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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

batalha celeste

THOR RAGNAROK

Terceiro filme do Deus do trovão domina as telas do cinema e traz surpresas inesperadas

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  A expansão do universo Marvel mostra-se cada vez mais dinâmica e surpreendente pelo que pode ser conferido em Thor Ragnarok, a nova aventura do deus trovão que estreou no final de outubro e vem dominando as bilheterias do mês de novembro já tendo alcançado cerca de 500 milhões de dólares em bilheteria mundial. Dirigido pelo neo-zelandês Taika Waititi, cineasta quase desconhecido, o filme é simplesmente um dos mais divertidos da recente fase da Marvel tanto quanto Dr. Estranho e Guradiões da Galaxia 1 e 2.
  O roteiro concebido por Christopher Yost e Craig Kyle consegue a proeza de sintetizar nesta aventura boa parte da mitologia dos quadrinhos de Thor abrindo espaço para o arco da excelente saga Planeta Hulk, de modo que o gigante verde se destaca como se estivesse num filme próprio. O filme impressiona já na abertura quando o herói esta aprisionado nas profundezas do reino de Surtur, uma entidade demoníaca dos quadrinhos que aparece pela primeira vez nas telas do cinema e que será um fator determinante para o Ragnarok que dá título ao filme.

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   Ao escapar de Surtur e voltar para Asgard, Thor descobre a farsa de Loki, vista no final da aventura anterior Mundo Sombrio, de modo que Loki por meio de sua magia estava o tempo todo disfarçado como Odin enquanto que seu verdadeiro pai encontrava-se isolado em uma outra dimensão. Thor então obriga Loki a acompanhá-lo até a Terra e com a ajuda do Dr. Estranho (Benedict Cumberbatch) eles encontram Odin, mas também encontram uma visita muito inesperada nesta outra dimensão, Hella, a deusa da morte, que quebra o martelo de Thor conforme já fora anunciado nos trailers.
  Hella é sem dúvida uma das melhores personagens que ainda não havia sido adaptada para as telas e Cate Blanchett é aescolha perfeita já que a atriz parece ter nascido para interpretar tais personagens místicas e enigmáticas tal como ela o fez na trilogia O Senhor dos Anéis na personagem Galadriel, a senhora dos elfos. Na narrativa de Thor Ragnarok as cenas de Hella são muito bem pontuadas embora deixem a sensação de que sua participação poderia ser ainda maior.

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  Após tomar o reino de Asgard, Hella envia Thor para o planeta Sakaar, comando pelo sarcástico Grandmaster, interpretado por Jeff Goldblum que promove um torneiro de lutas motais numa arena cujo campeão é ninguém menos que o Hulk e obviamente Thor terá de enfrentá-lo conforme é visto no trailer. Entretanto mesmo que Thor vença o Hulk ele não ganhará a liberdade, permanecendo prisioneiro do Grandmaster - só lhe restará então planejar uma fuga junto com Bruce Banner, mas contando com a ajuda de Valkiria, interpretada pela bela Tessa Thompson.

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  O visual multicolorido da produção e as inúmeras piadas que preenchem quase todos os diálogos chegou a incomodar muitos fãs, mas o bom humor tem sido algo constante nas produções Marvel e assim sendo Thor Ragnarok é o filme que menos se leva a sério. É engraçado notar que quase ninguém parece ter reclamado do excesso de piadas em Homem de Ferro 3 que é sem dúvida um dos piores filmes da Marvel.

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  Entre outras ótimas surpresas, Heimdall tem um destaque especial na trama já que deposto de seu cargo de porteiro e expulso do reino, ele se refugia com um grupo de rebeldes e demonstra suas habilidades em combate demonstrando ser um grande guerreiro e não apenas o guardião da ponte cósmica de Asgard. Thor Ragnarok tem todos os elementos mais do que necessários para uma aventura super-heróica, inclusive as ótimas músicas de rock ouvidas no trailer são realmente tocadas durante o filme, o que o torna muito autêntico em relação aos demais filmes de super-heróis. Enfim, o novo filme do Deus do trovão merece ser visto e revisto nas telonas. (R.A.)


