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domingo, 27 de novembro de 2016

caçada selvagem

O GRANDE BÚFALO BRANCO

Há quase 40 anos Charles Bronson caçava um 
lendário animal em um exótico western

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   Em 1977 estreava nos cinemas uma das mais exóticas aventuras do gênero western. O filme The White Bufallo produzido por Dino de Laurentis, estrelado por Charles Bronson e dirigido por J. Lee Thompson tentava recriar duramente a mesma tensão que o público experimentara em outro filme de animal assassino visto dois anos antes, Tubarão (Jaws), de Spielberg. Tarefa um tanto árdua para Thompson que além criar tensão para um misto de suspense e western, teve também que providenciar a criação de búfalo mecânico o que obviamente gerou inevitáveis comparações com a obra de Spielberg de modo que o filme de Thompson chegou a ser considerado como a versão de Tubarão adaptada ao western.
   Contudo as comparações soaram um tanto forçadas, pois o filme estrelado por Bronson tem enredo autêntico para um faroeste que foge do típico padrão justamente por retratar uma caçada a um terrível e lendário animal, ainda que seja concebido por efeitos visuais. Roteirizado por Richard Sale e adaptado de um livro de sua própria autoria, a película narra um episódio (talvez alegórico) da vida de Wild Bill Hickok, um dos mais temíveis pistoleiros que realmente existiu no oeste norte-americano e a aparência rústica de Bronson dessa vez ostentando cabelos longos e seu característico bigode caiu perfeitamente para a interpretação do lendário pistoleiro.

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  O filme tem início com uma cena brutal do búfalo atacando ferozmente uma aldeia indígena, destruindo as barracas dos índios e pisoteando e matando homens e mulheres da tribo como um feroz demônio branco que aparece no meio da noite em meio a um nevoeiro, sedento de sangue e morte, enquanto que Hickok a bordo do vagão de um trem acorda subitamente de um estranho pesadelo e extremamente assustado saca sua pistola e dispara vários tiros assustando os demais passageiros. A cena muito bem filmada retratando o massacre provocado pelo animal consegue gerar o clima correto de suspense que permeia toda a narrativa do filme.

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Bronson, o diretor Thompson e o
búfalo mecânico
  A caçada narrada pelo filme ocorre em 1874 e conforme a narrativa Wild Bill Hickok retorna para o oeste após muitos anos de andanças e batalhas. Porém seu retorno não é exatamente para descansar e buscar uma vida tranquila, seu objetivo ou melhor dizendo, obsessão é encontrar e matar um enorme búfalo branco que o apavora todas as noites em horríveis pesadelos, algo que realmente tira o sossego do lendário pistoleiro e o faz sentir algo que não é nada comum em sua vida: medo. Embora o roteiro nunca explique claramente o porquê de Hickok ter tais pesadelos com esse animal, a narrativa não chega a ser prejudicada pela falta de explicação, pois consegue criar uma atmosfera envolvente ao demonstrar que até mesmo o mais implacável e temido dos pistoleiros é capaz de sentir medo, ainda que seu  suposto inimigo seja um animal.
  Em seu retorno ao oeste ele se hospeda na cidade de Deadwood, localizada em Dakota do Sul, onde reencontra um velho conhecido chamado Charlie Zane (Jack Warden), um velho caolho que aceita ajudá-lo na caçada ao búfalo branco e afirma já ter visto o animal nas montanhas de Black Hills. Durante o percurso na região montanhosa à procura do animal, eles encontram um guerreiro índio (Will Sanpson) da tribo Sioux, e que mais tarde descobrem que na verdade chama-se Cavalo Louco, um lendário índio e que também esta à caça do búfalo branco para vingar o massacre que o animal fez em sua tribo. Daí então, índio e pistoleiro unem forças para a caçada.


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  Mesmo com uma trama interessante e até original para um western, além de trazer personagens cativantes, O Grande Búfalo Branco infelizmente revelou-se um fracasso de bilheteria, talvez porque o publico já estivesse um pouco entendiado com o gênero western que já estava caminhando para o fim que se daria no início dos anos 80 e filmes assim já não dominavam as bilheterias como antes. Outro fator que também prejudicou o sucesso do filme foi a concepção do animal que apesar de até bem retratado nas engenhosas tomadas que J. Lee Thompson criou para retratá-lo de modo realista, há momentos em que é possível ver em meio a neve os trilhos nos quais o animal mecânico é conduzido. 
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  Entretanto o filme valeu-se também de boas qualidades técnicas especialmente em efeitos sonoros para reproduzir o assustador berro do feroz animal, além é claro da ótima ação que é um elemento obrigatório em todo western que se preze e o J. Lee Thompson como um bom diretor de gêneros soube muito bem dar conta do recado. Embora o filme fora na época comparado com o Tubarão de Steven Spielberg, consta no imdb uma comparação melhor feita por  Raegan Butcher com data de 16/01/2006 na qual ele diz que o filme "possui elementos tanto de Moby Dick quanto de Jaws", uma ótima observação por sinal e um motivo a mais para todo cinéfilo que ainda não conhece, descobrir este pequeno clássico da versátil galeria de Charles Bronson. (R.A.)

