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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

aventura real

FEITO NA AMÉRICA

Novo filme de Tom Cruise retrata a incrível trajetória do tráfico de drogas entre a América do Sul e os Estados Unidos

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  Pela segunda vez Tom Cruise estréia nas telas do cinema este ano desta vez com o sensacional Feito na América, longa baseado na história real de Barry Seal, um piloto comercial norte-americano que se tornou responsável pelo transporte de drogas da Colômbia para os Estados Unidos e com isso faturou uma fortuna que o possibilitou realizar o tão apregoado "sonho americano". Dirigido por Doug Liman (Identidade Bourne, No Limite do Amanhã) o filme retrata com precisão eventos agora históricos da "Era Reagan" com relação a um escândalo político relacionado à América do Sul.
  Roteirizado por Gary Spinelli a trama segue a louca trajetória de Barry Seal, que logo no início do filme é contratado por um sujeito da CIA que se apresenta Schafer (Domhnall Gleeson) que lhe oferece um serviço um tanto arriscado além de ilegal: sobrevoar um país da América do Sul apenas para fazer fotografias aéreas em um determinado local - entretanto tal lugar é uma área de conflito armado e obviamente Seal aceitaria os riscos de sobrevoar tal área por uma boa grana, já que ele não costumava desperdiçar oportunidades e tinha família pra sustentar.
  Com o sucesso da arriscada "missão", logo Schafer designou Seal para outras missões arriscadas e numa delas, na Colômbia ele tem um encontro inesperado com um chefão do tráfico do tráfico de drogas, Jorge Ochoa e dentre seus parceiros de ramo, o lendário Pablo Scobar. Quem costuma assistir a série do Netflix  Narcos, obviamente já sabe o que ocorre, pois Seal será "contratado" pelos senhores do tráfico para transportar escondido em seu avião carregamento de drogas para os Estados Unidos de modo que ninguém consiga descobrir, o que obviamente funcionar na década de 80 já que ainda não havia fiscalização rigorosa com serviço de aviação ainda que fosse clandestino.

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  O que se sucede ao longo da narrativa são várias situações ora cômicas, ora quase trágicas, mas sempre num ritmo de humor conforme a proposta do roteiro. Tom Cruise entrega uma ótima interpretação ainda que o verdadeiro Barry segundo relatos não era um sujeito engraçado, mas sim bastante sério no que fazia. O diretor Doug Liman já planejara desde o início que Seal fosse interpretado por Cruise além do que o próprio diretor é que escolheu um tom cômico para a narrativa de American Made.

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  Para Liman este filme é um projeto muito pessoal porquê seu pai, Arthur Liman naquela época era um agente da cia e foi o responsável pelas investigações do caso Irã-Contras, caso político que se tornou um grande escândalo do governo Reagan e tinha relação indireta com um movimento guerrilheiro da Nicarágua cujas armas eram fornecidas pelo governo norte-americano para que pudessem lutar contra o governo Sandinista, de ideologia esquerdista - em meio a essa confusão, Seal tornou-se um agente duplo, pois o governo norte-americano utilizou seus serviços (embora o considerasse criminoso) para o fornecimento de tal armamento e isso complicou totalmente a vida de Seal.

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   Fica meio difícil saber o que não é real na trama do filme devido à tantas situações malucas e até insólitas. Conforme a narrativa dá a entender, parece que Barry chegou a documentar em vídeo vários relatos de suas empreitadas o que dá ao filme um certo tom documental mostrando-se um argumento bastante criativo para o desenvolvimento da trama. Enfim, Feito na América é sem dúvida um dos melhores filmes deste semestre e um dos melhores da atual carreira de Tom Cruise. Totalmente recomendável. (R.A.)

TRAILER


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Feito na América (American Made, 2017)

Direção: Doug Liman

Roteiro: Gary Spinelli

Elenco: Tom Cruise, Domhnall Gleeson, Jayma Mays, Jesse Plemons, Lola Kirke, Caleb Landry Jones, Connor Trinneer.
 
