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sábado, 12 de dezembro de 2015

Bond 23

007 OPERAÇÃO SKYFALL

Antes de Spectre, Bond estrelava sua mais explosiva missão


  Em 2012 estreava nos cinemas o 23º filme da franquia 007 e também o primeiro filme autoral, dirigido e argumentado por Sam Mendes, talentoso cineasta britânico ganhador do Oscar pela obra Beleza Americana (American Beauty, 1999). Roteirizado por John Logan, Neal Purvis e Robert Wade, Operação Skyfall, a exemplo do que foi estabelecido em Casino Royale (2006) explora bem mais a humanidade até então desconhecida de James Bond, um escocês radicado na Inglaterra, sétimo agente do serviço secreto britânico com licença para matar em suas arriscadas missões, e que guarda um passado obscuro do qual ninguém conhece.
  Em celebração aos 50 anos do personagem nas telas do cinema completados em 2012, Sam Mendes presta uma justa homenagem ao agente secreto ao retomar alguns elementos clássicos que caracterizaram a franquia ao longo destas cinco décadas, como a pistola Walter PPK e o mítico carro Aston Martin DB 5 que na década de 1960 era utilizado por Sean Connery.



Sam Mendes e a mansão Skyfall

 O agente "Q", responsável por fornecer os equipamentos de 007 ressurge neste filme, mas interpretado pelo jovem ator britânico Ben Wishaw, distanciando-se da figura de um simpático senhor que nos antigos filmes era vivido pelo saudoso ator Desmond Llewelyn. E é interessante notar que o jovem agente Q diz a Bond "Esperava ganhar uma caneta explosiva? Não usamos mais estas coisas..." ao entregar à 007 a sofisticada Walter PPK, arma que contém um sensor digital e só funciona nas mãos de James Bond. O agente Q dos novos tempos é um hacker capaz de invadir qualquer sistema informatizado que há no mundo, argumento bem mais adequado para os atuais tempos modernos da espionagem.

Agente Q

  O vilão chamado Silva, muito bem interpretado por Javier Bardem é simplesmente um dos melhores da história da franquia senão o melhor, pois Bardem o compôs com várias camadas, irônico, sádico e obviamente cruel, como um verdadeiro terrorista deve ser. Silva também tem um passado misterioso e tão contorcido quanto sua verdadeira face destorcida que se revela aos poucos e de modo surpreendente, prova inegável do talento do ator espanhol ganhador do oscar de ator coadjuvante pelo personagem Anton Chigurh no filme Onde os Fracos Não Tem Vez (No Country for Old Men, 2007), um dos melhores vilões de todos os tempos.

Silva



  E Daniel Craig revela-se igualmente brilhante ao interpretar a humanidade de James Bond, nunca explorada de modo satisfatório na franquia - O Bond humanizado de Craig mais uma vez revela-se não exatamente uma máquina de matar, mas um homem de passado misterioso que mata não por prazer, mas sim pelo dever de seu ofício e ainda guarda amarguras em seu íntimo em relação ao passado de sua infância e juventude, algo que só é explicado ou entendido em Skyfall, uma casa de campo localizado em uma área isolada da Escócia, lar da família de Bond e local que na trama servirá de refúgio ao agente e à sua chefe M, após fugirem de uma perseguição sem limites empreendida por Silva, que busca vingança contra M devido a alguma desavença do passado.


  As homenagens que Mendes faz ao legado de James Bond também são percebidas em cenas de ação espetaculares como a perseguição no teto de um trem logo no início do filme e a destruição numa galeria do metrô e logo em seguida o tiroteio que ocorre numa sessão de um tribunal. Situações um tanto exageradas, mas que  mantém certo nível de realismo conforme os novos padrões da série. A belíssima cena filmada em contra-luz na qual Bond luta com um matador no interior de um prédio em Xangai, cujo ambiente é iluminado apenas pelos enormes letreiros dos outdoors demonstra que o talento de Mendes é um fator determinante para os novos tempos da franquia 007.




