento é mais uma vez desperdiçado como em tantos outros filmes de Hollywood.

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A história de Ben-Hur ocorre simultaneamente à trajetória de Jesus de modo que
seus caminhos se cruzam



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  Timur Bekmambentov dirigiu corretamente o longa ao criar belos planos e concentrar seus esforços na corrida de bigas, a cena mais esperada de todo o filme e que não deixa nada a desejar em relação ao clássico, trazendo a mesma energia e tensão mas com recursos visuais mais apurados. Bekmambetov tem pouco trabalhos em sua filmografia sendo os mais conhecidos Guardiões da Noite (Night Watch), blockbuster russo de 2004, Procurado (Wanted) de 2008 estrelado por James McCavoy e Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros (2012). Como se pode notar Ben-Hur parece ser o maior acerto do cineasta embora teve fraco desempenho nas bilheterias. Mas obviamente o remake épico terá um melhor desempenho em Dvd e Blu-Ray. Pelo menos é o que se pode esperar. (R.A.)


TRAILER


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Ben-Hur (EUA, 2016)


Roteiro: Keith R. Clarke


Direção: Timur Bekmambetov


Elenco: Jack Huston, Toby Kebell, Ayelet Zurer, Rodrigo Santoro, Morgan Freeman


  

domingo, 18 de dezembro de 2016

super dica

Esquadrão Suicida já se encontra nos 

formatos digitais


   
Resultado de imagem para esquadrão suicida blu ray  O filme estrelado por super vilões e dirigido por David Ayer já se encontra à venda em DVD e Blu Ray. Reunindo um grande elenco com nomes como Will Smith, Jared Leto, Viola Davis, Margot Robbie e vários outros conhecidos a aventura adaptada dos quadrinhos da DC Comics reúne os grandes vilões como Arlequina Crocodilo, Pistoleiro, Magia e vários outros que são libertados da prisão de modo condicional para cumprir uma arriscada missão para o governo enquanto o Coringa está a solta espalhando o caos por onde passa. Como é dito em certo momento do filme, este é o pior time de heróis já convocados para uma missão. Batman tem uma rápida participação na aventura, o que obviamente gera um gancho para o próximo filme do homem morcego. Esquadrão Suicida tem vários problemas narrativos ou alterações muito distantes da HQ original, o que prejudicou bastante o desempenho do filme tanto para o público como para a crítica tornando-se um fracasso nas bilheterias. Contudo, o que resta é conferir nos formatos digitais e descobrir se a versão extendida é um pouco melhor. 




quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

aventura mística

DR. ESTRANHO

Herói místico da Marvel conquistou o grande público e 

firmou-se como um dos melhores filmes do ano

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  Personagem conhecido basicamente por leitores de quadrinhos, mas desconhecido do público em geral, Dr. Estranho finalmente teve sua estréia nas telas do cinema pelos estúdios Marvel / Disney em grande estilo conseguindo liderar as bilheterias por quase três semanas desde sua estréia e já é considerado a melhor estréia de um filme da Marvel conseguindo arrecadar US$ 597 milhões quebrando o recorde de Homem de Ferro que em 2008 fez nada menos que US$ 585 milhões. 
  Criado em 1963 nos quadrinhos por Stan Lee e Steve Ditko, o personagem foi concebido num contexto bem apropriado já que naquela época reinava o psicodelismo nas artes em geral, bem como nos anos 60 iniciou-se uma disseminação de conceitos esotéricos e culturas voltadas para o misticismo. Mesmo em um contexto um pouco fora do padrão dos demais super-heróis, o místico personagem conquistou seu espaço e alcançou boa popularidade combatendo o mal com seus ritos e encantamentos.

