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sábado, 15 de outubro de 2016

drama zumbi

MAGGIE

Drama estrelado por Schwarzenegger já pode ser conferido nos formatos digitais



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   Já se encontra disponível em dvd e blu-ray o novo filme de Schwarzenegger no qual ele enfrenta zumbis para proteger sua família, certo? A resposta é: Não. Em seus quarenta anos de carreira no cinema Schwarzie faz uma aposta inusitada e fora do comum ou talvez para sua legião de fãs, algo fora do contexto de sua carreira. O lendário astro de ação deixou as armas de lado e seus músculos devidamente escondidos por debaixo das roupas para fazer uma interpretação realmente dramática no filme Maggie: A transformação, dirigido por Henry Robson e John Scott III e exibido nos cinemas  brasileiros em julho do ano passado.
   Na trama, Schwarzenegger é Wade Vogel, um fazendeiro que vive numa pequena propriedade em uma cidade do interior com sua esposa, dois filhos pequenos e Maggie, filha de seu primeiro casamento e portanto uma garota adolescente. Wade e sua família aparentemente vivem uma vida normal, trabalham no campo e vivem tranquilamente na pacata cidade. No entanto, o mundo vive dias muitos sombrios, já que uma estranha epidemia se alastrou em vários países e as pessoas infectadas sofrem um tipo de deterioração que vai se apossando de todo o corpo; em outras palavras tornam-se zumbis, e Maggie (Abigail Breslin) é infectada com tal vírus do qual não existe cura.

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A cada dia Maggie vai aos poucos se transformando: suas veias
começam a necrosar, sua pele vai ficando pálida e as pupilas de
seus olhos começam a esbranquiçar

  O governo permite que os infectados passem um tempo com a família, mas seu destino final é um local chamado quarentena, onde ficam isolados do resto da sociedade e mantidos como num cativeiro para que o vírus possa ser contido de algum modo. Após um breve tratamento no hospital, Wade leva a filha de volta pra casa, porém recomendado pelo médico que a leve para a quarentena assim que achar necessário.

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  A fotografia um pouco escura e composta por cores frias dá o tom sombrio da narrativa que apesar de em vários momentos remeter ao gênero horror, não chega a se encaixar totalmente em tal gênero, mas trata-se mesmo de um drama de modo que o horror é apenas sugerido pela ameaça da epidemia zumbi. A interação entre Schwarzie e Abigail Breslin como um pai dedicado e uma filha com uma doença terminal é bastante convincente tanto pela atuação da jovem atriz quanto pelo desempenho do ator veterano - e mesmo que o rosto bastante enrugado de Arnold confira certo peso dramático ao seu personagem, é a sua entrega às atitudes de Wade nos cuidados com a filha que dão o tom de sua interpretação em vários momentos comoventes em que ele tenta proteger a filha de si mesma, protegê-la do mal que cresce no interior dela.

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  Além de atuar, Schwarzie também é um dos produtores do filme cujo orçamento foi de apenas US$ 8,5 milhões, portanto uma produção independente, longe dos padrões astronômicos de Hollywood. O elenco ainda traz Joely Richardson, atriz conhecida por vários sucessos como O Patriota (2000) e Millenium (2011) - em Maggie ela interpreta Caroline, esposa de Wade; e o restante do elenco traz atores desconhecidos do grande público.

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  Muitos fãs do lendário ator torceram o nariz para este filme, tanto por sua atuação como também pela narrativa lenta e um tanto arrastada da trama, além do que muitos fãs não suportam a idéia de ver Schwarzenegger em um drama ainda que seja convincente. Entretanto Maggie tem sim boas qualidades, além da surpresa de trazer Arnold reiventando sua carreira num papel bastante diferente  - uma estória comovente e um final que chega a surpreender são motivos suficientes para assistir a este filme. E isto não é pedir demais. (R.A)

TRAILER 




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Maggie: A transformação (Maggie, EUA, 2015)