  Belos cenários e as mais belas mulheres completam o universo do personagem criado por Ian Fleming e a canção do título do filme interpretada pela linda voz de Adele, vencedora do Oscar de melhor canção, com arranjos que demonstram imponência dão o complemento exato da ótima aventura que para muitos é considerada a melhor do agente secreto, mais do que a recente 007 contra Spectre. Skyfall arrecadou cerca de US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais tornando-se de fato o filme mais lucrativo da história da franquia. Uma verdadeira permissão para... o sucesso!! (R.A.)



TRAILER



007 Operação Skyfall (Skyfall, 2012)

Direção: e argumento Sam Mendes

Roteiro: John Logan, Neal Purvis, Robert Wade

Elenco: Daniel Craig, Judy Dench, Javier Bardem, Ralph Fiennes, Naomi Harris, Ben Wishaw


   

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

missão final

007 CONTRA SPECTRE

Quarto filme da saga de James Bond prossegue 

em todos os cinemas


  O arco de estórias que moldaram o agente 007 para o atual cinema moderno sob a interpretação de Daniel Craig, chega ao seu aparente capítulo final trazendo algumas surpresas talvez inesperadas e argumentos nunca antes abordados pela franquia mais bem sucedida da história do cinema. Coube ao diretor Sam Mendes, que também comandou Operação Skyfall (2012), selar o destino de James Bond em Spectre (2015) que estreou no início de novembro. 
  Escrito por Robert Wade, Neal Purvis e John Logan que também roteirizaram Skyfall, este 007 contra Spectre segue o mesmo rítimo de referências e homenagens conforme visto em Operação Skyfall, retomando cada vez mais antigos elementos que caracterizaram os filmes clássicos da franquia, como a pistola walter ppk e vilões de aspecto cartunesco, além de cenas ação espetaculares.
  O thriller de espionagem tem início no México quando o agente pretende cumprir uma "missão atrasada" conforme ele relata ao seu chefe M (Ralp Fiennes). Tal missão é matar Marco Sciarra (Alessandro Cremona), um chefe de crime organizado e que mais tarde Bond e o serviço secreto descobrirão que ele tinha ligações com a Spectre, a maior organização criminosa do mundo e que parece ser o epicentro do crime organizado na maior parte do planeta já que as organizações anteriores destruídas pelo serviço secreto, na verdade estavam vinculadas a ela conforme revela esta trama.

No México:Dia de Finados ou Festa de los Muertos
na abertura da trama

A ação dentro de um helicóptero é tão tensa quanto  a perseguição
no teto de um trem vista em Skyfall

o novo carro: Aston Martin DB 10

  A organização S.P.E.C.T.R.E (Especial Executiva de Contra Terrorismo Retaliação e Extorsão) que na franquia apareceu em alguns filmes estrelados por Sean Connery é agora retratada basicamente nos mesmos moldes e com um tom mais sombrio, mas não deixando de justificar seu símbolo representado por um polvo, o que demonstra que a organização tem vários tentáculos que fortalecem suas atividades criminosas.
  O vilão Ernst Stravo Blofeld, que já foi interpretado por Telly Savalas e satirizado por Mike Miers na franquia Austin Powers é agora interpretado pelo austríaco Cristoph Waltz, ator que brilhou em dois ótimos filmes de Quentin Tarantino, Bastardos Inglórios (2009) e Django Livre (2013) sendo premiado pelo oscar nessas duas ocasiões. Entretanto em Spectre, o ator compõe o vilão de um modo um tanto simples e não tão marcante, apenas repetindo o cinismo que caracterizou seus personagens nos filmes acima citados, ou seja, o Blofeld de Waltz apenas funciona como vilão, mas fica muito aquém de Silva, vilão de Skyfall interpretado por Javier Bardem.


  Seguindo a tradição o filme traz como sempre as mais belas mulheres no papel de Bond girls, desta vez com a inigualável beleza da italiana Monica Belucci que intrepreta a viúva Lucia Sciarra e a francesa Léa Seydoux no papel de Madeleine Swann, filha do falecido agente Mr. White.