Trailer




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O Grande Búfalo Branco (The White Buffalo, 1977)


Roteiro: Richard Sale

Diretor: J. Lee Thompson

Elenco: Charles Bronson, Jack Warden, Will Sampson, Kim Novak, John Carradine


terça-feira, 15 de novembro de 2016

relatório: Bronson

CHARLES BRONSON

Hora de relembrar grandes momentos de um grande mito do cinema

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Charles Dennis Buchinsk ou para o grande público cinéfilo Charles Bronson nasceu no mês de novembro, mais precisamente em 03/11/1921 no estado norte-americano da Pensylvania. O ator de expressão dura e corpo atlético tornou-se um dos grandes mitos do cinema por ter construído uma galeria de personagens memoráveis embora vários críticos o considerassem um ator limitado, mas também perceberam sua versatilidade, especialmente nos personagens indígenas que interpretou devido aos seus fortes traços faciais e pele morena. 
Sua aptidão para compor tipos físicos e truculentos foi fundamental para torná-lo um astro de ação ao longo de sua carreira, assim como Steve McQueen e Clint Eastwood, astros de ação da mesma época. Bronson estrelou filmes memoráveis que hoje são eternos clássicos, especialmente westerns dos quais alguns estão entre os melhores filmes de todos os tempos como Era Uma Vez no Oeste e Sete Homens e um Destino. Falecido em 30 de agosto de 2003, se estivesse vivo estaria completando nada menos que 95 anos de idade. Para homenagear o lendário ator, vamos relembrar neste relatório alguns de seus personagens inesquecíveis e grandes filmes que enriqueceram a história do cinema. 


Gaita
Resultado de imagem para charles bronsonNada mais justo do que iniciar este relatório com o personagem cuja foto abre a postagem. Gaita, protagonista de Era Uma Vez no Oeste (1968), possivelmente o melhor western de todos os tempos dirigido por Sergio Leone é um dos personagens mais misteriosos da galeria de Bronson. O rosto de fortes traços e de expressão endurecida do ator foi mais do que suficiente para compor Gaita, o homem cujo nome verdadeiro é desconhecido e seu olhar um tanto frio e sutil carrega um passado misterioso.



Chato
Resultado de imagem para charles bronson chatoOs traços rústicos do ator e sua pele bronzeada sempre o favoreceram na composição de personagens índios e possivelmente o mais lembrado é Chato, um apache mestiço que precisa defender sua honra e proteger seu território contra perseguidores que o acusam injustamente de um suposto crime de assassinato de um xerife no filme Renegado Impiedoso (1972), dirigido por Michael Winner.

Paul Kersey

Resultado de imagem para charles bronson paul kerseyO nome do personagem obviamente dispensa apresentações já que é o mais marcante de toda a carreira do ator e a cena do tiroteio na escadaria de um parque tornou-se tão icônica quanto a carreira de Bronson no cinema físico. A gradativa transformação de um homem comum em um justiceiro que busca incansavelmente vingança conquistou platéias no mundo todo e Charles Bronson finalmente alcançava o estrelato definitivo em Hollywood no clássico Desejo de Matar (1974), também dirigido por Michael Winner.


O "Estranho"

Resultado de imagem para alguém atrás da porta Charles Bronson Um homem sem nome e sem memória é levado a um hospital para receber cuidados médicos e psicológicos. Dr. Laurence Jeffries (Anthony Perkins), o médico psiquiatra que atende o estranho paciente passa cuidar dele diariamente, mas não a fim de tratá-lo, e sim a fim de manipular o paciente psicótico para utilizá-lo como seu instrumento de vingança contra a esposa Frances Jeffries (Jill Ireland). Alguém Atrás da Porta (1971) é um filme francês quase desconhecido atualmente e o "estranho" é um dos grandes momentos de Bronson em que ele demonstra sua versátil interpretação em uma trama engenhosa de suspense sob a direção de Nicolas Gessner.



Link Stuart
Resultado de imagem para sol vermelho filme charles bronsonDentre vários personagens carismáticos que Bronson interpretou é importante destacar Link Stuart, o simpático pistoleiro do filme Sol Vermelho (1971), dirigido por Terence Young. Red Sun é um dos melhores westerns da carreira do ator não apenas pelo roteiro original com uma trama envolvendo pistoleiros e samurais, mas também pelo ótimo elenco composto por Alain Delon, Ursulla Andress e Toshiro Mifune. O pistoleiro Link vivido por Bronson não chega a ser um herói, pois é um criminoso que junto com Gauche (Delon) comandam uma quadrilha que assalta trens. Mais uma vez a notável versatilidade de Bronson não deixa dúvidas sobre seu talento para compor diferentes tipos já que Link torna-se até mesmo o alívio cômico deste exótico western.