  



domingo, 9 de julho de 2017

clássico revisto

A MÚMIA

Continua em exibição nos cinemas filme que inaugura a franquia Dark Universe

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  Um dos grandes monstros da história do cinema tem sua lenda reinventada pela Universal estúdios neste filme estrelado por Tom Cruise que teve estréia no início de junho com fraca bilheteria nos Estados Unidos, porém sucesso mundial agora contabilizando 300 milhões de dólares ao redor do mundo. Dirigido por Alex Kurtzman e escrito por Jon Spaiths esta reinvenção da Múmia refaz a história do mito situando-se nos dias atuais com a trama tendo início no deserto do Iraque onde numa antiga cidade, Nick Morton (Cruise) e Chris Vail (Jake Johnson), dois militares do exército americano e tmabém dois curiosos trambiqueiros descobrem acidentalmente um misterioso sarcófago subterrâneo, algo que rapidamente chama a atenção da doutora Jenny Halsey (Annabelle Wallis), pesquisadora e especialista em artefatos egípcios.

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Russel Crowe, Tom Cruise, Johnny Deep, Sofia Boutella
e Javier Bardem: elenco do Dark Universe

   O tal sarcófago é egípcio e por algum motivo misterioso fora construído no Iraque, possivelmente na tentativa de sepultar para sempre algum terrível segredo que remonta ao tempo dos faraós - o cinéfilo atento obviamente sabe que tal segredo trata-se da maldição da múmia, pois este é o argumento central de qualquer filme do clássico monstro egípcio que desta vez é interpretado pela atriz argelina Sofia Boutella. A princesa Ahmanet, que no antigo Egito assassinou toda a família com a intenção de ressuscitar o deus Set, fora sepultada viva e amaldiçoada por toda a eternidade. Agora, com seu túmulo violado, o poder maléfico de sua maldição é despertado e a humanidade corre sério perigo já que a múmia é capaz de provocar uma espécie de apocalipse.

Princesa Ahmanet, uma úmia de 5000 anos 

   Tanto quanto o filme de 1999 estrelado por Brendan Fraser, este novo A Múmia entrega-se totalmente à aventura e também abre espaço à tiradas de humor, ou seja, a Universal mantém a fórmula de sucesso do filme anterior e embora Tom Cruise não demonstre o mesmo carisma de Fraser, ele funciona apenas como o típico herói de ação, papel oportuno para o astro que reinventou sua carreira com o sucesso da franquia Missão Impossível, além de outros filmes bem sucedidos como por exemplo Jack Reacher: o último tiro (2012).

Resultado de imagem para a múmia 2017  Além da exótica figura da múmia muito bem interpretada por Boutella, a trama ganha contornos mais sombrios com a muito bem vinda presença do Dr. Henry Jekyll, outro personagem clássico do cinema e da literatura, inserido no roteiro com ótima interpretação de Russel Crowe. A presença do médico e monstro Dr. Jekyll é vital para o desenrolar da trama, afinal é o primeiro cross-over que dá início ao Dark Universe, nova franquia da Universal Studios que unirá todos os monstros clássicos pela primeira vez no chamado universo expandido.

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   A despeito das críticas negativas, A Múmia cumpre muito bem seu papel como uma aventura sombria assim como o filme de 1999, embora as idéias ainda continuem longe do gênero horror que caracterizou o filme clássico preto e branco de 1932 cujo monstro fora interpretado pelo lendário ator inglês Boris Karloff e dirigido por Karl Freund, época de ouro que marcou a Universal como um grande estúdio de filmes de horror. Contudo, os novos tempos prometem idéias brilhantes e como se pode notar, o novo e sombrio universo do lendário estúdio é muito bem vindo. (R.A.)