  No ritimo de homenagens surge Mr. Hinks, bastante cartunesco o vilão interpretado por Dave Bautista é um sujeito extremamente forte e ostenta unhas de aço postiças, obviamente uma clara referência à Jaws, vilão clássico que utilizava uma dentadura de aço vivido pelo saudoso Richard Kiel. Entretanto Bautista tem pouco tempo em cena e chega a ser estranho vê-lo lutar com James Bond sem cravar as unhas nele. Contudo a cena de luta belamente filmada dentro de um trem remete diretamente à ação já vista em aventuras estreladas por Roger Moore e Sean Connery.


  A jornada de James Bond na interpretação de Daniel Craig demonstra certo desgaste na trama de Spectre, não apenas nas poucas cenas de ação do longa mas também na conduta do personagem o que de certo modo é previsível pelo que foi anunciado em Skyfall, pois o agente já demonstrava sinais de cansaço e chegou a ser chamado de velho na fala do personagem de Ralph Fiennes, que interpretava um dos chefes do MI 6.



  É interessante notar como os personagens secundários ganham importância maior na nova trama pois tanto M (Ralph Fiennes) quanto Q (Ben Wishaw) tem papel fundamental para salvar o serviço secreto britânico de uma possível extinção do programa 00, considerado ultrapassado por um novo chefe chamado de C (Andrew Scott) e também para destruírem a Spectre, que põe em risco não só o MI 6, mas também a segurança mundial.


  Belas locações e magníficos cenários completam o conjunto do 24º filme do agente secreto que também é pontuado pela ótima canção tema Writing´s on the wall na performance de Sam Smith, talentoso cantor britânico. Para o agrado ou desagrado do público, a saga de Bond tem seu desfecho na atuação de Daniel Craig que diz não querer mais fazer o personagem que parece ter uma espécie de redenção nos momentos finais da trama seguindo a lógica de um Bond mais humanizado conforme foi estabelecido em Casino Royale e Quantum of Solace. Daqui para frente o que virá a seguir? Novas sagas? Filmes independentes? Só o tempo dirá. (R.A.)

Writing´s on the wall


TRAILER



007 contra Spectre (Spectre, 2015)

Roteiro: Robert Wade, Neal Purvis e John Logan

Direção: Sam Mendes

Elenco: Daniel Craig, Ralph Fiennes, Christoph Waltz, Naomi Harris, Ben Wishaw, Monica Belucci, Léa Seydoux, Dave Bautista. 



sexta-feira, 16 de novembro de 2012

dossiê 007

D o s s i ê


Nome: James Bond

nacionalidade: britânico

idade: indefinida

credo: desconhecido

código: 007


arma: walter ppk

carro: aston martin

lealdade: sua majestade, a rainha






Bond, James Bond



  O homem mais confiável da Inglaterra. Pelo menos no que diz respeito a combater ameaças nucleares arquitetadas por organizações terroristas ultra-secretas. Britânico de nascimento, porém de raízes familiares desconhecidas, James Bond foi altamente treinado em táticas militares e em espionagem, psicologia, sociologia e provavelmente política internacional. É um agente de elite capaz de enfrentar os mais letais assassinos - mas também é um exímio negociador podendo agir na mais extrema diplomacia, a fim de tentar estabelecer acordos formais entre o governo britânico e seus opositores.

  Seu passado é um mistério. Há uma hipótese de que seus pais também eram agentes que trabalhavam para o serviço secreto britânico e que por uma fatalidade ambos teriam morrido - talvez em missão - num acidente de esqui em uma montanha quando James ainda era muito jovem sem talvez saber o que almejava para seu futuro profissional. É inevitável acreditar que este trágico incidente possa ter impulsionado o jovem James a ingressar no mundo da espionagem dedicando-se inteiramente ao ofício que o transformaria em uma lenda, o que seria motivo de orgulho para seus queridos pais.

  Sofisticado. Arrojado. E mortal. Talvez seja esta a definição ideal para o mais poderoso espião de todos os tempos. Extremamente culto e muito bem informado sente-se perfeitamente à vontade nos mais inusitados lugares do mundo: nos frios alpes europeus; num deserto árabe; no fundo do mar e até mesmo no espaço. E em qualquer lugar paradisíaco ou cartão postal do mundo contemporâneo: no alto da torre Eifel, nas "ruas flutuantes" de Veneza e até nas Cataratas do Iguaçú, além de vários outros lugares sempre bem acompanhado ou não de acordo com a ocasião.