Bernardo O´Reilly

Resultado de imagem para sete homens e um destino 1960 BernardoBronson teve o privilégio de atuar em alguns dos melhores westerns de todos os tempos dentre os quais destaca-se Sete Homens e Um Destino (1960), dirigido por John Sturges. Nesta obra prima do western Bronson interpreta Bernardo O´Reilly, o mais carismático dentre os sete pistoleiros que se unem para proteger um vilarejo mexicano de um iminente ataque de uma perigosa quadrilha de assaltantes e saqueadores. Bernardo ganha a admiração de um grupo de garotos mexicanos que se espelham na coragem e bravura do pistoleiro. (R.A.)


"Pessoas como ele tem algo a ver com a morte!" - Shayenne (Jason Robards) no filme Era Uma Vez no Oeste.


  



domingo, 25 de janeiro de 2015

nostalgia setentista

Mr. Majestyk
Há cerca de 40 anos, Charles Bronson se envolvia num perigoso jogo de perseguição


  Em julho de 1974 estreava nos cinemas norte-americanos Mr. Majestyk, um filme de produção simples e até modesta, mas que revelou-se um dos melhores de Charles Bronson, embora seja pouco conhecido na filmografia do lendário ator, e por sinal estreou no mesmo ano do grande sucesso Desejo de matar (1974), o que de certo modo ofuscou Mr. Majestyk, e talvez isso explique porquê esta produção é injustamente menos lembrada. Dirigido por Richard Fleisher e escrito por Elmore Leonard, o roteiro traz Bronson como Majestyk, o personagem que dá título ao filme, um médio fazendeiro do interior dos Estados Unidos que se dedica à plantação de melancias, e procura trabalhadores para ajudá-lo na colheita que precisa ser feita com urgência.

 No ínicio da trama, o fazendeiro consegue contratar um pequeno grupo de imigrantes mexicanos que conhecera de passagem pela cidade, liderados por Nancy Chaves (Linda Cristal). Além da dificuldade em encontrar um bom contingente de pessoas que possam trabalhar em sua lavoura, Vincent Majestyk ainda tem que lidar com a arrogância de Bobby Kopas (Paul Koslo), um almofadinha da cidade metido à esperto que gosta de indicar pessoas para que o fazendeiro contrate a fim de receber uma boa comissão. Mas obviamente Vincent não precisa de tais indicações e rapidamente expulsa Kopas e os comparsas de suas terras.


  Kopas não deixa por menos e dá queixa do fazendeiro à polícia local que algum tempo depois prende Majestyk por agressão. Na cadeia, ele fica conhecendo Frank Renda, um famoso e temido mafioso que por coincidência está no mesmo presídio, mas em breve será transferido para outra cidade. Renda é interpretado por Al Letieri, ator de expressão rude que na época se especializou em interpretar vilões traiçoeiros como pode ser visto dois anos antes em Os Implacáveis (1972), sucesso de Steve McQueen.


  Aqui ele faz um vilão igualmente traiçoeiro e também cruel, pois quer a todo custo matar Majestyk, mesmo após ele o ter ajudado em uma fuga desastrosa quando os homens de Renda emboscaram o ônibus que o transportava para outra prisão. E o motivo de Renda para vingar-se é que o fazendeiro planejava entregá-lo para polícia depois da fuga.
 Após conseguir escapar das investidas de Renda, Majestyk apresentou-se à polícia a fim de resolver sua situação, e o delegado então resolveu deixar o fazendeiro cuidar de suas colheitas, mesmo sabendo que mais cedo ou mais tarde o mafioso viria procurá-lo e assim ele seria um tipo de isca. Assim, tanto o esquema do criminoso quanto o esquema da polícia estava armado, e o que vem em seguida é um jogo de intimidações de Renda para com Majestyk, o que obviamente culmina em uma mortal perseguição que não acabará nada bem para um dos lados.



  Bronson mais uma vez compõe seu personagem de forma simples e sutil, e o que surpreende em Vincent Majestyk é que ele não gosta de utilizar armas, tanto é que não utiliza nenhuma, pelo menos até o ato final da trama quando terá de confrontar os vilões de igual para igual. Vincent é um sujeito simples mas possui uma esperteza peculiar e apesar de não demonstrar gosto por armas, já lutou nas guerras do Vietnã e da Coréia, como boa parte dos norte-americanos daquele período.