Direção: Henry Robson

Roteiro: John Scott III

Elenco: Arnold Schwarzenegger, Abigail Breslin, Joely Richardson, Douglas M. Griffin, Jodie Moore

quarta-feira, 29 de julho de 2015

passado Vs futuro

O EXTERMINADOR DO FUTURO: GÊNESIS

Novo filme estrelado por Schwarzenegger faz um interessante reinício e tenta dar novo fôlego à mítica franquia


  Em 1984, exatos 31 anos atrás estreava nas telas mundiais do cinema um dos melhores filmes de sci-fi de todos os tempos, Terminator (1984) comandado por um jovem diretor canadense chamado James Cameron, pouco ou nada conhecido e que tanto quanto sua obra cinematográfica tornara-se de certo modo uma lenda entre os grandes cineastas de Hollywood. Em 1991 Cameron retorna atrás das câmeras para comandar uma sequencia muito aguardada pelos fãs, O Exterminador do Futuro 2: O julgamento final (Terminator 2: The judgment day) que novamente foi um sucesso estrondoso e é considerado um dos melhores filmes de ação de todos os tempos.
  Com base sólida nas duas obras àcima citadas, eis que surge agora em 2015, uma espécie de reboot ou pode ser visto mesmo como uma sequencia intitulada Exterminador do futuro: Gênesis (Terminator: Gênesys), desta vez comando por Alan Taylor, que em 2013 dirigiu Thor - o mundo sombrio. Ao agregar elementos dos dois primeiros filmes respeitando sabiamente a cronologia, este novo exterminador pode até ser considerado, ainda que forçadamente uma terceira sequência dos filmes de Cameron, pois ignora completamente os eventos de Exterminador 3 e 4.


  Roteirizado por Laeta Kalogridis e Patrick Lussier, a trama se passa no futuro que fora previsto nos filmes anteriores da franquia onde ocorre a tal batalha entre humanos e máquinas em meio ao mundo devastado e sucateado pela guerra. John Connor, interpretado pelo astro em ascenção Jason Clarke, lidera fortemente a resistência humana com soldados altamente treinados e leais. Mas Connor decide que é necessário fazer uma viagem no tempo de volta ao passado, mais precisamente no ano de 1984, para impedir os planos dos inimigos que enviaram não apenas um, mas dois exterminadores para matar sua  mãe, a jovem Sarah Connor para mais uma vez impedir que ele nasça e torne-se o grande líder que é, e mais uma vez o escolhido para tal missão é o fiel soldado Kyle Reese.

John Connor

Kyle Reese

  Viagens ao passado e depois ao futuro trazem interessantes reviravoltas em Gênesys, e é surpreendente ver Schwarzenegger na pele de um velho exterminador e mais interessante ainda é vê-lo enfrentar o exterminador jovem dos anos 80 obviamente recriado com computação gráfica, realmente surpreendente ainda mais pelo fato de o velho exterminador proteger a jovem Sarah que já é uma garota valente e astuta, interpretada por Emilia Clarke (Game of Thrones), razoavelmente parecida com Linda Hamilton.

Sarah Connor

Reza a lenda que a empresa Nike refez o mesmo
 modelo de tenis utilizado em 1984 a pedido da produção do filme
 Também é surpreendente ver que o T-1000 também está lá, em 1984 preparado para matar Sarah, Kyle Reese e quem mais estiver pelo caminho - assim como também é surpreendente apreciar toda a recriação de cenários do filme dos anos, até mesmo o tenis Nike que Kyle rouba quando invade uma loja. Mas... com todas essas surpresas muito agradáveis, o que exatamente pode ter dado errado? A resposta pode ser simples: reviravoltas demais. Afinal o roteiro de Terminator Genesys transita tranquilamente entre o passado e o futuro de um modo nunca visto antes na franquia, explorando mais a fundo o recurso de viagens no tempo.






