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quarta-feira, 29 de julho de 2015

passado Vs futuro

O EXTERMINADOR DO FUTURO: GÊNESIS

Novo filme estrelado por Schwarzenegger faz um interessante reinício e tenta dar novo fôlego à mítica franquia


  Em 1984, exatos 31 anos atrás estreava nas telas mundiais do cinema um dos melhores filmes de sci-fi de todos os tempos, Terminator (1984) comandado por um jovem diretor canadense chamado James Cameron, pouco ou nada conhecido e que tanto quanto sua obra cinematográfica tornara-se de certo modo uma lenda entre os grandes cineastas de Hollywood. Em 1991 Cameron retorna atrás das câmeras para comandar uma sequencia muito aguardada pelos fãs, O Exterminador do Futuro 2: O julgamento final (Terminator 2: The judgment day) que novamente foi um sucesso estrondoso e é considerado um dos melhores filmes de ação de todos os tempos.
  Com base sólida nas duas obras àcima citadas, eis que surge agora em 2015, uma espécie de reboot ou pode ser visto mesmo como uma sequencia intitulada Exterminador do futuro: Gênesis (Terminator: Gênesys), desta vez comando por Alan Taylor, que em 2013 dirigiu Thor - o mundo sombrio. Ao agregar elementos dos dois primeiros filmes respeitando sabiamente a cronologia, este novo exterminador pode até ser considerado, ainda que forçadamente uma terceira sequência dos filmes de Cameron, pois ignora completamente os eventos de Exterminador 3 e 4.


  Roteirizado por Laeta Kalogridis e Patrick Lussier, a trama se passa no futuro que fora previsto nos filmes anteriores da franquia onde ocorre a tal batalha entre humanos e máquinas em meio ao mundo devastado e sucateado pela guerra. John Connor, interpretado pelo astro em ascenção Jason Clarke, lidera fortemente a resistência humana com soldados altamente treinados e leais. Mas Connor decide que é necessário fazer uma viagem no tempo de volta ao passado, mais precisamente no ano de 1984, para impedir os planos dos inimigos que enviaram não apenas um, mas dois exterminadores para matar sua  mãe, a jovem Sarah Connor para mais uma vez impedir que ele nasça e torne-se o grande líder que é, e mais uma vez o escolhido para tal missão é o fiel soldado Kyle Reese.

John Connor

Kyle Reese

  Viagens ao passado e depois ao futuro trazem interessantes reviravoltas em Gênesys, e é surpreendente ver Schwarzenegger na pele de um velho exterminador e mais interessante ainda é vê-lo enfrentar o exterminador jovem dos anos 80 obviamente recriado com computação gráfica, realmente surpreendente ainda mais pelo fato de o velho exterminador proteger a jovem Sarah que já é uma garota valente e astuta, interpretada por Emilia Clarke (Game of Thrones), razoavelmente parecida com Linda Hamilton.

Sarah Connor

Reza a lenda que a empresa Nike refez o mesmo
 modelo de tenis utilizado em 1984 a pedido da produção do filme
 Também é surpreendente ver que o T-1000 também está lá, em 1984 preparado para matar Sarah, Kyle Reese e quem mais estiver pelo caminho - assim como também é surpreendente apreciar toda a recriação de cenários do filme dos anos, até mesmo o tenis Nike que Kyle rouba quando invade uma loja. Mas... com todas essas surpresas muito agradáveis, o que exatamente pode ter dado errado? A resposta pode ser simples: reviravoltas demais. Afinal o roteiro de Terminator Genesys transita tranquilamente entre o passado e o futuro de um modo nunca visto antes na franquia, explorando mais a fundo o recurso de viagens no tempo.






  Entretanto em tais viagens algumas coisas podem surpreender ou talvez provocar alguma indignação nos fãs mais nostálgicos, como por exemplo o fato de o próprio John Connor ser transformado em um exterminador cujo modelo chega a ser mais avançado que o T-1000, e convenhamos que é um tanto estranho ver o líder da resistência humana tornar-se uma máquina, embora seja um recurso inovador na saga. Além disso há também um excesso de informações, pois o velho T-800 resolve dar explicações da física quântica a respeito das viagens temporais, algo que não acrescenta muita coisa e pode ser dispensável ao personagem do velho e bom Schwarzie.