O herói surgiu na época do psicodelismo e de modismos esotéricos

   Na trama escrita por Jon Spaihts e Scott Derrickson com base nos quadrinhos, Dr. Stephen Strange, um renomado neuro-cirurgião que é tão talentoso quanto arrogante, numa noite qualquer sofre um horrível acidente de carro que compromete seriamente suas mãos de modo que ele perde a sensibilidade nos dedos e torna-se incapaz de continuar realizando cirurgias, que é o que ele mais preza em sua vida. Sem encontrar tratamento algum que possa ajudá-lo a se restabelecer, ele resolve por indicação de um ex-paciente viajar ao Nepal, na cidade de Katmandú e procurar um mosteiro onde habita a anciã, uma mulher sábia e mística que pode ajudá-lo a encontrar um meio de cura ou de superação.
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A anciã interpretada por Tilda Swinton é a mestre que ensina a Strange
o caminho das artes místicas
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  Benedict Cumberbatch, excelente ator não só por sua interpretação no seriado inglês Sherlock, mas também por suas atuações recentes em Hollywood como o vilão Khan de Além da Escuridão: Star Trek (2013) e O Jogo da Imitação (2014), prova ser o ator ideal para viver Stephen Strange imprimindo no personagem a aura de mistério que o tornará um mago, além da prepotência e arrogância que o caracteriza enquanto médico-cirurgião. Além dele, o filme conta com um ótimo elenco trazendo a enigmática Tilda Swinton como a Anciã, o talentoso Chiwetel Eijofor como Mordo, Mads Mikkelsen como o vilão Kaecilius e Rachel McAdams como Christine Palmer, a namorada de Strange.



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Dr. Estranho junto com os demais magos discípulos da Anciã defendem a Terra
contra ameaças espirituais originárias de outras dimensões e planos astrais

  Por sua vez Scott Derrickson foi uma escolha muito certa e feliz para a direção de Dr. Estranho, embora alguns rumores surgiram anteriormente de que Gilhermo Del Toro seria um possível diretor e Neil Gaiman o roteirista, algo que talvez poderia resultar em um filme bem mais ousado para os padrões da Marvel. Porém a fórmula Marvel está mantida com uma ação de qualidade, efeitos visuais até surpreendentes e alguns poucos momentos de humor. Derrickson deu conta do recado, embora Dr. Strange não seja tão sombrio como seus filmes anteriores como ótimo O Exorcismo de Emily Rose (2005) ou o surpreendente A Entidade (2012).



Primeiras aparições do mago

  Em finais da década de 70 começaram a ocorrer adaptações de heróis das Hq´s da Marvel para a Tv em formato de seriados como foi o caso da fracassada série do Homem - Aranha iniciada em 1977 e que durou apenas 13 episódios e o seriado do Íncrivel Hulk estrelado por Bill Bixby e Lou Ferrigno, que teve estréia em 1978 e foi um mega-sucesso na Tv mundial com 5 temporadas e alguns longa metragens feitos para a Tv. 
  O próximo herói que também ganhou uma adaptação para a Tv em um filme longa-metragem foi Dr. Estranho, no ano de 1978, por sinal mesmo ano de estréia do Hulk. Entretanto o telefilme do mago supremo revelou-se um grande fracasso de audiência e obviamente a idéia de fazer um seriado que seria derivada desse filme foi engavetada.

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  O filme escrito e dirigido dirigido por Philip Deguere e estrelado por Peter Hooten não chegou a convencer o público tendo como resultado uma filmagem com fotografia extremamente escura, possivelmente intencional para ressaltar o lado sombrio da trama, mas tanta escuridão chega a prejudicar a visualização em vários momentos, embora também servisse para disfarçar os efeitos visuais precários da época. Além do mais, a trama revelou-se arrastada demais e com atuações muito medianas resultando num filme desinteressante para um personagem que é um super-herói, ainda mais se tratando de um projeto para série de Tv. Assistir esse longa nos dias atuais só vale a pena pela curiosidade.




Imagem relacionada  Em 2007 o mago supremo ganhou uma adaptação mais decente, uma animação produzida pela Lions Gate cujo título original em inglês é Doctor Strange: The Sorcerer Supreme, dirigido por Patrick Archibald, Jay Oliva e Richard Sebast. O roteiro escrito por Greg Johnson traz uma trama bastante fiel à origem retratada nos quadrinhos já que aqui o personagem sofre o acidente de carro que prejudica suas mãos e algum tempo depois viaja para o oriente à procura de uma cura e lá encontra a fonte de seus futuros poderes, ao contrário do telefilme de 1978 que alterou bastante a origem do mago em relação as Hq´s da Marvel. O mago também teve participações especiais em séries animadas como Homem-Aranha e seus Amigos (1981), O Incrível Hulk (1996), Esquadrão de Heróis (2009) e Ultimate Spider Man (2012). (R.A.)