TRAILER


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Thor Ragnarok (EUA, 2017)
Direção: Taika Waititi
Roteiro: Christopher Yost e Craig Kyle

Elenco: Chris Hemsworth, Tom Hidlestom, Cate Blanchett, Antony Hopkins, Idris Elba, Karl Urban, Tessa Thompson, Jeff Goldblum.



  

sábado, 23 de novembro de 2013

ação divina

THOR - O MUNDO SOMBRIO

Nova aventura do Deus do Trovão dá sequência à mitológica saga do herói nórdico


 O segundo filme pós Vingadores chega com força total ao cinemas após o sucesso estrondoso do maior grupo de super heróis das histórias em quadrinhos. Thor - O mundo sombrio (Thor - The Dark World) traz de volta Chris Hemsworth na pele do deus do trovão, travando batalhas mais dinâmicas e espetaculares do que na primeira aventura e Tom Hiddleston como Loki, mais uma vez roubando a cena como o vilão mais popular dos filmes da Marvel até o momento.
  A estória de o mundo sombrio começa com uma narrativa feita por Odin (Anthony Hopkins), pai de Thor e senhor de Asgard, contando a respeito de uma batalha acontecida há 5000 anos, quando seu pai Bor (avô de Thor) confrontou os Elfos Negros liderados por Malekith (Cristopher Eccleston), em defesa de Asgard e até do universo. Agora, Malekith ressurge com um audacioso objetivo de dominar o universo e para tal intento ele precisa ter contato com Éter, uma substância infinita e que reza a lenda, deu origem à tudo - e quem detiver o poder de tal substância, pode obter domínio absoluto. Embora não fique muito claro o porquê de um vilão querer trazer de volta a escuridão ao universo, podemos aceitar facilmente tal idéia, afinal trata-se de mitologia e nem sempre histórias mitológicas tem uma explicação precisa.

Malekith

batalha em Asgard

  Desta vez, a aventura é comandada por Alan Taylor, diretor de alguns episódios da famosa série Game of Thrones, escolha mais do que certa para compor o fantástico visual do reino de Asgard e ainda manter o que fora estabelecido por Keneth Branagh e desta vez o poderio de Asgard é mostrado em sua plenitude, os poderes de seus bravos guerreiros combinados a uma avançada tecnologia que remete à Star Wars.
  Com o retorno e ascenção de Malekith e sua busca pelo poder do Éter, Thor terá de enfrentar a maior de todas as batalhas, pois não apenas Asgard, mas o todo o universo está em jogo - e tal batalha ocorre no chamado mundo sombrio que dá título ao filme, mas ocorre também na Terra, pois há um ponto na dimensão sombria que dá acesso ao nosso planeta e o titânico confronto pode colocar em risco os seres humanos. E Thor ainda terá que recorrer até mesmo à ajuda de Loki, apesar de este ter sido condenado à prisão por Odin, pelos crimes cometidos na Terra, como foi visto no filme dos Vingadores.



  Novamente a ciência marca pontos positivos nesta nova aventura tanto quanto no primeiro filme e a cientista Jane Foster (Natalie Portman) está de volta para dar explicações racionais para os eventos extraordinários que ocorrem no decorrer da trama além do que sua participação ganha maior importância, não apenas como par romântico do herói mas também como um elo que justifica a terrível batalha travada por Thor e Malekith na Terra.


  Além da ação frenética e de efeitos visuais muito satisfatórios, a trama tem momentos de humor na dose certa e uma inesperada aparição do Capitão América na metade da projeção. O filme já alcançou US$ 500 milhões de dólares em bilheteria mundial e certamente é um dos melhores filmes da Marvel, além de ser muito melhor que Homem de Ferro 3 que revelou-se um grande fiasco em termos de roteiro, embora tenha feito muito sucesso nos cinemas. Portanto, os dois filmes de Thor mais Os Vingadores conseguem formar uma trilogia perfeita ou uma quadrilogia incluindo Capitão América - O primeiro Vingador, e pelo visto a Marvel alçará vôos ainda maiores nas telas do cinema.