Essencialmente os exterminadores funcionam como
máquinas de infiltração, algo que fica mais evidente neste filme

  O longa que custou em torno de US$ 170 milhões vem tendo desempenho razoável nas bilheterias e vem dividindo opiniões, e infelizmente já não esta entre as grandes bilheterias de 2015 até porque estreou quase junto com Jurassic World que provavelmente é a maior bilheteria do ano. Contudo, fãs do filme clássico de 1984 e fãs de Schwarzie certamente não estão deixando de conferir Genesys nas telas do cinema nem que seja por mera curiosidade. Com certeza o filme facilmente encontrará um melhor caminho nos mercado de vídeo e quem sabe, novos e melhores capítulos virão para o os novos rumos desta nova saga... só o tempo dirá. (R.A.)

TRAILER



Exterminador do futuro: Genesis (Terminator: Genesys, 2015)

Direção: Alan Taylor

Roteiro: Laeta Kalogridis e Patrick Lussier

Elenco: Arnold Schwarzenegger, Jason Clarke, Emilia Clarke, Jai Courtney, Matt Smith 


sábado, 14 de março de 2015

ação surreal

LUCY

Sucesso estrelado por Scarlett Johansson encontra-se disponível nos formatos digitais



  A estrela dos filmes da Marvel / Disney, Scarlet Johansson, parece não ter medo de se arriscar em produções de aparência duvidosa. É o caso desta estrambólica produção franco-americana intitulada Lucy, dirigida e roteirizada pelo francês Luc Besson, que também assina a produção. Besson, como todos sabem é uma espécie de Spielberg francês, que investe pesadamente em produções comerciais que visam grande lucro de bilheteria, especialmente filmes de ação, que os franceses conseguem fazer tão bem quanto os norte-americanos, diga-se de passagem.
  Combinando elementos de ficção científica e ação de video game, Lucy pode ser classificado como um trash de luxo, pois custou modestos US$ 40 milhões, valor que o deixa longe de grandes produções de Hollywood e cujo orçamento nem pagaria o cachê de uma estrela como Scarlett Johansson, que neste caso aceitou ganhar menos para estar neste filme, talvez por razões artísticas. E sua presença deve ter atraído muito o grande público, já que o filme alcançou nada menos que US$ 458 milhões em todo o mundo quando foi exibido nos cinemas em meados de 2014.




  Luc Besson fez um roteiro muito simples e talvez proposital em cuja trama Lucy, a moça cujo nome dá título ao filme aceita forçadamente fazer um pequeno favor a um amigo: entregar uma mala a um homem coreano conhecido como Mr. Jang e que se encontrava hospedado em um hotel 5 estrelas - o problema é que o tal amigo de Lucy algemou a mala em seu pulso para que ela realmente aceitasse fazer o serviço, mesmo sem ela saber o que havia dentro da tal mala. Ao encontrar-se com o tal Mr. Jang, bem interpretado por Choi Min-Sik (Old Boy, 2003), Lucy descobre de forma desastrosa que no interior da maleta há uma droga desconhecida de coloração azul e que mais tarde ela descobrirá que se trata do narcótico mais poderoso da face da Terra.


  A tal droga em um poder devastador capaz de transformar quem a usa em um "deus" ou semi-deus... sim , é isso mesmo o que você acabou de ler caro leitor, deus ou semi-deus, pois o narcótico azul, que por sinal é da cor do céu, ativa todo o potencial adormecido dentro do ser humano e assim o usuário torna-se capaz de utilizar 100 % de sua capacidade cerebral, o que remete à antiga teoria ou mito científico de que os humanos não utilizam nem 10% do cerebro. E assim tal argumento é que dá o tom à aventura supostamente inteligente comandada por Besson, se bem que  ao longo da narrativa fica claro que ele brinca com a citada teoria.