  Entretanto em tais viagens algumas coisas podem surpreender ou talvez provocar alguma indignação nos fãs mais nostálgicos, como por exemplo o fato de o próprio John Connor ser transformado em um exterminador cujo modelo chega a ser mais avançado que o T-1000, e convenhamos que é um tanto estranho ver o líder da resistência humana tornar-se uma máquina, embora seja um recurso inovador na saga. Além disso há também um excesso de informações, pois o velho T-800 resolve dar explicações da física quântica a respeito das viagens temporais, algo que não acrescenta muita coisa e pode ser dispensável ao personagem do velho e bom Schwarzie.

Essencialmente os exterminadores funcionam como
máquinas de infiltração, algo que fica mais evidente neste filme

  O longa que custou em torno de US$ 170 milhões vem tendo desempenho razoável nas bilheterias e vem dividindo opiniões, e infelizmente já não esta entre as grandes bilheterias de 2015 até porque estreou quase junto com Jurassic World que provavelmente é a maior bilheteria do ano. Contudo, fãs do filme clássico de 1984 e fãs de Schwarzie certamente não estão deixando de conferir Genesys nas telas do cinema nem que seja por mera curiosidade. Com certeza o filme facilmente encontrará um melhor caminho nos mercado de vídeo e quem sabe, novos e melhores capítulos virão para o os novos rumos desta nova saga... só o tempo dirá. (R.A.)

TRAILER



Exterminador do futuro: Genesis (Terminator: Genesys, 2015)

Direção: Alan Taylor

Roteiro: Laeta Kalogridis e Patrick Lussier

Elenco: Arnold Schwarzenegger, Jason Clarke, Emilia Clarke, Jai Courtney, Matt Smith 


quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

ação apocalíptica

FIM DOS DIAS 

Há 15 anos, Schwarzenegger enfrentava forças das trevas para salvar o mundo


  O ano era 1999 e o mundo estava prestes a presenciar virada do século XX para o século XXI, e o jubileu que marcava entrada de um novo milênio na história da humnidade vinha cercado de temores e crenças seculares a respeito do suposto fim do mundo ou fim dos tempos como se diz popularmente. E o cinema não poderia ficar indiferente diante de tais crenças que na verdade sempre foram uma boa fonte de idéias que normalmente resultam em filmes interessantes -  e o resultado disso no final da década de 90 foi Fim dos Dias (End of Days, 1999), estrelado por Schwarzenegger alguns anos antes de sua candidatura política. 
  Dirigido pelo competente Peter Hyams quem em 1994 dirigiu Van Damme no sucesso Timecop - O guardião do Tempo (Timecop), End of Days trazia um Schwarzenegger levemente revigorado após uma cirurgia cardíaca que fizera em 1998 e cujo último filme fora o grande fiasco Batman & Robin (1997) dirigido por Joel Schumacher, filme excessivamente cartunesco e muito aquém da boa filmografia do astro, não que Fim dos Dias seja o seu melhor filme, mas certamente é um dos mais interessantes. 


  A proposta para que Schwarzie estrelasse um filme de horror já era mais do que interessante, pois como seria um filme de horror estrelado pelo brutamontes? A resposta que não é tão obvia resultou num trhiller de ação e suspense mesclado com elementos de horror que não fazem feio a nenhum típico filme de terror, pois o vilão da trama é ninguém menos que Lucifer, interpretado pelo magistral Gabriel Byrne, que vem à Terra  para implantar seu reino e escravizar a humanidade. 

  Jéricho Cane, interpretado por Schwarzie, é um simples policial da cidade de Nova Iorque, que leva uma vida um tanto vazia e até sentido após perder sua esposa e sua filha alguns anos antes quando seu apartamento foi invadido por criminosos alguns anos antes. No início da narrativa ele está prestes a cometer suicídio ao apontar uma pistola na testa, mas antes que puxe o gatilho, alguém bate a porta, e Cane resolve atender, pois é seu amigo e colega de trabalho, Bobby Chicago (Kevin Pollak) que veio chamá-lo para mais um dia de trabalho, mas que não será muito rotineiro, pois ambos foram designados pelo para escoltar e proteger um importante banqueiro que estava de passagem pela cidade para o reveillon. 