  É interessante notar que a participação da bela atriz argentina Linda Cristal não se resume a uma donzela indefesa que busca a proteção do herói. Muito pelo contrário, Nancy Chaves une forças a Vincent para confrontar os algozes, tanto que nos momentos finais quando os vilões perseguem Majestyk numa auto-estrada, é justamente a moça quem dirige a caminhonete em alta velocidade percorrendo atalhos a fim de despistar os perseguidores, e o veículo chega a voar literalmente ao saltar de pequenos barrancos pelo caminho.


  O filme revela-se um ótimo thriller de ação e suspense e Vincent Majestyk um dos melhores personagens da extensa galeria que Charles Bronson compôs dentre os quais vale lembrar, o misterioso pistoleiro Harmônica de Era uma vez no oeste (1968), Chaney, o lutador de rua de Hard Times (1975), o pistoleiro Link do filme Sol Vermelho (1971) e vários outros. O diretor Richard Fleischer capricha no clima de suspense em Mr. Majestyk  e embora a ação esteja mais reservada aos momentos finais, a espera é bem recompensada quando o fazendeiro demonstra que entende não apenas de plantação de melancias, mas também sabe manejar armas de grosso calibre quando é necessário.


  E a ação perfeitamente elaborada torna o filme superior às produções atuais de um modo honesto, longe de efeitos visuais e montagens artificiais, e a direção segura de Fleischer é uma verdadeira lição de cinema para qualquer cineasta de hoje que prefere adotar o ritmo frenético de videoclipes, o que deixa a narrativa meio confusa e nada atraente, enquanto que na verdade roteiros como este exigem o mínimo necessário para funcionarem bem. Aqui no Brasil o filme foi péssimamente intitulado como Desafiando o assassino, e claro que seria melhor manter o título original que dá nome ao personagem. Comparações à parte Mr. Majestyjk é mais do que uma produção nostálgica e sim um bom filme para ser apreciado em qualquer época por todo fã de cinema que se preze. (R.A)

TRAILER




Mr. Majestyk (1974)

Direção:Richard Fleischer

Roteiro: Elmore Leonard

Elenco:Charles Bronson, Al Letieri, Linda Cristal, Paul Koslo, Lee Purcell, Taylor Lacher, Frank Maxwell, Alexandro Rey e Jordan Rhodes 


quinta-feira, 24 de julho de 2014

dossiê: clássico policial

DESEJO DE MATAR

Há 40 anos, Charles Bronson iniciava uma caçada solitária nas ruas mais escuras de Nova Iorque



  Em 1974 estreava nas telas estadunidenses e logo em seguida em todo o mundo Desejo de matar (Death Wish), filme dirigido pelo inglês Michael Winner, e que alçou Charles Bronson ao estrelato na América do norte e marcou para sempre o gênero policial, bem como o cinema físico como um todo.  Bronson vinha de uma carreira bem sucedida na Europa, onde era aclamado como astro, admirado pelo público e pela critica, tendo atuado nas produções francesas O Passageiro da chuva (Le Passager de la Pluie, 1970), Cold Sweat (1970), ou em produções italianas como Cittá Violenta (1970), e o mítico faroeste Era Uma vez no Oeste (Cera Uma volta i´l West, 1968).
  Desejo de matar surgia num momento em que a cidade de Nova Iorque enfrentava uma forte onda de violência com suas ruas e becos aterrorizados por gangues, ladrões e até estupradores e desde então e por muito tempo chegou a ser considerada a metrópole mais violenta do mundo – nesse contexto brutal, o filme acendia uma polêmica que decisivamente impulsionaria o sucesso de bilheteria, a aclamação do público e o ódio da critica especializada: a justiça com as próprias mãos. A idéia de que um cidadão comum pudesse armar-se de uma pistola e executar criminosos à noite era algo inspirador e ao mesmo tempo muito perigoso, pois não cabe ao cidadão (de nenhuma sociedade) as funções de júri, juiz e carrasco.

Michael Winner orientando Bronson


Hope Lange
  O roteiro de Death Wish foi escrito por Wendell Mayes, com base no livro homônimo escrito por Brian Garfield, romance e escritor desconhecidos até hoje pelo grande público. E como normalmente acontece, a adaptação teve algumas alterações em relação ao material original, pois o personagem principal que no livro se chama Paul Benjamim, teve seu nome alterado para Paul Kersey, e sua profissão também foi alterada de contabilista para arquiteto, mas os motivos que transformam o personagem num justiceiro são os mesmos tal como é visto no filme, o protagonista perde a esposa Joana, de maneira brutal e tem sua filha Carol violentada por 3 marginais que invadem o apartamento, respectivamente interpretadas por Hope Lange e Kathleen Tolan numa cena revoltante que chegou a provocar escândalo na época de lançamento do filme. Carol ficou em estado catatônico e após ser medicada teve de ser encaminhada à um hospital psiquiátrico para a tristeza de seu pai Paul e de seu marido Jack Toby, interpretado por Steven Keats.