  Claro que o filme pode ser apreciado como uma diversão descompromissada, principalmente pelas absurdas sequencias de ação que mais parecem ter sido concebidas para um fantasioso jogo de video game do que para um filme, isso sem falar nos estrambólicos efeitos visuais que tornam tudo ainda mais confuso e indigesto ou agradável para quem gostar. Afinal, mesmo num filme maluco como esse fica difícil não questionar a tal droga azul: qual laboratório fabrica tal tipo de coisa? E se algo assim tem poder para transformar alguém num semi-deus, não deveria haver várias pessoas com tal tipo de poder espalhadas pelo mundo? Isso não traria um caos à humanidade?


  Mesmo contando com ótimas presenças no elenco, o já citado ator coreano Choi Min-Sik e Morgan Freeman como um famoso cientista que pode ser o único capaz de ajudar Lucy, a trama jamais consegue ir além do que deveria ou poderia, e isso é lamentável em se tratando de uma produção de Luc Besson, o produtor e cineasta francês que já não parece ser o mesmo que dirigiu filmes inesquecíveis como o excelente O Profissional (Leon, 1994) estrelado por Jean Reno ou Joana Dárc (1999) com Mila Jovovich. Só resta esperar que Besson não ouse fazer uma sequencia de Lucy enquanto o cineasta não tiver uma idéia mais interessante.


TRAILER





Lucy (França - EUA, 2014)

Roteiro: Luc Besson

Direção: Luc Besson

Elenco: Scarlett Johansson, Morgan Freeman, Choi Min-Sik, Amr Waked, Julian Rhind-Tutt, Pilou Asbaek






segunda-feira, 19 de agosto de 2013

robôs versus aliens

CÍRCULO DE FOGO

Aventura com batalhas colossais faz bela homenagem à seriados de TV japoneses 



  O novo filme do diretor mexicano Guillermo del Toro prossegue em sua terceira semana de exibição tendo grande destaque entre as maiores bilheterias do momento. O longa orçado em US$ 200 milhões é o filme mais caro que del Toro já dirigiu, tanto pela demanda de efeitos visuais e mecânicos quanto pela conversão em 3D exigida pelo estúdio que o produziu. Tanto quanto em seus filmes anteriores, aqui o cineasta mais uma vez expõe toda sua paixão por monstros e criaturas bizarras, e também o seu fascínio por histórias de fantasia - aqui em especial, o alvo de sua paixão são os antigos seriados de TV japoneses de sci-fi e fantasia chamados de tokusatsu, dos quais muitos são conhecidos do grande público: Ultraman, Spectreman, Jaspion, Changeman, Jiban e vários outros. Também há óbvias homenagens à Godzilla (1954), clássico do cinema japonês dirigido por Ishiro Honda.

  A trama ambientada num futuro um pouco distante traz gigantescos monstros alienígenas chamados de Kaijú (palavra japonesa para monstro) vindos de outra dimensão. Entretanto, o portal de passagem de tal dimensão não se encontra no espaço sideral como é de se supor, mas no fundo mar, mais precisamente em um ponto do Oceano Pacífico, onde há uma fenda que constitui a abertura do portal que dá acesso à passagem dos monstros que emergem para a superfície e atacam as grandes cidades provocando destruição e mortes, de modo que a população mundial entende isso como um apocalipse.

Guillermo del Toro
   Para combater essas criaturas e tentar conter o caos, o governo norte-americano e as demais nações desenvolvem seus próprios "monstros", que nada mais são do que robôs de dimensões colossais equipados com armamentos para enfrentar as bestiais criaturas. Ainda que o filme não mostre cadáveres humanos em meio à tanta destruição - o que poderia conferir mais realismo ao caos ali mostrado - Círculo de Fogo não perde sua força de convencimento, pois o pânico da população somado ao rastro de destruição não deixa dúvidas quanto à proposta do roteiro.