  O magnata interpretado por Gabriel Byrne é o hospedeiro de Lucifer cuja vinda à Terra é justamente na cidade de Nova Iorque para encontrar aquela que lhe foi prometida para gerar o anti-cristo, e a tal moça destinada a esse fardo é Christine York (Robin Tunney), pois ela faz parte de uma profecia que a torna a genitora da criança que dará início ao fim dos dias. 


  O roteiro escrito por Andrew H. Marlowe traz boas surpresas que vão desde conspirações religiosas até momentos de puro horror como a arrepiante cena que mostra um padre crucificado no teto no quarto de um hospital, algo difícil de imaginar num filme estrelado por Schwarzenegger, mas houve também alguns furos tal como uma perseguição entre Jericho e um padre homicida que tenta matar o banqueiro, pois tal perseguição se passa antes de o banqueiro ser possuído pelo demônio, quando na verdade deveria se passar depois da possessão. Outra boa surpresa é apresentar um Schwarzenegger num personagem fragilizado pela dor de suas perdas e por sua crise de falta de fé, embora o ator tenha pouco alcance dramático para tal papel. 


  E como não poderia faltar, a produção também contou com ótimos efeitos visuais que vão desde efeitos em CGI até maquetes extremamente realistas como a igreja de São João, onde Jericho trava o confronto final com o demonio. Os efeitos foram produzidos pela Rhythm and hues, empresa que anos depois produziu os efeitos de O incrível Hulk (2008). 


  O clima extremamente macabro é favorecido pela excelente fotografia assinada pelo próprio Hyams que além de comandar o filme demonstra talento para a direção de fotografia que é um outro oficio, o que o torna um bom realizador, além do ótimo cineasta que é, embora tenha pouco reconhecimento. End of Days infelizmente foi um fracasso de bilheteria fazendo pouco mais de US$ 66 milhões para um orçamento estimado de US$ 83 milhões, o que é uma pena, pois este é certamente um dos filmes mais interessantes de Schwarzie que mais uma vez provou não ter medo de propostas diferentes e mais ousadas para reinventar sua carreira. E com certeza, Fim dos Dias é uma boa opção para assistir num feriado de ano novo ;-)

TRAILER





Fim dos Dias
(End of Days, 1999)

Direção: Peter Hyams

Roteiro: Andrew H. Marlowe

Elenco: Arnold Schwarzenegger, Kevin Pollak, Robin Tunney, Gabriel Byrne, Rod Steiger, Udo Kier, CCH Pounder
  

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

relatório: terminator

Exterminador do Futuro

30 anos do clássico de James Cameron e 10 curiosidades que você precisa saber


 Em 1984 estreava nas telas mundiais do cinema The Terminator, dirigido por um jovem cineasta canadense chamado James Cameron e pelo astro em ascensão Arnold Schwarzenegger. A ficção científica com trama de suspense e recheada de ação tornou-se um dos grandes sucessos dos anos 80 e um dos filmes mais cultuados da história recente do cinema, revelando a genialidade de Cameron tanto para sci- fi quanto para a ação. Para os fãs nostálgicos ou para os mais novos aqui vai uma lista de 10 curiosidades sobre este clássico.

1- James Cameron diz ter se inspirado num sonho (ou pesadelo) para criar o personagem vivido por Schwarzenegger em seu roteiro. No sonho, um ciborgue vindo do futuro aparecia para Cameron dizendo que veio para matá-lo.

2- Além do criativo sonho que teve, Cameron também teve outra rica fonte de inspiração, a hq X-Men - Dias de um Futuro Esquecido (Days of the future past) publicada no início dos anos 80 e cujo argumento engenhoso serviu de base para James Cameron desenvolver seu próprio roteiro de viagem no tempo conforme é visto em O Exterminador do futuro. 