Kathleen Tolan









Jeff Goldblum a esquerda
  É interessante notar que no trio de jovens marginais que atacam as mulheres há um ator em início de carreira que mais tarde, na década de 80 tornaria-se um astro por sua interpretação no grande sucesso A Mosca (The Fly, 1986), Jeff Goldblum, à época com 22 anos de idade.




A adaptação para as telas

  O livro apesar de não ter grande sucesso nas vendas, chamou a atenção de dois produtores de cinema, Hal Landers e Bobby Roberts, que em 1972, mesmo ano de lançamento do livro, compraram os direitos para uma possível adaptação às telas do cinema, e a obra encontrou um caminho certeiro nas mãos do cineasta Michael Winner, do lendário produtor Dino De Laurentis e dos estúdios United Artists, únicos a se interessarem pelo projeto.


 Consta que também foi um grande problema encontrar o ator certo para o papel que foi recusado por atores bem mais cotados na época como Steve McQueen, Clint Eastwood e até o cantor Frank Sinatra - e também Henry Fonda que chegou a considerar o papel como "repulsivo". Felizmente, Bronson aceitou o papel após ler o roteiro que Winner lhe ofereceu não à toa, pois o ator já havia trabalhado com o diretor anteriormente em 3 ótimos filmes, Renegado Impiedoso (Chato´s Land, 1972), Assassino a preço fixo (The Mechanic, 1972) e Jogo Sujo (The Stone Killer, 1973). Portanto, Death Wish concretizou a continuidade da ótima parceria entre o diretor e o ator.

Kersey ganha de presente de um amigo uma pistola 
Colt Positive. 32, durante uma viagem ao Arizona

  Bronson, à época com 52 anos de idade foi a escolha mais do que certa para o papel e ao contrário dos atores citados no parágrafo àcima ainda não era um astro para o público de seu país, sendo apenas um ator popularmente conhecido pelos bons filmes que fizera recentemente em Hollywood, além dos filmes europeus que não atraíam muito a atenção das platéias norte-americanas. Era chegada então a hora de Charles Bronson brilhar intensamente nas telas de seus país.


  Embora Death Wish tenha marcado o ator para sempre como um sujeito eternamente "durão", Bronson era bastante versátil e tinha um bom domínio de interpretação como já demonstrara anteriormente no obscuro filme francês Alguém atrás da porta (Quelqu'un derrière la porte /  Someone behind the door, 1971) e em The Bull of the West (1972), um western dramático feito para a Tv. E o ator interpretou correta e humanamente, mesmo sem muito esforço, a gradativa transformação de um cidadão comum e pacifista em um justiceiro frio e cada vez mais sanguinário - lembrando sempre que Death Wish não é exatamente um filme de ação, mas sim, um drama policial.

A repercussão

   A adaptação para as telas foi um grande sucesso de público com renda de mais US $ 22 milhões nas bilheterias para um orçamento de apenas US $ 3 milhões, segundo consta no IMDB. Contudo, o filme provocou bastante polêmica devido ao delicado tema e muitos críticos de cinema atacaram duramente a obra, inclusive rendeu críticas negativas do jornal The New York Times, mas também rendeu respostas inteligentes como a do carismático ator Vincent Gardenia: "Eu não aprovo o vigilantismo, mas também não aprovo que os marginais levem a melhor".
  No filme, Gardenia interpreta Frank Ochoa, o detetive que persegue Kersey para tentar desencorajá-lo. Afinal,  o trabalho do vigilante estimulou vários outros cidadãos comuns a se defenderem de modo que o crime reduziu cerca de 50% nas ruas da cidade, conforme revelava as estatística da imprensa e assim o vigilantismo ganhava cada vez mais força preocupando a polícia e também o prefeito de Nova Iorque.

No filme, o Inspetor Ochoa investiga os passos do vigilante 
e o persegue para atender ao pedido que o prefeito lhe fêz
pessoalmente: "assuste ele" 

  Convém lembrar que este clássico pertence à agitada década de 1970, período de grandes discussões e profundas transformações sociais, algo que refletiu, e muito nas telas do cinema. Desejo de matar nasceu polêmico e como tal, provocou debates e discussões como tantas outras obras setentistas, como o clássico absoluto do horror O Exorcista (1973), por sinal estreado no anterior, ou o complexo Laranja Mecânica (A Clockwork Orange, 1971), até hoje muito discutido, só para citar dois grandes exemplos de obras polêmicas.
  O sucesso de Desejo de matar gerou uma febre de vários filmes de justiceiros, o que não deixa de ser admirável embora o tema "justiça com as próprias mãos" nem fosse algo totalmente novo, já tendo sido abordado nas décadas anteriores em westerns e alguns thrillers. O que explica o enorme sucesso de Death Wish é o fato de o público ter se identificado rapidamente com o personagem Paul Kersey, um cidadão até então pacifista que após ter a família vitimada pela violência urbana resolve agir por conta própria a fim  de tentar reduzir a criminalidade em sua cidade.