TRAILER


Thor - O Mundo Sombrio (Thor - The Dark Word, 2013)

Direção: Alan Taylor

Roteiro: Don Payne, Robert Rodat

Elenco: Chris Hemsworth, Tom Hiddleston, Natalie Portman, Anthony Hopkins, Rene Russo, Christopher Eccleston, Idris Elba, Ray Stevenson




quinta-feira, 8 de setembro de 2011

deus guerreiro

THOR
Uma aventura mitológica entre o Céu e a Terra

  Recentemente lançado em DVD, o filme Thor revela-se um dos projetos mais difíceis da Marvel, por tratar-se de uma aventura que traz mais elementos de fantasia do que ficção científica, um pouco diferente de outros filmes de super-heróis. O personagem originário da mitologia nórdica e "adotado" pela Marvel como um super-herói pode agradar o público que gosta de aventura épica além daqueles que gostam de histórias em quadrinhos.
  
Keneth Branagh


   Com direção de Keneth Branagh, o longa traz uma concepção de arte impecável ao recriar nas telas do cinema o mundo de Asgard, lar dos deuses nórdicos, ostentando infinita riqueza de detalhes enaltecidas por uma cor dourada resplandecente, conferindo um aspecto divino à cidade habitada por seres superiores, que dominam magia e ciência. Álias, provavelmente o visual do filme e a escolha do elenco é que sejam as maiores justificativas para a direção de Branagh, que além de cineasta é um ator inglês de formação teatral e raramente é visto em produções comerciais. 





 




  Anthony Hopkins, ator por excelência brilha desta vez interpretando Odin, rei dos deuses nórdicos e pai de Thor e Loki (Tom Hidleston). Ao desentender-se com o pai, Thor (Chris Hemsworth) é banido para a terra e destituído de seus poderes advindos do martelo mjolnir (lê-se miolnir), que tanto é uma ferramenta como uma poderosa arma de combate, com a qual ele enfrenta todo tipo de inimigo e ainda controla as climáticas forças do céu, tais como raios, trovões, chuva ou neve. 

A cientista Jane Foster e Thor
 
   










  Ao cair na Terra ele é encontrado por cientistas intrigados com o seu surgimento e um martelo caído num distante lugar desértico e ninguém é capaz de removê-lo do local, nem mesmo o próprio dono, já que este precisa tornar-se humilde para voltar a empunhá-lo, conforme uma profecia proferida por Odin no momento em que em jogou a ferramenta em direção à Terra.
    Cenas de ação memoráveis pontuam a aventura, como a batalha contra os Gigantes de gelo ou confronto contra o Destruidor, uma espécie de robô gigantesco movido por magia e comandado por Loki, que planeja tomar o trono de Asgard e deixar Thor aprisionado na Terra. Branagh consegue surpreender no comando de um filme de super-herói e embora as influências de Shakespeare no roteiro de J. Michael Straczynski e Mark Protosevich sejam mínimas, no entanto são válidas para estabelecer o conflito familiar entre Odin e seus filhos.
Loki
 












 Assim como ocorre em Capitão América, diferenças em relação aos quadrinhos podem incomodar os fãs, tais como a ausência do doutor Donald Blake, embora seu nome seja mencionado -  ele seria um alter ego de Thor aqui na Terra. Mais batalhas no mundo dos deuses envolvendo outras entidades ou criaturas além dos gigantes de gelo seria muita bem vindas, algo que é constante nos quadrinhos do deus trovão. Entretanto, tais elementos podem ser explorados em futuras continuações. 
  Juntamente com Capitão América Thor deixa traçado o caminho para o filme-evento de Os Vingadores (The Avengers) que ja está em processo de filmagens para estrear no próximo ano. Resta torcer para que o deus nórdico prossiga em novas e trovejantes aventuras.

Trailer



Thor

EUA , 2011 - 114 min.
Aventura / Épico
Direção: Kenneth Branagh

Roteiro: J. Michael Straczynski, Mark Protosevich

Elenco: Natalie Portman, Chris Hemsworth, Anthony Hopkins, Ray Stevenson, Kat Dennings, Stellan Skarsgård, Idris Elba, Tom Hiddleston, Rene Russo, Jaimie Alexander, Colm Feore , Clark Gregg, Tadanobu Asano, Jeremy Renner