  Os gigantes metálicos chamados de Jaeger - palavra alemã que significa caçador - são tripulados por duplas de soldados altamente treinados física e mentalmente e pilotam as poderosas máquinas acoplados em um aparato mecânico utilizando trajes especiais que interligados ao computador de bordo produzem uma neuro-conexão entre os pilotos, de modo que ambos visualizam imagens mentais e lembranças um do outro, pois o autocontrole de ambos os pilotos é fundamental para o bom desempenho da máquina durante as batalhas.




  A concepção visual é simplesmente espetacular, pois traz robôs e monstros em uma escala descomunal que preenche a tela de forma muito satisfatória e não economiza nem um pouco bits e bytes, mérito da Industrial Light & Magic que comprova ser ainda uma das melhores empresas no ramo de efeitos visuais, por sinal pioneira em Hollywood em efeitos de computação gráfica.


  O roteiro escrito pelo próprio del Toro em parceria com Travis Beacham é cuidadosamente elaborado e bem estruturado, pois não se trata de uma história de monstros e robôs, mas sim sobre pessoas, os personagens humanos e suas motivações que dão vida à trama, encabeçados por um ótimo elenco trazendo o desconhecido ator Charlie Hunnam como o protagonista Haleigh, a atriz japonesa Rinko Kikuchi no papel de Mako Mori, que é uma aspirante à tripulante das máquinas; Ron Pearlman (Hellboy) numa participação genial como Hannibal Chau, um comerciante ilegal de órgãos de monstros, e o talentoso Idris Elba, que vem ganhando grande destaque atualmente e é apontando como  um astro em ascenção e aqui interpreta major Stacker, comandante das tropas de Jaegers.













 Mais do que um mero filme catástrofe, Pacific Rim expõe todo o talento e esmero de Guillermo del Toro para contar histórias fantásticas com muita imaginação e criatividade, tanto quanto o mestre Ray Harryhausen, maior técnico de efeitos visuais da história do cinema, falecido em maio deste ano e que del Toro homenageia na cena pós-créditos após o final do longa. No atual momento em que a indústria do cinema recorre cada vez mais à tramas de fantasia para garantir sua sobrevivência, del Toro certamente é um dos pilares do atual cinema hollywoodiano.

TRAILER




Pacific Rim - EUA, 2013

Gênero: aventura - ficção cierntífica

Direção: Guillermo del Toro

Roteiro: Guillermo del Toro, Travis Beacham

Elenco: Charlie Hunnam, Rinku Kikuchi, Idris Elba, Ron Pearlman, Charlie Day, Max Martini, Burn Gorman, Rob Kasinsky, Clifton Collins Jr.


terça-feira, 13 de agosto de 2013

sci-fi

OBLIVION

Filme futurista traz Tom Cruise à uma Terra devastada


  Acaba de chegar em DVD e Blu-Ray a aventura apocalíptica intitulada Oblivion (2013), dirigida por Joseph Kosinski e roteirizada pelo próprio ao lado de Karl Gajdusek e estrelada por Tom Cruise que na época do lançamento nos cinemas, veio ao Brasil divulgar a esperada produção que estreou em abril nos cinemas. A trama futurista se passa 60 anos após uma guerra entre humanos e alienígenas, à qual devastou o planeta de tal modo que extinguiu civilizações e quase toda a humanidade. 
  Cruise é Jack Harper, personagem central que tem a missão de coletar os recursos naturais que ainda restam no planeta que serão levados para uma lua de Saturno, que será o lar definitivo dos poucos humanos que sobreviveram. À bordo de uma pequena nave de formas arredondadas e concebida com alta tecnologia, Harper passa seus dias de forma rotineira sobrevoando o devastado planeta sendo orientado por sua ajudante Victoria (Andrea Riseborough), que mantém contato com ele pelo computador da base onde ambos moram, situada em algum ponto da estratosfera.