  Entretanto, é bom notar que o filme não retrata Paul Kersey como um herói, mas sim um anti-herói que aos poucos se torna tão frio e violento quanto os marginais que ele caça. Mas infelizmente grande parte do público o viu como uma espécie de herói revolucionário, um sujeito acima da lei com motivos o suficiente para sair matando todos os criminosos que encontra pela noite. E este pensamento do público se estende até os dias atuais, pois em 2007 aqui no Brasil a platéia aclamou o Capitão Nascimento do filme Tropa de Elite como um grande herói e não como o personagem complexo que Wagner Moura interpretou tão bem.

  Dentre várias cenas memoráveis destaca-se uma cena filmada nas escadarias de um parque, quando Kersey ao descer os degraus é abordado por 3 ladrões, um no alto da escada e mais dois no final dos degraus, e então travam um tiroteio e logo em seguida uma perseguição que leva aos momentos finais do longa. Numa das primeiras caçadas Kersey salva um sujeito desconhecido em um beco, matando 3 assaltantes. Um dos bandidos é interpretado por um desconhecido Denzel Washington com apenas 19 anos de idade e em pleno início de carreira.


  Até hoje o filme gera discussões polêmicas e há até quem acuse a obra de "racista", pois boa parte dos criminosos que Paul Kersey mata são negros. Entretanto, o roteiro do filme não foge da discussão sobre racismo e em certo momento numa cena que mostra uma importante festa, aparece um casal discutindo a respeito das ações do vigilante, de modo que o homem diz que: "vou lhe dizer uma coisa, o cara é racista. Já reparou que ele matou muito mais negros?", e a moça rapidamente responde: "Pelo amor de Deus! Existem muito mais assaltantes pretos do que brancos! O que vc queria que ele fizesse?! Que aumentasse os assaltantes brancos pra termos uma igualdade racial?". Porém, se o filme propõe que criminosos não tem cor, isto fica a cargo da interpretação do espectador.
  Como ocorre com muitos filmes de sucesso, Desejo de Matar inevitavelmente virou franquia ganhando uma sequencia mediana no ano de 1982, e anos depois mais três sequencias desnecessárias e até desprezíveis que infelizmente chegam a ofuscar o brilho do primeiro filme que deveria ser único, e o personagem que Bronson compôs tão bem originalmente, transformara-se num mero e descartável anti-herói de ação.
  Death Wish nunca foi refilmado, exceto se considerarmos que um certo thriller policial intitulado Valente (The Brave One, 2007), estrelado pela atriz Jodie Foster e dirigido por Neil Jordan trata-se de uma refilmagem disfarçada, trocando Paul Kersey por uma mulher chamada Erica Brain, e que resolve caçar criminosos à noite, também na cidade de Nova Iorque, após perder o noivo de forma violenta, inclusive com direito a uma cena que se passa no vagão do metrô, muito parecida com a cena do filme de Michael Winner.

  Em 2008, quando estreou nos cinemas Rambo IV, Stallone chegou a dizer em entrevistas que tinha interesse em refilmar Death Wish, ambientado nos dias atuais. Felizmente o interesse de Sly ficou só na promessa, pois refilmar uma obra tão enraizada na década de 70 seria algo muito arriscado - afinal, atualmente Nova Iorque já não é uma das cidades mais violentas do mundo e ambientar tal história em outro lugar poderia não surtir o mesmo efeito. E para todos os efeitos, desde que Paul Kersey resolveu fazer caçadas noturnas 40 anos atrás, os becos e ruas escuras jamais foram os mesmos. (R.A.)

TRAILER




Desejo de matar - Death Wish, 1974

Roteiro: Wendell Mayes

Direção: Michael Winner

Elenco: Charles Bronson, Hope Lange, Kathleen Tolan, Steven Keats, Vincent Gardenia


segunda-feira, 30 de junho de 2014

western nostálgico

SOL VERMELHO

Era uma vez um pistoleiro que encontrou um samurai...