  O código 00 confere ao espião licença para matar no cumprimento do dever. E num mundo onde conceitos como ética e moral praticamente inexistem e a vida está sempre em jogo, James Bond teve que utilizar tal prerrogativa inúmeras vezes em defesa própria e até de outrem.
  Em suas missões utiliza os mais estranhos equipamentos que o auxiliam na arte de espionar; desde relógio-microfone até um anel contendo uma camera fotográfica microscópica cujo flash é a pedra do anel. Isto sem falar em armas exóticas como cigarro explosivo, um relógio de pulso que dispara dardos, caneta explosiva e várias outras armas mirabolantes que compõem o arsenal do agente secreto, que são desenvolvidas por Mister "Q", o inventor de idéias "malucas", diga-se de passagem, que se tornou o braço direito de 007 em suas missões. Seus automóveis que também são desenvolvidos por Mister "Q" são verdadeiros arsenais ambulantes contendo todo tipo de armas e acessórios, como por exemplo lançadores de misséis escondidos, cortina de fumaça, que pode ser utilizada para ofuscar a visão do adversário durante uma perseguição, computador de bordo contendo o mapa do itinerário a ser seguido, além de placas giratórias que podem ser utilizadas para disfarce do carro, e até um sistema de proteção contra roubo que transforma o carro em uma bomba.

  Bom Vivant, ele sabe como ninguém desfrutar os prazeres que a sua boa vida de agente secreto lhe oferece. Tem uma elevada posição financeira e todo o conforto material de que possa necessitar: carros caríssimos, hospedagem nos hotéis mais luxuosos do mundo e tudo o mais que somente um agente a serviço de sua majestade poderia ter. Jogador inveterado, Bond frequenta os melhores cassinos para testar sua sorte em jogatinas que são sua diversão predileta.

  Romântico e sedutor, James Bond já se relacionou com as mais belas mulheres em todas as partes do mundo. O charme é a mais poderosa tática do espião quando há envolvimento com mulheres em suas missões. Nenhuma mulher jamais resistiu a seus encantos, mesmo a mais fria e cruel das vilãs. Com seu poder de sedução Bond consegue obter as mais secretas informações a respeito de seus inimigos e... obviamente causa "sérios danos" aos corações de suas belas informantes.











sexta-feira, 2 de novembro de 2012

50 anos de 007

CINCO DÉCADAS DE BOND

Espião Britânico comemora as bodas de ouro no cinema

  Há 50 anos, mais precisamente no mês de outubro de 1962, o maior agente secreto do mundo estreava nas telas do cinema, vindo diretamente das páginas  dos livros de aventura de autoria do escritor inglês Ian Fleming. Ao longo dessas cinco décadas James Bond protagonizou 23 filmes de ação e aventura sendo que o vigésimo terceiro longa intitulado 007 - Operação Skyfall, recem estreado mundialmente e trazendo o ator Daniel Craig é um ótimo presente para os fãs do espião britânico comemorarem o jubileu do agente secreto.  Mas o grande presente para comemorar em grande estilo os 50 anos de aventura do espião é sem dúvida a coleção lançada recentemente em Blu-Ray intitulada Bond 50, trazendo as 22 aventuras do agente com som e imagem remasterizados com a mais alta tecnologia digital, já disponível nas grandes lojas.
 Tanto o atual o filme quanto o lançamento exclusivo da série em Blu-Ray  representam uma grande vitória para a MGM, pois como todos sabem o lendário estudio chegou a decretar falência no final de 2010, mas conseguiu se reergeuer posteriormente graças a um acordo financeiro com a produtora Spyglass. A coleção traz também mais de 130 horas de bonus e extras, incluindo albuns de fotos para o deleite dos fãs do maior espião de todos os tempos.