  Victoria mantém contato direto com Sally, sua chefe e superior que fica situada na base central de comando chamada Tet, situada em algum ponto do espaço. É dessa base espacial que são enviados os drones, naves autômatas de forma esférica que acompanham Jack em seu trabalho de rastreamento e também o protegem, pois possuem armamentos em seu interior.
Nave de Jack

Drones








Victoria

  Jack e Victoria tem um relacionamento estável, além de serem profissionais eficientes no que fazem e ambos não tem nenhuma lembrança de seus respectivos passados, pois o "esquecimento" parece ser uma regra imposta a eles, o que corresponde ao titulo do filme em inglês, Oblivion. Entretanto tudo pode mudar quando Jack encontra uma nave destruída e salva uma mulher (Olga Kurylenko) da morte certa e cujo rosto lhe é familiar, pois ele a viu em um sonho. Mais reviravoltas acontecem quando Jack descobre um grupo de humanos refugiados em um lugar que ele julgava deserto e vazio, o que o levará a descobrir que nada é o que parece.


  O roteiro de Oblivion tem qualidades que o aproximam muito da mais pura ficção científica ao mostrar tecnologias avançadas que podemos imaginar como possíveis em um futuro próximo. A aventura que se desenrola do segundo ato em diante traz boas cenas de ação e perseguições, embora não sejam o grande atrativo de um filme que tem seu foco maior nos elementos científicos que o compõem. Há consideráveis problemas como a participação desperdiçada de Morgan Freeman, que apesar de representar um importante líder, têm sua presença limitada à pouquíssimas falas e nenhum carisma.


  O longa beneficia-se da bela fotografia de Cláudio Miranda (As Aventuras de Pi), que traz tons de cores frios e leves que ressaltam a desolação do planeta e ainda apresenta como contraponto um local isolado e repleto de cores, composto de vegetação e uma velha cabana de madeira situada próxima às margens de um lago - um lugar onde Jack costuma refugiar-se ocasionalmente para lembrar como era belo o planeta antes de ser devastado pela guerra apocalíptica.
  Oblivion é originário de uma desconhecida história em quadrinhos escrita pelo próprio Joseph Kosinski, que traz referências à 2001 - Uma Odisséia no Espaço, o que por si só já seria motivo suficiente para atrair grande parte do público amante de ficção científica. Todavia, aventura e Sci-Fi é uma combinação recorrente e sempre bem vinda aos olhos do público, pois o mesmo demonstra que a ação e a ciência não são incompatíveis.

TRAILER




Oblivion - EUA, 2013

Direção: Joseph Kosinski
Roteiro: Joseph Kosinski, Karl Gajdusek e Michael Arndt

Elenco: Tom Cruise, Morgan Freeman, Olga Kurylenko, Andrea Riseborough


domingo, 14 de julho de 2013

invasão zumbi

GUERRA MUNDIAL Z

Filme leva um apocalipse zumbi às telas do cinema e traz Brad Pitt com a dura missão de tentar salvar a humanidade


   Nos últimos tempos, personagens mortos-vivos vem ganhando cada vez mais destaque nos cinemas, como pode ser notado em filmes que trazem temas em comum: A Epidemia (The Crazies, 2010), Vírus (Carriers, 2009) ou ainda o divertido Zumbilândia (Zombieland, 2010) só para citar alguns, além da estrondosa série de Tv The Walking Dead. Na última semana de junho estreou nos cinemas Guerra Mundial Z (World War Z, 2013), trazendo a mesma temática dos filmes àcima citados, mas com um estilo próprio e certa originalidade, pois não à toa foi adaptado de um livro homônimo escrito pelo novaiorquino Max Brooks, que é filho do lendário Mel Brooks.

Marc Forster
  Dirigido por Marc Forster, a trama traz Brad Pitt na pele de Gerry Lane, um ex-agente das Nações Unidas que já passou por diversas situações de conflito ao redor do mundo, mas que atualmente leva uma vida mais tranquila ao lado da esposa e das duas filhas pequenas. Mas a aparente vida tranquila de Gerry está prestes a virar do avesso quando num dia qualquer ele sai de carro com a família e de forma repentina depara-se com um pânico generalizado nas ruas, carros batendo pessoas correndo enlouquecidas fugindo de algo muito assustador - em meio à confusão, Lane vê um sujeito se debatendo e se contorcendo no chão após ser mordido por outra pessoa, e quando o homem se levanta do chão, seu rosto traz um aspecto pálido e seu comportamento torna-se igual ao de um animal feroz. Várias outras pessoas estão assim e a triste constatação é que tal epidemia está espalhada em todo o mundo.