  No início da agitada década de 70, mais precisamente no ano de 1971 estreava nas telas dos cinemas um dos faroestes mais exóticos da história do gênero: Sol Vermelho, título corretamente traduzido de seu nome original em inglês Red Sun. Dirigido por Terence Young, competente cineasta que na década de 60 comandou algumas das melhores aventuras da franquia 007, agora aventurava-se na direção de um western diferente e original com um elenco de grandes astros daquele período e a sequência de uma breve parceria com Charles Bronson, pois Young o havia dirigido um ano antes no ótimo Cold Sweat (1971) e  voltaria a dirigi-lo em 1972 no desconhecido O segredo da Cosa Nostra.
  Red Sun foi escrito por três roteiristas, Bart Petitclerc, Willian Roberts e Lawrence Roman embasados no livro de Laird Koenig. É um western estadunidense embora não pareça, pois sua composição com uma montagem um tanto simples e trazendo um elenco de atores europeus remete diretamente aos moldes dos típicos westerns italianos, os chamados spaghetti western - e mesmo que o filme fosse italiano seu elenco internacional é incomum para uma produção desse gênero ao reunir os talentos do astro francês Alain Delon, a musa sueca Ursula Andress e Toshiro Mifune, ator que se tornou mito do cinema japonês, embora fosse de origem chinesa.

  O enredo de Sol Vermelho segue a trajetória de uma comitiva do embaixador do Japão que chega de viagem aos Estados Unidos no ano de 1860 para visitar o presidente a fim de lhe entregarem um presente do governo japonês como símbolo de bom entendimento entre ambas as nações - o tal presente é uma espada muito valiosa e os visitantes representam os últimos samurais do Japão antigo e ao cruzarem o território norte-americano numa viagem de trem logo nos 10 minutos iniciais, o trem é tomado de assalto por uma numerosa quadrilha de ladrões chefiada pelo francês Gauche interpretado por Delon e seu parceiro norte-americano Link, interpretado por Bronson.


  Link é traído por Gauche que foge junto com a quadrilha deixando o parceiro para trás desacordado após a explosão de um vagão. Link é então acolhido pelos japoneses e o embaixador lhe propõe um acordo para que ele conduza seu samurai, Kuroda até o esconderijo da quadrilha a fim de que ele possa recuperar a valiosa espada e vingar a desonra que sofreram e não havendo outra saída, Link aceita o acordo pois terá a chance de recuperar a parte do dinheiro a que tem direito.
  A inusitada união entre o pistoleiro e o samurai rende ótimos momentos de humor, pois Bronson interpreta um personagem muito falastrão e com ótimas sacadas de humor, pois várias vezes Link tenta fugir e deixar Kuroda para trás, mas o samurai além de ágil, é inteligente demais para ser enganado por um mero ladrão de trens. Além da ótima composição de Bronson, Toshiro Mifune tem um ótimo destaque ao interpretar o honrado Kuroda, afinal o astro consagrou-se no cinema japonês justamente pelos papéis de samurai na maioria dos filmes que estrelou. A devoção obstinada de Kuroda em cumprir a missão de recuperar a espada e vingar a honra de seus compatriotas chega a ser comovente, até porquê o guerreiro reconhece que está vivendo seus últimos dias de samurai, pois o Japão passa por profundas mudanças sociais e a era de seus nobres guerreiros caminhava para o fim.


 O cruzamento entre western e aventura oriental é um interessante paralelo, pois a crítica especializada em cinema já fez várias comparações entre os gêneros de aventura do ocidente e do oriente e o modo como ambos os gêneros se influenciaram ao longo da década de 60, época do auge dessas produções. Só para citar um exemplo, sabe-se que a maravilhosa Trilogia dos dólares (Por uns dólares a mais, Por um punhado de dólares, Três homens em conflito) dirigida por Sergio Leone é claramente uma refilmagem não oficial de Yojimbo (1961), obra prima do cineasta Akira Kurosawa e estrelada por Toshiro Mifune.



  Além das ótimas atuações de Bronson e Mifune, o galã francês Alain Delon encarna o arrogante vilão Gauche expressando incrível falsidade em seu olhar que demonstra o quanto ele é de fato traiçoeiro. E para o deleite do público masculino a linda atriz sueca Ursula Andress empresta seu talento e sensualidade à personagem Cristina, amante de Gauche e tal como ele, igualmente traiçoeira. Enfim, motivos não faltam para ver ou rever Sol Vermelho e muito mais detalhes poderiam ser revelados nesta simples resenha para descrever o quanto essa película é valiosa para o gênero western, bem como para o gênero de aventura oriental. Afinal, tanto o samurai quanto o pistoleiro cavalgam sob os raios do mesmo sol.