Trailer da coleção Bond 50



Trailer de 007 - Operação Skyfall


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

007

007 - QUANTUM OF SOLACE
A sequencia explosiva de Casino

 O retorno trinufal de James Bond e sua definitiva adaptação ao século XXI prosseguem com esta sequencia altamente explosiva de Casino Royale, porém não tão surpreendente. Quantum of Solace inicia exatamente após o final de Casino e sua abertura impactante apresenta um já experiente 007 numa fuga eletrizante em alta velocidade pelas rodovias da Italia, após ter capturado Mister White, personagem dúbio que no filme anterior pode ter sido um dos responsáveis diretos pela morte da agente Vesper Lynd, que na verdade era uma agente dupla a serviço de uma poderosa organização secreta que é apresentada neste filme, e que de agora em diante será uma presença constante na nova franquia.


z
 O diretor escolhido para comandar a nova aventura é o alemão Marc Forster, cineasta talentoso e responsavel por algumas obras que marcaram presença no oscar: Em Busca da Terra do Nunca e Caçador de Pipas. Neste longa, Forster demonstra que tambem tem grande talento para filmar cenas de ação, e ação é o que não falta em Quantum - com direito a perseguições de moto e até lancha, além de cenas de luta muito bem coreografadas, o filme a exemplo do Casino tem potencial para agradar até o público que nunca foi fã de 007.
As investigações de Bond e do MI6 (o serviço secreto de espionagem) o levam a descobrir a  fonte por trás do Casino Royale, Q.U.A.N.T.U.M. - uma das mais poderosas organizações terroristas do mundo. Para os fãs saudosistas, convém lembrar que Quantum, nesta nova franquia está substituindo a SPECTRE (Especial Executiva de Terrorismo, Retaliação e Extorção), a organização terrorista da franquia anterior de 007 que foi bastante citada nas aventuras estreladas por Sean Connery na década de sessenta.  Tal organização esta intimamente ligada ao Casino Royale, pois o dinheiro que Le Chifre ganhava em altas apostas era utilizado para financiar as atividades da QUANTUM.
 O vilão, Dominic Greene,  que representa a organização é interpretado pelo ator francês Mathie Amalric, e dando continuidade ao clima de realismo proposto pelo reinicio da franquia, Dominic é retratado como um homem de negócios e que parece ser um dos líderes desta organização, embora a exemplo da SPECTRE, a QUANTUM é uma rede muito extensa de inúmeros negócios ilícitos cujo objetivo é dominar o planeta em todas as áreas possíveis: seja na política, economia ou militarismo, valendo-se para isso de serviços de espionagem, lembrando que Vesper era na verdade, uma agente a serviço desta organização, porém disfarçada como aliada do serviço secreto. Enfim, a QUANTUM é uma organização que conspira contra a paz mundial, e tal idéia remete diretamente às famosas teorias conspiratórias, algo que sempre causou discussões polêmicas na mídia jornalística, mas que sempre termina em meras especulações sobre um suposto poder paralelo que rege todas as áreas humanas do planeta.

 Em suas investigações, Bond conhece Camile (Olga Kurilenko), suposta amante de Dominic,  mas que na verdade está em busca de vingança contra o homem que matou sua família, um general boliviano amigo de Dominic e aliado da Quantum. Ao conhecer Camile, Bond irá ajudá-la em sua cruzada, porém sem envolvimento emocional - Camile torna-se uma importante fonte de informações para que Bond consiga capturar Dominic ou, na melhor da hipóteses, matá-lo.

 Quantum of Solace é um aventura que entrega-se plenamente à ação, revelando-se um filme bastante dinâmico com destaque para as cenas mais típicas do gênero: tiroteios belamente coreografados, lutas, uma espetacular perseguição aérea e belas explosões que nada deixam a desejar aos filmes mais vistos pelos fãs que apreciam o cinema físico.
 Contudo, numa avaliação geral Quantum não supera o excepcional Casino Royale, que estabeleceu novas bases para as aventuras do agente secreto e moldou um novo James Bond a partir das características rudes de Daniel Craig, que revelou-se um ótimo ator, superior a Pierce Brosnan e tão marcante quanto Sean Connery ou Roger Moore.
 E nesta aventura Bond continua extremamante bruto eliminando seus adversários sem piedade e com toda a frieza exigida pelo oficio da espionagem em defesa da paz mundial.
 As questões que ficaram abertas em Casino Royale ganham resolução em Quantum, de modo que Bond consegue até mesmo encontrar o responsável pela morte de Vesper e por incrível que pareça, capturá-lo, entregando-o aos cuidados do serviço secreto. Tal fato revela-se uma grande surpresa, visto que tal adversário não sofre um arranhão sequer nas mãos do agente, que simplesmente o cerca numa emboscada e o entrega aos seus superiores em uma cena bastante tensa nos momentos finais do filme.
 Quantum of Solace mais do que Casino Royale distancia James Bond da série clássica, obviamente na busca de um novo público que possa se identificar com o herói de espionagem, agora modernizado e atualizado. E com base no elenco talentoso e a presença de diretores competentes, Bond terá uma vida cada vez mais longa na atual história do cinema.