  Algum tempo depois, Gerry Lane e sua família são salvos por militares num helicóptero no terraço de um prédio durante um confronto com zumbis, e são levados a um porta-aviões. Gerry descobre então que foi localizado pelos militares propositalmente, pois seu passado como agente das Nações Unidas não é nenhum segredo para eles que estão rastreando e reunindo os melhores profissionais de serviços de inteligência a fim de encontrar um meio de deter a súbita invasão que se alastrou pelo mundo todo.

Multidão de zumbis tenta escalar um muro de contenção
  Guerra Mundial Z traz semelhanças com Guerra dos Mundos (War Of The Worlds, 2005), sucesso de Spielberg estrelado por Tom Cruise, devido ao clima de histeria e pânico provocado pelos ataques repentinos de estranhos invasores. A produção teve sérios problemas, sendo que as filmagens foram realizadas em 2011 e posteriormente em 2012 os produtores decidiram  refilmar totalmente o terceiro ato da trama, o que tornou o roteiro ainda mais distante da concepção do livro de Max Brooks, pois originalmente Gerry Lane seria um reporter da ONU que elabora um documento cujo título dá nome ao filme e tal documento contém os relatos de uma investigação que Lane fez em vários lugares do mundo para descrever o apocalipse zumbi. Assim, o filme demorou mais de um ano para estrear.









  Mesmo com a alteração de roteiro que transforma Lane em um ex-agente, a produção continuou com muita qualidade e resultou num eficiente filme de ação e suspense com o necessário clima de horror em relação aos zumbis. Brad Pitt faz seu personagem com tranquilidade e segurança junto ao afinado elenco de atores desconhecidos dirigidos pelo ótimo Marc Forster, que traz em seu currículo o drama O caçador de Pipas e o explosivo 007 - Quantum of Solace.

 Embora guarde inevitável semelhança com o seriado de Tv The Walking Dead, o filme de Forster tem originalidade pois os zumbis são rápidos e fortes como uma pessoa normal e na verdade são pessoas vivas, mas infectadas com algum vírus enquanto que os tradicionais zumbis de outros filmes são pessoas mortas que voltam à vida parcialmente e apresentam corpos quase que totalmente apodrecidos; além do que o filme é bem menos violento, pois quase não se vê sangue.
  Orçado em 200 milhões de dólares, o longa é considerado o filme de horror mais caros de todos os tempos e apesar da demora em estrear, faturou US$263 milhões nos dez primeiros dias após a estréia nos cinemas estadunidenses e no restante do mundo já ultrapassou 100 milhões de dólares, segundo informações na página do facebook do filme. Guerra Mundial Z traz um perfeito equilíbrio entre ação, suspense e horror e tal como nos clássicos filmes de George Romero, faz alegorias com a nossa realidade tais como aquecimento global e superpopulação, bem perceptíveis no caos ali retratado. Um filme imperdível em todos os sentidos.

TRAILER





World Warz Z, 2013

País: EUA

Direção: Marc Forster
Roteiro: Mathew Michael Carnahan, Drew Goddard, Damon Lindelof