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Doutor Estranho (Dr. Strange, 2016)

Roteiro: Jon Spaits, Scott Derrickson

Direção: Scott Derrickson

Elenco: Benedict Cumberbatch, Tilda Swinton, Chiwetel Ejiofor, Mads Mikkelsen, Scott Adkins, Rachel McAdams

sábado, 10 de dezembro de 2016

dica selvagem

A Lenda de Tarzan já está à venda nos formatos digitais


Resultado de imagem para a lenda de tarzan blu ray capa  Exibido em julho nos cinemas, A Lenda de Tarzan fez juz homenagem ao legado do homem-macaco. O bom selvagem desta vez é vivido por Alexander Skarsgard que interpretou com certa sutileza o herói criado que foi criado nas selvas por macacos, mas que tem uma origem aristocrática. Sob a direção segura de David Yates, o filme traz ainda um grande elenco composto por Christoph Waltz, Samuel L Jackson, Margot Robbie e Djimon Honsou, além de ótimos efeitos visuais e ação na medida certa. A nova aventura do filho das selvas pareceu não ter surpreendido muito o grande público, pelo menos não como nos velhos tempos em que o personagem reinava não apenas nas selvas, mas também nas bilheterias do cinema. De qualquer maneira, quem conferir o filme em dvd ou blu-ray certamente não vai se arrepender.





quarta-feira, 23 de novembro de 2016

dica nostálgica

O Samurai, clássico policial estrelado por Alain Delon é lançado em DVD pela Versátil


Resultado de imagem para o samurai 1967 dvd  Um dos maiores clássicos do cinema policial já pode ser visto nos formatos digitais, pois O Samurai estrelado por Alain Delon está disponível numa versão restaurada lançada pela Versátil e além do filme, o dvd trás como extras documentário sobre a produção e entrevistas da época. Produção francesa de 1967, O Samurai foi dirigido por Jean Pierre Melville e praticamente nasceu cult concebido como uma obra original e até então única, mas que remete aos filmes noir dos 1940.
  Na trama, Jeff Costello (Delon) é um assassino profissional que age na Paris dos anos 60 e sua tática baseia-se no Bushido, o antigo código de honra dos samurais japoneses. Entretanto numa noite ele é flagrado por uma testemunha durante uma execução e a partir daí reviravoltas acontecem em sua rotina de matador. Considerado uma obra prima do clássico cinema europeu, este cult posteriormente influenciou vários cineastas como Michael Mann e John Woo. (R.A.)





terça-feira, 15 de novembro de 2016

relatório: Bronson

CHARLES BRONSON

Hora de relembrar grandes momentos de um grande mito do cinema

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Charles Dennis Buchinsk ou para o grande público cinéfilo Charles Bronson nasceu no mês de novembro, mais precisamente em 03/11/1921 no estado norte-americano da Pensylvania. O ator de expressão dura e corpo atlético tornou-se um dos grandes mitos do cinema por ter construído uma galeria de personagens memoráveis embora vários críticos o considerassem um ator limitado, mas também perceberam sua versatilidade, especialmente nos personagens indígenas que interpretou devido aos seus fortes traços faciais e pele morena. 
Sua aptidão para compor tipos físicos e truculentos foi fundamental para torná-lo um astro de ação ao longo de sua carreira, assim como Steve McQueen e Clint Eastwood, astros de ação da mesma época. Bronson estrelou filmes memoráveis que hoje são eternos clássicos, especialmente westerns dos quais alguns estão entre os melhores filmes de todos os tempos como Era Uma Vez no Oeste e Sete Homens e um Destino. Falecido em 30 de agosto de 2003, se estivesse vivo estaria completando nada menos que 95 anos de idade. Para homenagear o lendário ator, vamos relembrar neste relatório alguns de seus personagens inesquecíveis e grandes filmes que enriqueceram a história do cinema. 