3- Antes da escolha de Schwarzenegger para interpertrar o ciborgue do futuro, o ator Lance Henriksen chegou a fazer testes para o papel, mas felizmente parece não ter sido aprovado já que a melhor escolha foi o fisiculturista austríaco, talvez devido ao seu porte físico que caiu muito bem para o papel. Henriksen então foi escolhido para fazer um personagem policial que aparece na metade do filme. 


4 - segundo dados do IMDB, o filme fez cerca US$ 38 milhões nas bilheterias estadunidenses para um orçamento de apenas US$ 6,4 milhões.


5 - Linda Hamilton que fez o papel de Sarah Connor estava em início de carreira, mas sua trajetória em Hollywood não chegou a ser longa, vindo a fazer poucos filmes bem como a sequência O Exterminador do Futuro 2 (1991). Também estrelou a série de Tv A Bela e a Fera, de 1987.


6 - Cameron economizou ao máximo na produção, tanto que notadamente o que há de melhor em efeitos visuais ficou limitado ao assustador esqueleto metálico do ciborgue T-800 que aparece nos momentos finais da trama, o que deu um perfeito clima de horror à aventura. 




7- Bill Paxton à época com 18 anos de idade e iniciando carreira fez uma ponta no início do filme no papel de um punk com um visual de cabelos espetados tingidos de azul.



8 - Os códigos de computação que ilustram a visão do exterminador no filme são parta da linguagem de programação Assembler do Apple 2+, e os demais foram escritos em linguagem Cobol. 





09 - Michael Bien, que interpretou Kyle Reese, o soldado que veio do futuro para proteger Sarah Connor, posteriormente atuou em mais dois filmes de Cameron, Aliens - o resgate (1986) e O Segredo do abismo (1989). Porém nunca se tornou astro em Hollywood embora seja talentoso. 




10 - O Exterminador do futuro chegou a ser explorado em algumas HQ´s, como essa edição especial publicada pela editora Dark Horse em 2001 escrita por James Robinson e desenhada por Matt Wagner. 





quinta-feira, 31 de julho de 2014

relatório: festa dupla

Stallone & Schwarzenegger 

Mitos da ação sopram velinhas este mês


  Os dois maiores ícones do cinema físico nasceram no mês de julho, respectivamente, Sylvester Stallone em 1946, e Arnold Schwarzenegger um ano depois, em 1947 - os gigantes da ação chegam à segunda década do século XXI com tanta energia quanto nas décadas de 80 e 90, o que pode ser comprovado na explosiva franquia Os Mercenários, e também em suas respectivas carreiras. Para comemorar o aniversário destes titãs, nada melhor do que fazer um retrospecto de suas aventuras que preencheram as telas do cinema mundial ao longo de todas essas décadas. Seguem-se neste post pequenas análises de 5 filmes marcantes das carreiras de ambos os mitos. 

Sylvester Stallone
   
O primeiro filme que deu fama ao ator novaiorquino foi Rocky - um lutador(1976),
super sucesso de bilheteria e vencedor dos oscars de melhor filme, roteiro e direção - uma
 grande vitória já no início de carreira do futuro astro, que tornou-se uma franquia de
grande sucesso.

O estrelato definitivo chegou para Sly em 1982 com o estrondoso sucesso
de Rambo (First Blood), o soldado sobrevivente da guerra do Vietnã que
conquistou as platéias do mundo e a exemplo de Rocky, também ganhou
continuações ao longo da década de 80.


Para não deixar de citar filmes pouco conhecidos de Stallone, vale a pena
lembrar de um filme raro de 1981 intitulado Fuga para a Vitória (Victory), dirigido
por John Huston, que conta a história de uma  partida de futebol de um time de prisioneiros
 de guerra contra um time formado por soldados nazistas. Uma divertida e emocionante
aventura esportiva na qual Stallone é o goleiro do time de prisioneiros, Michael
Caine é o treinador e o craque Pelé é um dos atacantes.