Elenco: Brad Pitt, Mireille Enos, Matthew Fox, James Badge Dale, David Morse


quinta-feira, 14 de março de 2013

justiça futurista

DREDD
Personagem dos quadrinhos britânicos retorna às telas do cinema 



  Herói quase desconhecido das HQ´s, finalmente ganha uma adaptação digna de suas histórias gráficas. O juiz Dredd, que anteriormente fora interpretado por Stallone num filme muito duvidoso intitulado O Juiz (Judge Dredd,1995), desta vez retorna em uma aventura mais digna do respeito de seus fãs. Interpretado por Karl Urban, o personagem criado no Reino Unido em 1977 pelos quadrinistas John Wagner e Carlos Ezquerra, protagoniza esta película britânica que traz uma aventura ambientada num futuro próximo.
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Ilustração de HQ
  Dirigido por Pete Travis, o longa traz uma visão cinzenta e bastante sombria do futuro, representada pela metrópole Mega City One, combinando elementos do presente com um planejamento urbano futurista e tal como na atual sociedade, o futuro também é aterrorizado pela violência das grandes cidades - Mega City é constantemente assolada por gangues de criminosos e possivelmente é uma das cidades mais violentas do futuro retratado no filme. E para conter a violência desenfreada de uma grande cidade, é necessário mais do que uma tradicional força policial - é aí que entram em cena os Juízes, agentes da lei um pouco diferentes dos policiais do passado, pois um Juíz está devidamente autorizado a fazer justiça executando a sentença cabível: prender ou condenar à morte.
Vista de Mega City One
  Joe Dredd é designado para capturar uma quadrilha comandada por Madeline Madrigal, mais conhecida como Ma-Ma, uma poderosa traficante que está dominando o tráfico com uma nova droga chamada Slo-Mo, cujo efeito alucinógeno é belamente retratado num efeito 3D em câmera lenta, cuja justificativa é simular o ponto de vista dos viciados que sob o efeito da droga enxergam a realidade numa velocidade que corresponde a um centésimo do normal, e assim a imagem do que vêem é retratada em mínimos detalhes, como se o mundo à sua volta fosse uma pintura em movimento.




efeito do Slo-Mo
  Durante a missão, Dredd é encarregado de avaliar o desempenho de Cassandra Anderson (Olivia Thirlby), uma novata candidata a Juíza e apesar de demonstrar certa insegurança em alguns momentos e cometer graves falhas nos testes, o Departamento de Justiça tem grande interesse na moça, pois ela é dotada de poderes psíquicos, o que pode auxiliar muito os Juízes na caçada à criminosos. Dredd e Cassandra terão de adentrar a torre Peach Trees, um gigantesco bloco residencial com 200 andares, cujo último andar é o quartel-general de Ma-Ma e sua gangue.
Dredd e Cassandra
  Contudo, a torre Peach não se trata de um condomínio residencial de luxo, apesar de toda a tecnologia que detém - trata-se de um bloco de periferia, pois no futuro apresentado pelo roteiro do filme, a população menos favorecida não habita mais em bairros populares ou favelas, pois tais sistemas de habitação não existem mais e as comunidades foram alocadas em prédios residenciais, grandes o suficiente para acomodar um bairro inteiro.

Karl Urban
Ma-Ma
  Karl Urban demonstra dureza e truculência necessária com uma entonação de voz grave para compor  Dredd, porém tal como nos quadrinhos seu rosto nunca é mostrado por inteiro, pois esta sempre coberto por um grande capacete com visor escuro, o que lhe dá um certo ar de mistério e imponência. Lena Headey também tem um ótimo destaque ao interpretar Ma-Ma ao demonstrar uma frieza natural ressaltada pelas fortes cicatrizes no rosto, além do que o fato de uma mulher ser chefe do crime organizado faz toda diferença num universo tradicionalmente dominado por homens.
  O visual e a chamada ultra-violência lembram um pouco Robocop e provavelmente as HQ´s do Juíz Dredd podem ter servido de inspiração para muitos filmes de ficção científica ao longo das últimas décadas. Estiloso, sombrio e realista a seu próprio modo, Dredd é uma grata surpresa tanto em termos de ação quanto de ficção científica e se daqui a algumas décadas à frente surgir alguma força de defesa tal como os Juízes apresentados no filme, a segurança da população terá um futuro promissor.

TRAILER


Dredd
Reino Unido / Índia / EUA , 2012
Ação
Direção:
Pete Travis
Roteiro:
Alex Garland
Elenco:
Karl Urban, Olivia Thirlby, Lena Headey, Domhnall Gleeson, Santi Scinelli, Wood Harris, Rakie Ayola