Gaita
Resultado de imagem para charles bronsonNada mais justo do que iniciar este relatório com o personagem cuja foto abre a postagem. Gaita, protagonista de Era Uma Vez no Oeste (1968), possivelmente o melhor western de todos os tempos dirigido por Sergio Leone é um dos personagens mais misteriosos da galeria de Bronson. O rosto de fortes traços e de expressão endurecida do ator foi mais do que suficiente para compor Gaita, o homem cujo nome verdadeiro é desconhecido e seu olhar um tanto frio e sutil carrega um passado misterioso.



Chato
Resultado de imagem para charles bronson chatoOs traços rústicos do ator e sua pele bronzeada sempre o favoreceram na composição de personagens índios e possivelmente o mais lembrado é Chato, um apache mestiço que precisa defender sua honra e proteger seu território contra perseguidores que o acusam injustamente de um suposto crime de assassinato de um xerife no filme Renegado Impiedoso (1972), dirigido por Michael Winner.

Paul Kersey

Resultado de imagem para charles bronson paul kerseyO nome do personagem obviamente dispensa apresentações já que é o mais marcante de toda a carreira do ator e a cena do tiroteio na escadaria de um parque tornou-se tão icônica quanto a carreira de Bronson no cinema físico. A gradativa transformação de um homem comum em um justiceiro que busca incansavelmente vingança conquistou platéias no mundo todo e Charles Bronson finalmente alcançava o estrelato definitivo em Hollywood no clássico Desejo de Matar (1974), também dirigido por Michael Winner.


O "Estranho"

Resultado de imagem para alguém atrás da porta Charles Bronson Um homem sem nome e sem memória é levado a um hospital para receber cuidados médicos e psicológicos. Dr. Laurence Jeffries (Anthony Perkins), o médico psiquiatra que atende o estranho paciente passa cuidar dele diariamente, mas não a fim de tratá-lo, e sim a fim de manipular o paciente psicótico para utilizá-lo como seu instrumento de vingança contra a esposa Frances Jeffries (Jill Ireland). Alguém Atrás da Porta (1971) é um filme francês quase desconhecido atualmente e o "estranho" é um dos grandes momentos de Bronson em que ele demonstra sua versátil interpretação em uma trama engenhosa de suspense sob a direção de Nicolas Gessner.



Link Stuart
Resultado de imagem para sol vermelho filme charles bronsonDentre vários personagens carismáticos que Bronson interpretou é importante destacar Link Stuart, o simpático pistoleiro do filme Sol Vermelho (1971), dirigido por Terence Young. Red Sun é um dos melhores westerns da carreira do ator não apenas pelo roteiro original com uma trama envolvendo pistoleiros e samurais, mas também pelo ótimo elenco composto por Alain Delon, Ursulla Andress e Toshiro Mifune. O pistoleiro Link vivido por Bronson não chega a ser um herói, pois é um criminoso que junto com Gauche (Delon) comandam uma quadrilha que assalta trens. Mais uma vez a notável versatilidade de Bronson não deixa dúvidas sobre seu talento para compor diferentes tipos já que Link torna-se até mesmo o alívio cômico deste exótico western.


Bernardo O´Reilly

Resultado de imagem para sete homens e um destino 1960 BernardoBronson teve o privilégio de atuar em alguns dos melhores westerns de todos os tempos dentre os quais destaca-se Sete Homens e Um Destino (1960), dirigido por John Sturges. Nesta obra prima do western Bronson interpreta Bernardo O´Reilly, o mais carismático dentre os sete pistoleiros que se unem para proteger um vilarejo mexicano de um iminente ataque de uma perigosa quadrilha de assaltantes e saqueadores. Bernardo ganha a admiração de um grupo de garotos mexicanos que se espelham na coragem e bravura do pistoleiro. (R.A.)


"Pessoas como ele tem algo a ver com a morte!" - Shayenne (Jason Robards) no filme Era Uma Vez no Oeste.