O gênero policial sempre esteve presente na carreira do astro, e infelizmente
foi (in) justamente num filme policial que sua carreira declinou. Cop Land (1997)
dirigido por James Mangold, traz Sly numa das melhores interpretações de sua
carreira ao interpretar um xerife com problema de surdez e mentalmente limitado,
no comando de uma cidade pequena dominada por um grupo de policiais federais
corruptos.


Após as boas bilheterias de Rambo VI (2008) e Rocky Balboa (2006), Stallone recuperou
boa parte de seu prestígio como astro de ação; então Sly teve a ambiciosa idéia de
reunir vários ex-astros de ação das décadas de 80 e 90 na divertida aventura Os Mercenários
(The Expandables, 2010), cujo sucesso resultou em franquia, com uma sequencia ainda mais
explosiva em 2012, e a terceira que estreará agora em 2014.




Arnold Schwarzenegger

Schwarzie alcançou o estrelato nas telas na pele do guerreiro cimério em
Conan - O Bárbaro (Conan, The Barbarian, 1982), dirigido por John Milius. Anteriormente
o campeão de Fisiculturismo fizera alguns filmes na década de 70, mas sem muito sucesso.
Em 1984 Arnold estrelou Conan - O Destruidor (Conan, The Destroyer), dirigido por
Richard Fleischer e também um grande sucesso.

Em 1984, Schwarzenegger estrelou uma das maiores aventuras de ficção
científica de todos os tempos. O Exterminador do Futuro (The Terminator),
dirigido por James Cameron, que posteriormente voltou a dirigi-lo em Exterminador
do futuro 2 - O julgamento final. 
Em 1987 Schwarzenegger estrelou mais uma grande aventura Sci-Fi e que
também rendeu uma franquia de muito sucesso. Predador (Predator), dirigido
por John McTiernan trazia o astro na pele de Dutch, um militar que durante
uma missão de resgate numa selva da América Central, depara-se com
um adversário que não é deste mundo.


A ficção científica perseguiu a carreira do ator  austríaco e em 1990 estreou nos cinemas
um de seus melhores filmes, O Vingador do Futuro (Total Recall, 1990),
baseado no livro de Philip Dick, o filme dirigido por Paul Verhoeven traz Schwarzie
à um futuro próximo numa trama conspiratória envolvendo implantes de memória
e viagens interplanetárias. 

Como todos sabem, Schwarzie ficou alguns anos afastado dos estúdios
de cinema em razão do cargo político que exerceu como governador da
Califórnia. Após participar de Mercenários 1 e 2, o mito da ação retornou
definitivamente à sua carreira em 2013, estrelando O Último Desafio, que
embora não tenha sido um sucesso de bilheteria, é um dos  melhores
filmes de sua extensa carreira.  

segunda-feira, 28 de julho de 2014

épico bárbaro

CONAN - O DESTRUIDOR

Há 30 anos um bárbaro retornava às telas do cinema para novas batalhas



Ps: este post foi publicado originalmente em agosto de 2013, e agora esta atualizado para comemorar os 30 anos do filme :-)

  Em 1984 um guerreiro bárbaro retornava em uma nova aventura: Conan, o Destruidor (Conan, The Destroyer) estreava nos cinemas estadunidenses, cerca de um ano e meio após o estrondoso sucesso de Conan, O Bárbaro (1982), trazendo os músculos de Arnold Schwarzenegger de volta à ação. Desta vez a direção ficou a cargo de Richard Fleisher, pois John Milius não pôde retornar porque estava envolvido em outros projetos e a produção ficou por conta de Raphaela de Laurentis, filha do produtor Dino de Laurentis (1919-2010). A nova aventura do cimério trazia bem mais ação que o filme anterior, porém um roteiro mais simples e até inferior ao do outro filme, embora bem elaborado por Stanley Mann e argumento concebido pelos quadrinhistas Roy Thomas e Gerry Conway.
  Logo no início da trama Conan é encontrado pela rainha Taramis em um lugar deserto e sua habilidade é colocada à prova, pois a rainha que vai pessoalmente ao encontro do guerreiro bárbaro leva uma escolta de soldados fortemente armados para capturá-lo ou testá-lo, já que obviamente ele mata todos utilizando apenas sua afiada espada e a admirável força de seus músculos, enquanto Malaki (Tracey Walter), seu frágil parceiro e alívio cômico da aventura, assiste a tudo escondido atrás de uma rocha quase o tempo todo.