TRAILER




Sol Vermelho - Red Sun, 1971

Direção: Terence Young

Roteiro: Bart Petitclerc, Willian Roberts e Lawrence Roman

Elenco: Charles Bronson, Alain Delon, Toshiro Mifune, Ursula Andress




  

quinta-feira, 9 de maio de 2013

caçada apache

RENEGADO IMPIEDOSO

Um clássico raro da década de 70 traz uma perseguição mortal no oeste selvagem




  Entre os muitos filmes da prolífica carreira de Charles Bronson (1921-2003) destaca-se um western considerado raro atualmente, Renegado Impiedoso (Chato´s Land, 1972). Dirigido pelo saudoso britânico Michael Winner (1935-2013) e roteirizado por Gerald Wilson, esta película deve ser lembrada como um western revisionista, pois trata com mais dignidade a imagem dos índios, outrora tão deturpada pelo cinema estadunidense em filmes que retratavam os indígenas como vilões ou como meros selvagens que ocupavam o espaço que logo seria explorado por pioneiros. 
  O personagem de Bronson é um mestiço que se chama Chato, um indivíduo apache fiel às tradições do povo vermelho, mas mantém contato com a civilização e o progresso, de modo que costumeiramente caminha pelas cidades onde costuma passear e tomar whisky. Durante uma visita ao Saloon de uma pequena cidade, Chato acaba sendo hostilizado pelo xerife local que tenta humilhá-lo diante do dono do estabelecimento e de um outro freguês que está presente no local. Para intimidar o indígena, o xerife saca a arma e acaba sendo morto, pois o apache é extremamente hábil e rápido no manejo de armas de fogo.

Michael Winner e Charles Bronson no set de filmagens

  Chato foge para o deserto, que é o seu habitat natural, pois muitos apaches escolheram viver em regiões desertas e áridas, adaptando-se ao clima inóspito e aparentemente impróprio para um ser humano qualquer viver. O homem que testemunha a morte do xerife, logo corre para avisar o capitão Quincy Whitmore, interpretado por Jack Palance (1919-2006), um ex-combatente do exército confederado que reunirá alguns voluntários e fará o possível para capturar o mestiço apache e enforcá-lo para que pague pelo suposto crime.

Jack Palance
  O filme é um dos melhores westerns em termos de ambientação, ao retratar o deserto quente, rochoso e árido que os índios apache escolheram como moradia, o qual torna-se o campo da batalha sucedida ao longo da narrativa. Batalha até certo ponto épica, pois retrata uma feroz caçada do grupo de homens brancos ao índio apache, considerado selvagem do tolo ponto de vista da civilização; porém os homens brancos inevitavelmente tornam-se presas, por não saberem como sobreviver num lugar tão isolado e aparentemente inapropriado para a vida humana.

  O deserto habitado pelo caçador apache, torna-se personagem da narrativa pois castiga cruelmente os forasteiros que o invadem e o castigo da natureza é tão severo quanto as investidas do apache que caça seus perseguidores sem piedade. E Bronson mais uma vez mostra-se eficiente na pele de um personagem indígena; anteriormente ele interpretara outro personagem índio no filme Apache, de 1954 ao lado de Burt Lancaster. É até difícil imaginar outro ator na pele de Chato, mesmo com o personagem tendo pouquíssimas linhas de diálogo na narrativa; o papel caiu como uma luva para Bronson que o compõe perfeitamente com seus traços rústicos e um físico notável, o que o torna um autêntico guerreiro índio.


  Segundo consta no Imdb, a produção teve locações na Espanha, onde provavelmente situa-se o território desértico e rochoso mostrado no filme, um cenário natural que favorece bastante a fotografia e é muito parecido com regiões desérticas do oeste norte-americano.

cena de estupro
  A película é um tanto quanto violenta até mesmo para os padrões da época e segundo consta sofreu cortes na edição final, pois há uma cena de estupro coletivo em que os homens brancos estupram uma mulher índia, esposa de Chato, quando este esteve ausente por um tempo e seus algozes descobriram o local de sua moradia. Mas o western é um território violento e muito brutal na visão do cineasta Michael Winner, que encontrou em Bronson o protagonista ideal para vários de seus filmes e a rentável parceria rendeu mais cinco filmes além deste, os quais são: Assassino a preço fixo (The Mecanic, 1972), Desejo de matar 1, 2 e 3 (Death Wish, 1974, 1982, 1985) e Jogo Sujo (The Stone Killer, 1973).
  Renegado Impiedoso é western de primeira qualidade, autêntico e muito diferente dos westerns típicos. Na atual época, aos  poucos o gênero parece estar sendo redescoberto como pode ser notado em produções recentes como o grande sucesso Django Livre (Django Unchained, 2013), dirigido por Tarantino ou a ótima refilmagem de Bravura Indômita (True Grit, 2010), comandada pelos irmãos Coen. Portanto, quem apreciou os novos westerns, tem a chance de se aventurar pelos clássicos que fizeram a história do lendário gênero. E o filme de Winner, certamente é uma ótima opção.

Trailer







Renegado Impiedoso (Chato´s Land, 1972)
País: EUA
Diretor: Michael Winner
Roteirista: Gerald Wilson
Trilha sonora: Jerry Fielding
Elenco: Charles Bronson, Jack Palance, James Whitmore, Richard Basehart, Simon Oakland