  



sábado, 15 de outubro de 2016

drama zumbi

MAGGIE

Drama estrelado por Schwarzenegger já pode ser conferido nos formatos digitais



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   Já se encontra disponível em dvd e blu-ray o novo filme de Schwarzenegger no qual ele enfrenta zumbis para proteger sua família, certo? A resposta é: Não. Em seus quarenta anos de carreira no cinema Schwarzie faz uma aposta inusitada e fora do comum ou talvez para sua legião de fãs, algo fora do contexto de sua carreira. O lendário astro de ação deixou as armas de lado e seus músculos devidamente escondidos por debaixo das roupas para fazer uma interpretação realmente dramática no filme Maggie: A transformação, dirigido por Henry Robson e John Scott III e exibido nos cinemas  brasileiros em julho do ano passado.
   Na trama, Schwarzenegger é Wade Vogel, um fazendeiro que vive numa pequena propriedade em uma cidade do interior com sua esposa, dois filhos pequenos e Maggie, filha de seu primeiro casamento e portanto uma garota adolescente. Wade e sua família aparentemente vivem uma vida normal, trabalham no campo e vivem tranquilamente na pacata cidade. No entanto, o mundo vive dias muitos sombrios, já que uma estranha epidemia se alastrou em vários países e as pessoas infectadas sofrem um tipo de deterioração que vai se apossando de todo o corpo; em outras palavras tornam-se zumbis, e Maggie (Abigail Breslin) é infectada com tal vírus do qual não existe cura.

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A cada dia Maggie vai aos poucos se transformando: suas veias
começam a necrosar, sua pele vai ficando pálida e as pupilas de
seus olhos começam a esbranquiçar

  O governo permite que os infectados passem um tempo com a família, mas seu destino final é um local chamado quarentena, onde ficam isolados do resto da sociedade e mantidos como num cativeiro para que o vírus possa ser contido de algum modo. Após um breve tratamento no hospital, Wade leva a filha de volta pra casa, porém recomendado pelo médico que a leve para a quarentena assim que achar necessário.

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  A fotografia um pouco escura e composta por cores frias dá o tom sombrio da narrativa que apesar de em vários momentos remeter ao gênero horror, não chega a se encaixar totalmente em tal gênero, mas trata-se mesmo de um drama de modo que o horror é apenas sugerido pela ameaça da epidemia zumbi. A interação entre Schwarzie e Abigail Breslin como um pai dedicado e uma filha com uma doença terminal é bastante convincente tanto pela atuação da jovem atriz quanto pelo desempenho do ator veterano - e mesmo que o rosto bastante enrugado de Arnold confira certo peso dramático ao seu personagem, é a sua entrega às atitudes de Wade nos cuidados com a filha que dão o tom de sua interpretação em vários momentos comoventes em que ele tenta proteger a filha de si mesma, protegê-la do mal que cresce no interior dela.

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  Além de atuar, Schwarzie também é um dos produtores do filme cujo orçamento foi de apenas US$ 8,5 milhões, portanto uma produção independente, longe dos padrões astronômicos de Hollywood. O elenco ainda traz Joely Richardson, atriz conhecida por vários sucessos como O Patriota (2000) e Millenium (2011) - em Maggie ela interpreta Caroline, esposa de Wade; e o restante do elenco traz atores desconhecidos do grande público.

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  Muitos fãs do lendário ator torceram o nariz para este filme, tanto por sua atuação como também pela narrativa lenta e um tanto arrastada da trama, além do que muitos fãs não suportam a idéia de ver Schwarzenegger em um drama ainda que seja convincente. Entretanto Maggie tem sim boas qualidades, além da surpresa de trazer Arnold reiventando sua carreira num papel bastante diferente  - uma estória comovente e um final que chega a surpreender são motivos suficientes para assistir a este filme. E isto não é pedir demais. (R.A)

TRAILER 




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Maggie: A transformação (Maggie, EUA, 2015)

Direção: Henry Robson

Roteiro: John Scott III

Elenco: Arnold Schwarzenegger, Abigail Breslin, Joely Richardson, Douglas M. Griffin, Jodie Moore

domingo, 9 de outubro de 2016

prévia

Mad Max: Estrada da Fúria, o grande sucesso de 2015 é relançado em versão preto e branco