  A história se passa em uma época que Conan era um ladrão e agia em parceria com Malaki - a rainha de Shadizar contrata o bárbaro, pois ela precisa de suas habilidades em combate e de sua perspicácia de ladrão para que ele roube uma gema mágica que está em poder do mago Toth-Amom, numa fortaleza de gelo localizada em um local distante. Taramis, que além de rainha é também feiticeira, promete a Conan que trará de volta à vida Valéria, sua amada morta no filme anterior. Tomado por certa ingenuidade e sem saber que está sendo manipulado para um plano maléfico da feiticeira, o bárbaro aceita a oferta e parte para a missão.



  O longa traz um elenco de ponta com rostos bem conhecidos da década de 80: Sara Douglas como rainha Taramis, famosa por sua participação em Super-Man II (1980); Mako volta à cena como o mago Akiro; a cantora e atriz Grace Jones no papel de Zula; a estreante Olívia d´Abo no papel de princesa Jehnna; e o campeão de basquete da NBA Wilt Chamberlain em esua estréia como ator ao interpretar o gigantesco guerreiro, Bombaata.

  O experiente diretor Richard Fleischer comanda a ação com maestria, conduzindo empolgantes cenas de batalhas mais violentas do que o filme anterior. Conta-se que no Reino Unido o longa sofreu alguns cortes devido ao excesso de violência; uma cena em que Conan derruba um cavalo com um soco no focinho do animal e uma outra em que ele derruba um camelo com um soco na cabeça, pois tais cenas parecem demonstrar crueldade com os animais. Entretanto, Conan, o Destruidor é a aventura que mais se aproxima do universo das histórias em quadrinhos do herói bárbaro, e além da violência, a história também é repleta de magia, o que exigiu o uso de efeitos visuais para dar vida à fantasia vista nas histórias do personagem.



 A fotografia á assinada por Jack Cardiff (1914-2009), um dos melhores fotógrafos de Hollywood e as locações que compõem as paisagens da aventura ocorreram no México, onde há vários lugares desertos e rochosos. Novamente a trilha sonora é assinada pelo músico greco-americano Basil Poledouris (1945-2006) e fica evidente que seu trabalho é uma derivação da trilha de Conan - O Bárbaro, pois traz alguns sons característicos, porém num ritmo mais agitado - e embora não seja tão grandiosa quanto quanto a do filme anterior, é também envolvente bem ao estilo da aventura.


  Orçado em US$ 18 milhões, o longa arrecadou cerca de US$ 31 milhões nos cinemas estadunidenses, menos dinheiro que a aventura anterior que fez um pouco mais de US$ 39 milhões segundo dados do IMDB. O filme tornou o personagem ainda mais icônico e popular e por mais que os produtores se esforçaram para convencer Schwarzenegger a estrelar um terceiro filme para contar como foi o reinado de Conan, o que fecharia a saga fílmica com chave de ouro, o astro sempre recusou as propostas. Entretanto, recentemente, o ator agora envelhecido garantiu que realmente fará um terceiro filme do guerreiro bárbaro e o mostrará também envelhecido na aventura que será intitulada The Legend of Conan, e segundo boatos está prevista para estrear em 2014. Mas esta é uma outra história a ser contada...



TRAILER




Conan - O Destruidor (Conan, The Destroyer, 1984)

Direção: Richard Fleischer

Roteiro: Stanley Mann

Elenco: Arnold Schwarzenegger, Sara Douglas, Grace Jones, Mako, Tracey Walter, Olivia d´Abo, Wilt Chamberlain