veja o trailer



 007 - Quantum of Solace

titulo original: (007 - Quantum of Solace)
lançamento: 2008 (EUA)
direção: Marc Forster
atores: Daniel Craig , Olga Kurylenko , Mathieu Amalric , Judi Dench , Giancarlo Giannini
duração: 106 min
gênero: Aventura



terça-feira, 19 de janeiro de 2010

James Bond

CASINO ROYALE
"Permissão para o sucesso"

 O século XXI que está apenas começando e apesar da primeira década já estar próxima do fim, iniciou de forma explosiva com grandes filmes de ação e aventura atendendo ao gosto do público que persiste em ir ao cinema em busca de fortes emoções nas telas gigantes, a despeito da Era Digital que já é uma plena realidade.
 E como já se tornou tradição no cinema mundial, franquias antigas se renovam e se adaptam ao mundo atual, com toda a evolução e novos conceitos necessários para reformular personagens clássicos habitam a imaginação dos mais ardorosos fãs do cinema de ação.
  Desse modo, em 2006, o agente secreto 007 retornou às telas mundiais sob um novo conceito de se fazer ação - a franquia que estava parada há quatro anos, voltou com nova produção, desta vez dando a prioridade a diretores mais talentosos para melhor adaptar o agente britânico ao mundo atual.

 O diretor escolhido para reiniciar a franquia é  Martin Campbel, que já havia reiniciado a franquia 007 em 1995 com o super sucesso 007 Contra Goldeneye - e também ressucitou outro herói clássico alguns anos atrás com dois filmes muito bem sucedidos - A Máscara do Zorro e A Lenda do Zorro. Cabia então a Campbel a missão de recriar James Bond.

 Pela primeira vez a origem de Bond seria contada (ou criada) nas telas de cinema, o que não é uma tarefa fácil em se tratando de um personagem que está enraizado há decadas na mente de um público que talvez nunca tenha questionado suas origens - quem foi James Bond antes de se tornar um agente secreto? Ou quem é realmente o homem James Bond?                  