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  A obra prima de George Miller premiada com nada menos que 7 prêmios Oscar continua causando impacto entre os fãs e o público em geral, mesmo passado mais de um ano de seu lançamento nos cinemas. Em setembro um vídeo postado no youtube viralizou gerando mais de 1 milhão de acessos ao mostrar as incríveis cenas de perseguição no deserto sem o uso do CGI,  mostrando que as várias capotagens dos carros no filme foram reais e executadas com grande precisão pelos especialistas e dublês da badalada produção. 
 A grande novidade agora é que a Warner Bros anunciou para dezembro deste ano uma versão intitulada Mad Max: Black and Chrome que será lançada em edição especial em blu-ray e dvd. Esta versão exclusiva foi inicialmente idealizada por George Miller embora o filme foi exibido nos cinemas apenas na versão em cores. A edição trará vários extras com documentários expondo a visão pessoal de Miller para Mad Max. Além disso também está previsto o lançamento dos quatro filmes numa coleção exclusiva intitulada High-Octane Collection. É esperar pra ver e rever ansiosamente a saga do guerreiro das estradas.




sábado, 3 de setembro de 2016

saudoso duelo

O ÚLTIMO PISTOLEIRO

Há 40 anos estreava nos cinemas o último filme da lendária 

carreira de John Wayne


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  Em 1976 John Wayne despedia-se das telas do cinema em seu trabalho final: O Último Pistoleiro (The Shootist) adaptado do livro escrito por Glendon Swarthout, publicado em 1975. O filme foi dirigido por Don Siegel que retrata com maestria a derradeira interpretação do maior mito do gênero western. Aos 69 anos e um tanto debilitado, o astro encarna seu último personagem com determinação e a bravura que caracterizou toda sua carreira. 
  John Bernard Books, o protagonista em questão é um velho pistoleiro cuja longa carreira está chegando ao fim, bem como sua existência já que descobre ter câncer. Ao chegar à cidade de Carson City, Books visita um velho amigo, o médico doutor Hostetler interpretado por um envelhecido James Stewart que ao lhe diagnosticar, diz com certa dificuldade que o velho pistoleiro terá poucos dias de vida. E assim Books decide aproveitar seu pouco tempo de existência em Carson, a cidade que será seu lugar de repouso definitivo. 

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John Wayne veio a falecer em 1979, ou seja, três anos
após atuar em seu último filme


Resultado de imagem para the shootist  Wayne, assim como seu personagem também portava câncer e fez uma interpretação muito honesta e intensa, uma das melhores de toda sua carreira já que as dores que J. B. Books sente na narrativa eram as dores reais que o ator sentia, algo que é perceptível em seus gestos e em seu olhar cansado e abatido. O ator já vinha travando uma longa batalha contra o câncer de pulmão por anos e já próximo do final da década de 70 sua carreira já não era tão promissora bem como o gênero western já caminhava para o fim.
  É interessante notar que história do pistoleiro se passa em 1910, portanto século XX, o que significa que o oeste já estava ficando velho e profundas transformações sociais vinham ocorrendo, tanto que começaram a surgir inventos tecnológicos como por exemplo um dos primeiros automóveis, bonde elétrico e telefone, ótimos cenários o que valeu ao filme a indicação ao oscar de melhor direção de arte. A era dos pistoleiros estava mesmo terminando.


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  Conta-se que John Wayne interessou-se muito pelo papel de J. B Books após ler o livro The Shootist (O Atirador) de modo que identificou-se muito com o personagem  devido às suas características, por sinal muito semelhantes aos diversos heróis que interpretou nas telas e também pelo fato de o personagem ser um homem envelhecido e doente, consciente de que sua jornada está chegando ao fim. Wayne abraçou o personagem e imprimiu nele toda sua carreira fílmica e suas dores pessoais, o que resultou numa de suas melhores performances dentre tantas de seus inúmeros filmes.