TRAILER


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A Múmia (The Mummy, 2017)

Direção: Alex Kurtzman

Roteiro: Jon Sphaits

Elenco: Tom Cruise, Sofia Boutella, Annabelle Wallis, Russel Crowe, Jake Johnson

terça-feira, 13 de agosto de 2013

sci-fi

OBLIVION

Filme futurista traz Tom Cruise à uma Terra devastada


  Acaba de chegar em DVD e Blu-Ray a aventura apocalíptica intitulada Oblivion (2013), dirigida por Joseph Kosinski e roteirizada pelo próprio ao lado de Karl Gajdusek e estrelada por Tom Cruise que na época do lançamento nos cinemas, veio ao Brasil divulgar a esperada produção que estreou em abril nos cinemas. A trama futurista se passa 60 anos após uma guerra entre humanos e alienígenas, à qual devastou o planeta de tal modo que extinguiu civilizações e quase toda a humanidade. 
  Cruise é Jack Harper, personagem central que tem a missão de coletar os recursos naturais que ainda restam no planeta que serão levados para uma lua de Saturno, que será o lar definitivo dos poucos humanos que sobreviveram. À bordo de uma pequena nave de formas arredondadas e concebida com alta tecnologia, Harper passa seus dias de forma rotineira sobrevoando o devastado planeta sendo orientado por sua ajudante Victoria (Andrea Riseborough), que mantém contato com ele pelo computador da base onde ambos moram, situada em algum ponto da estratosfera.


  Victoria mantém contato direto com Sally, sua chefe e superior que fica situada na base central de comando chamada Tet, situada em algum ponto do espaço. É dessa base espacial que são enviados os drones, naves autômatas de forma esférica que acompanham Jack em seu trabalho de rastreamento e também o protegem, pois possuem armamentos em seu interior.
Nave de Jack

Drones








Victoria

  Jack e Victoria tem um relacionamento estável, além de serem profissionais eficientes no que fazem e ambos não tem nenhuma lembrança de seus respectivos passados, pois o "esquecimento" parece ser uma regra imposta a eles, o que corresponde ao titulo do filme em inglês, Oblivion. Entretanto tudo pode mudar quando Jack encontra uma nave destruída e salva uma mulher (Olga Kurylenko) da morte certa e cujo rosto lhe é familiar, pois ele a viu em um sonho. Mais reviravoltas acontecem quando Jack descobre um grupo de humanos refugiados em um lugar que ele julgava deserto e vazio, o que o levará a descobrir que nada é o que parece.


  O roteiro de Oblivion tem qualidades que o aproximam muito da mais pura ficção científica ao mostrar tecnologias avançadas que podemos imaginar como possíveis em um futuro próximo. A aventura que se desenrola do segundo ato em diante traz boas cenas de ação e perseguições, embora não sejam o grande atrativo de um filme que tem seu foco maior nos elementos científicos que o compõem. Há consideráveis problemas como a participação desperdiçada de Morgan Freeman, que apesar de representar um importante líder, têm sua presença limitada à pouquíssimas falas e nenhum carisma.


  O longa beneficia-se da bela fotografia de Cláudio Miranda (As Aventuras de Pi), que traz tons de cores frios e leves que ressaltam a desolação do planeta e ainda apresenta como contraponto um local isolado e repleto de cores, composto de vegetação e uma velha cabana de madeira situada próxima às margens de um lago - um lugar onde Jack costuma refugiar-se ocasionalmente para lembrar como era belo o planeta antes de ser devastado pela guerra apocalíptica.
  Oblivion é originário de uma desconhecida história em quadrinhos escrita pelo próprio Joseph Kosinski, que traz referências à 2001 - Uma Odisséia no Espaço, o que por si só já seria motivo suficiente para atrair grande parte do público amante de ficção científica. Todavia, aventura e Sci-Fi é uma combinação recorrente e sempre bem vinda aos olhos do público, pois o mesmo demonstra que a ação e a ciência não são incompatíveis.

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Oblivion - EUA, 2013

Direção: Joseph Kosinski
Roteiro: Joseph Kosinski, Karl Gajdusek e Michael Arndt

Elenco: Tom Cruise, Morgan Freeman, Olga Kurylenko, Andrea Riseborough