  O personagem  que se apresenta como uma sombra nos créditos de abertura, aos poucos é apresentado ao público em meio a uma névoa de mistério, reviravoltas, trapaças e jogadas mortais, como reza toda trama de espionagem - e o escolhido para criar este novo Bond é um ator inglês com um porte físico atlético e expressões rudes, Daniel Craig. Por não ser o tipo de galã padronizado pela franquia, Craig sofreu críticas totalmente arbítrárias dos tablóides ingleses e até dos fãs mais puritanos da série. Porém Craig provou ser tão competente quanto Pierce Brosnan ou qualquer outro ator e os mesmos jornais que o criticaram renderam elogios ao seu talento após a estreia do filme, chegando até mesmo a compará-lo a Sean Connery. 
 O que provavelmente os jornalistas e os fãs não entenderam inicialmente, é que para contar a origem de um personagem tão especial, seria necessário um ator que apresentasse características rudes: frieza e brutalidade. E é perfeitamente possível notar isso logo numa das cenas iniciais, quando Bond com muita dificuldade mata um criminoso dentro de um banheiro público, o que denota sua pouca experiência em missões de assassinato. E também a dificuldade que ele teve ao capturar um espião em Madagascar, culminando numa desastrosa explosão na sede da Embaixada. Em outras palavras, James Bond era um diamante bruto a ser lapidado.
 Casino Royale tornou-se um sucesso estrondoso, mais do que 007 Contra Goldeneye que ja fora o filme mais rentável da série. O realismo da ação de Casino não deixa nada a desejar aos melhores filmes de ação de Hollywood e os ferimentos que Bond sofre ao longo do filme o tornam um personagem bastante humano, distanciando-o da figura clássica imortalizada na franquia anterior. E Bond é humano em todos os sentidos, tanto em seu temperamento explosivo diante do perigo, quanto em suas relações interpessoais. E como não poderia faltar, seu senso de humor ironico e um tanto ácido caracterizado na série classica também está presente na interpretação de Daniel Craig, o que lhe proporciona maior empatia com o público.
  E como todo ser humano que se preza, Bond também é capaz de amar, de modo que o herói ao longo da trama, passa a cultivar uma paixão pela parceira de espionagem conhecida apenas pelo codinome Vesper Lynd interpretada pela atriz Eva Green. Uma paixão que surge entre ambos e  pontua momentos românticos e emocionantes ao longo da trama. E como não se emocionar, especialmente, com a cena em que Bond consola Vesper sentando-se ao lado dela embaixo de um chuveiro quando ele a vê chorando  traumatizada por ter presenciado uma morte brutal alguns momentos antes. O cuidado e a atenção que Bond tem por ela pontua momentos de grande emoção numa história que a princípio é lembrada apenas por momentos de violência e brutalidade - quando a missão aparentemente termina, o clima amoroso que se intensifica  entre o casal de espiões chega a acrescentar novas nuances à trama culminando em um romance que torna o filme bem mais envolvente - e  que certamente agradou bastante o público feminino.


 Contudo, Casino Royale não é só uma trama de ação e romance. Pois James Bond precisa entrar no Casino para participar de altas apostas em jogadas de poker - e quando ele se depara com o vilão Le Chiffre, a cada jogada a tensão aumenta e as apostas sobem num ritmo desenfreado e então, o suspense domina o jogo de cartas em meio a lances inesperados, trapaças e reviravoltas que colocam em risco a vida de seus poderosos jogadores. A vitória de Bond é fundamental para a paz mundial, pois Le Chiffre é um banqueiro que financia terroristas no mundo inteiro ganhando altas apostas no famoso Casino Royale - um terrível desafio para o agente britânico já que esta é sua primeira grande missão, o que lhe exigirá todo o seu potencial para resisitir às investidas perversas de Le Chiffre. 

 A sofisticação continua ao lado do agente mas agora ao invés de equipamentos mirabolantes que faziam Bond parecer personagem de histórias em quadrinhos, ele tem apenas seu potente veículo Aston Martin, modelo DBS totalmente equipado com a mais alta tecnologia e todos os recursos bélicos necessários para enfrentar suas missões.  E desta vez ao invés de utilizar a tradicional pistola Walter PPK, imortalizada nos filmes anteriores, ele utiliza uma moderna pistola com silenciador, além de demonstrar muita eficiência em artes marciais, o que o torna um agente letal mesmo se estiver desarmado.


 Em um mundo já totalmente distanciado da Guerra Fria, 007 ressurge no século XXI resgatando sua antiga legião de fãs e conquistando novos adeptos que buscam aventuras mais condizentes com o moderno cinema de ação a exemplo da franquia Jason Bourne, que também é uma série de espionagem, e vários outros filmes similares. O perfil político caracterizado pela franquia anterior em virtude da Guerra Fria, já não é visto aqui, apesar de Bond ainda servir aos interesses da Inglaterra no combate a terroristas que ainda são uma ameaça à paz mundial. Contudo, a nova franquia daqui em diante será cada vez mais focada na ação e na busca de novos enredos para que James Bond permaneça como o maior agente secreto da história do cinema.

veja o trailer


007 - Cassino Royale
titulo original: (Casino Royale)
lançamento: 2006 (República Tcheca) (EUA) (Inglaterra)
direção: Martin Campbell
atores: Daniel Craig , Eva Green , Mads Mikkelsen , Judi Dench , Caterina Murino
duração: 144 min
gênero: Aventura