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  Além da presença de James Stewart o elenco do filme contou também com a presença de Lauren Baccal e vários outros atores conhecidos da década de 70 como John Carradine, Scatman Crothers e Hugh O`Brian que não fez questão de receber nenhum cachê para estar neste filme até poque o orçamento da produção foi bastante limitado e o estúdio não tinha dinheiro o suficiente para bancar todos os atores que na verdade fizeram questão de colaborar para que o filme realmente acontecesse além de terem o prazer de contracenar com o lendário John Wayne.

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A estrela Lauren Baccal fez questão de contracenar com Wayne
no papel de senhora Rogers, dona de um hotel onde Books se hospeda

  Contudo, talvez a presença mais interessante do elenco foi nada menos que Ron Howard, jovem e iniciante ator com apenas 18 anos de idade já iniciava uma carreira promissora atuando junto a uma lenda viva do cinema. Entretanto como todos sabem Howard não seguiu carreira de ator, pois sua verdadeira paixão era e é trabalhar atrás das câmeras vindo a se tornar posteriormente um dos maiores cineastas de Hollywood tendo dirigido vários filmes de sucesso como Um Sonho Distante (1992), Cortina de Fogo (1991), o ganhador do oscar Uma Mente Brilhante (2001) e mais recentemente Rush: No Limite da Emoção (2013).

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Ron Howard intrepreta Gillom Rogers, que demonstra uma
grande admiração pelo lendário pistoleiro

  Embora não tenha tanta ação como os filmes anteriores de Wayne, The Shootist tem um ótimo roteiro rico em diálogos e falas memoráveis como esta que define claramente o protagonista: "Não serei enganado, não serei insultado, nem serei dominado. Não faço isso com outras pessoas e exijo delas o mesmo".
  O filme não chegou a ser um sucesso de bilheteria, já que a popularidade de Wayne já não estava muito em destaque e o gênero western já vinha decaindo na década de 70, perdendo público cada vez mais devido a ascenção de outros gêneros. Pórem, após algum tempo o filme ganhou notoriedade tanto pela crítica que o considerou um dos melhores filmes de Wayne quanto pela legião de fãs de western. De qualquer maneira a obra encontrou seu caminho e o mito eternizou-se nela. (R.A.)

TRAILER



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O Último Pistoleiro (The Shootist, 1976)

Direção: Don Siegel

Roteiro: Glendon Swarthout

Elenco: John Wayne, Lauren Baccal, Ron Howard, Scatamn Crothers, John Carradine, Hugh O´Brian



sábado, 20 de agosto de 2016

super dica

Clássicos do Tarzan são lançados em 

box de coleção


  Os fãs do rei das selvas tem motivos de sobra para se alegrar. Os primeiros filmes de Tarzan estão sendo relançados numa coleção exclusiva em dvd e o primeiro volume traz os filmes: Tarzan: O Homem Macaco (1932); Tarzan e sua Companheira (1934) e A Fuga de Tarzan (1936), todos remasterizados e com áudio em inglês e português para o deleite dos fãs mais nostálgicos. Os três filmes são estrelados por Johnny Weissmuller, um grande atleta do passado e o segundo ator a interpretar o homem macaco nos cinemas e dono do potente grito que ecoava pelas selvas; Jane é interpretada por Maureen O´Sullivan. O primeiro volume pode ser encontrado em diversos sites e lojas físicas, mas esta coleção tem edição limitada.




segunda-feira, 8 de agosto de 2016

spaghetti western

KEOMA

Há 40 anos estreava um clássico do western italiano estrelado por Franco Nero


  Em 1976 estreava nos cinemas italianos um dos melhores filmes estrelados por Franco Nero: Keoma. O ator que dez anos antes interpretara Django, estava de vola em mais um personagem icônico e por sinal num western atípico, muito diferente dos westerns hollywoodianos, ou seja, um típico spaguetti western, gênero que então já estava enraizado no imaginário das platéias graças aos grandes filmes que brilharam a partir da metade da década de 1960 como Três Homens em Conflito (1966), Era Uma Vez No Oeste (1968) e outros, os quais inauguraram o gênero italiano de faroestes.
  Dirigido e roteirizado por Enzo G. Castellari a trama do filme  tem sua ambientação no oeste pós Guerra Civil norte-americana e é interessante notar como esse evento foi um tema muito recorrente nos westerns de um modo geral dada a importância fundamental desse período histórico que foi determinante para o desenvolvimento sócio-político dos Estados Unidos como um todo.


  Keoma, um mestiço (meio índio, meio branco) e destemido pistoleiro após o final da guerra civil resolve retornar para sua cidade natal em busca de um novo norte para sua vida. O roteiro de Castellari tem uma premissa muito parecida com Django, já que no início da trama Keoma salva uma mulher chamada Lisa, aprisionada por um bando de malfeitores que pretendiam executá-la, sob alegação de que a mesma é portadora de uma peste, uma doença fatal que se abatera sobre uma cidade e outros prisioneiros também estavam condenados a morrer sob tal acusação.

Capitão Caldwell
  Entretanto o filme assemelha-se a Django apenas nessa idéia central, mas os rumos de Keoma são bem diferentes já que o mestiço retorna à cidade para visitar seu pai, o velho Shannon interpretado por Willian Berger  e confrontar uma antiga richa familiar com seus meio-irmãos, Butch (Orso Maria Guerrini), Lenny (Antonio Marsina) e Sam (John Loffredo). Os planos de Keoma para viver uma vida pacífica falham totalmente de modo que o mestiço coloca-se num fogo cruzado para proteger Lisa (Olga Karlatos) e proteger a população da cidade que encontra-se sob a ameaça do bando do Capitão Caldwell (Donald O´Brian), um tirano que dominou completamente a cidade controlando a entrada de carregamento de remédios, único meio de tratamento para a tal doença que assola o local.

Os irmãos Shannon
  Produzido por Manolo Bolognini, mesmo produtor de Django, o filme de Castellari traz uma produção bem mais apurada em termos de cenário e também de figurino a começar pelas vestimentas de Keoma que reforçam suas raízes indígenas tanto quanto sua criação urbana. A narrativa de Castellari é envolvente e muito primorosa chegando a render momentos de contemplação não apenas pela ação retratada numa câmera lenta que beira a perfeição, mas também pelo modo como retrata os atores cujas interpretações são o grande alicerce desta obra.



  Franco Nero brilha como sempre conferindo força e energia necessária ao seu personagem como poucos atores conseguem realmente fazer, principalmente devido ao seu olhar altamente expressivo demonstrando que parece ter nascido para interpretar personagens que possuem uma força interior sobre-humana parecendo torná-los maiores que a vida. O elenco também conta com a presença do grande ator norte-americano Woddy Strode como o gigante negro George e ator austríaco Willian Berger no papel de William Shannon.



Lisa, interpretada pela atriz grega
 Olga Karlatos

  O roteiro traz profundas metáforas sobre a vida e a morte representadas na figura de uma velha bruxa que parece ser onipresente, pois só o mestiço a vê em certos momentos, enquanto que Lisa, a mulher salva por Keoma no início do filme parece representar a vida, já que traz uma criança em seu ventre e pode dar à luz a qualquer momento. Dentre as inúmeras qualidades, a narrativa é embalada pela excelente trilha sonora interpretada pela dupla Sibyl & Guy.



  Conta-se que Keoma é um dos últimos spaguetti western, pois o ciclo de filmes do então gênero italiano de faroeste já estava chegando ao fim bem como o western de Hollywood também já vinha se desgastando e rendendo cada vez menos produções de modo que o western americano caminhava para um fim definitivo que se daria no início dos anos 80. É lamentável que Keoma não tornou-se um ícone como Django, embora teve sucesso no cinemas e fora reprisado inúmeras vezes na Tv aberta. Entretanto, se o filme de Castellari é mesmo o último representante do spaguetti western não é nada difícil concluir o porquê. Simplesmente uma obra prima. (R.A.)

TRAILER



Keoma (1976, Itália)


Direção e roteiro: Enzo G. Castellari

Elenco: Franco Nero, Olga Karlatos, William Berger, Woddy Strode, 
Donald O´Brian, Orso Maria Guerrini, Antonio Marsina, John Loffredo