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quarta-feira, 31 de maio de 2017

ação road movie

COMBOIO DE CARGA PESADA

Há 40 anos Chuck Norris estrelava sua primeira aventura nos cinemas

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  Em 1977 estreava nos cinemas norte-americanos o primeiro filme da carreira do então futuro astro Chuck Norris. O campeão norte-americano de karatê já aparecera nas telas anos antes, em 1972 no filme O Vôo do Dragão, num papel coadjuvante travando um confronto épico com o lendário Bruce Lee em meio às ruínas do coliseu de Roma.  Por indicação e incentivo do astro Steve McQueen, Norris decidiu seguir o conselho de seu amigo e aluno e tomou a sábia decisão de ingressar no mundo do cinema e seu primeiro papel como protagonista se deu neste Comboio de Carga Pesada (Breaker Breaker), o início de jornada de sua longa carreira.
  Na década de 1970 dentre várias tendências cinematográficas surgiu em Hollywood uma onda de filmes com estórias de caminhoneiros valentões e bons de briga, subgênero conhecido como trucksploitation, fórmula que deu muito certo resultando numa boa safra desse tipo de aventura que perdurou até meados dos anos 80 com sucessos como Agarra-me Se Puderes (1977) e Desta Vez Te Agarro (1980), dentre outros.

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  Dirigido por Don Hulette e roteirizado por Terry Chambers, Comboio de Carga Pesada funciona como uma aventura de western contemporâneo já que se ambienta em uma pequena cidade chamada Texas City, obviamente localizada no estado do Texas num local um tanto afastado de grandes cidades. Dominada por um juiz maluco e policiais corruptos que costumam indiciar caminhoneiros e viajantes por infrações não cometidas a fim de estorquir dinheiro dos pobres desavisados. Billy (Michael Augestein), um jovem e inexperiente caminhoneiro tem a infelicidade de parar nesta cidade e como não tem grana para se livrar do jogo sujo dos policiais, ele permanece preso aguardando a sentença.

O juiz de Texas City
   J.D. Dawes (Norris), experiente caminhoneiro e irmão mais velho de Billy, percebe o sumiço de seu irmão que já não liga há dias e para descobrir seu paradeiro resolve fazer uma busca por conta própria pegando estrada rumo à Texas City à bordo de sua estilosa van. Dawes, além de caminhoeiro é perito em artes marciais, combinação perfeita para o herói que protagoniza tal tipo de aventura na qual terá de enfrentar os policiais e mais um bando de sujeitos briguentos da pequena cidade para poder resgatar seu irmão caçula e enfrentar a fúria do juiz Joshua Trimings, interpretado pelo ótimo ator George Murdock.
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  Recheado de situações inusitadas e um tanto engraçadas, o filme parece não se definir exatamente como uma aventura ou comédia de ação, o que revela a falta de experiência tanto do diretor quanto do roteirista, tornando-se em alguns momentos uma comédia involuntária, pois é difícil segurar o riso ao ver os tipos patéticos da pequena cidade que parecem estar no filme apenas para servir de alvo dos chutes e socos de Dawes. Entretanto Hulette consegue demonstrar certo talento em cenas de ação bem filmadas e especialmente nos momentos finais numa cena de luta entre Dawes e o chefe de polícia. A cena que é um duelo desarmado foi belamente retratada em câmera lenta e ambientada num curral com a presença de um belo cavalo preto dando algum significado de força e selvageria ao duelo.


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Norris coreografou todas as cenas de luta do filme


  Por incrível que pareça apesar do título do filme aqui no Brasil, não há exatamente um comboio, exceto no final quando aparecem alguns caminhões e invadem a pequena cidade embora não sejam tantos para justificar o nome de Comboio de Carga Pesada, o que torna o título apenas sugestivo. Não chegou a ser um grande sucesso de bilheteria já que no mesmo ano de estréia o grande sucesso truckploistation foi Agarra-me Se Puderes, estrelado por Burt Reinolds. Contudo valeu para Norris demonstrar suas habilidades em cenas de luta e definir o perfil de ação que o tornaria um astro nos anos seguintes. Exibido poucas vezes na Tv aberta, o filme pode agora ser melhor apreciado em dvd e blu-ray. (R.A.)


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Um dos cartazes originais


TRAILER



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Comboio de Carga Pesada (Breaker Breaker, 1977)

Direção: Don Hulette

Roteiro: Terry Chambers

Elenco: Chuck Norris,George Murdock, Terry O´Connor, Don Gentry, Michael Augenstein


domingo, 13 de julho de 2014

ação marcial

THE OCTAGON

Há cerca de 3 décadas Chuck Norris enfrentava ninjas para chegar ao estrelato


  Em 1980, há exatos 34 anos estreava nos cinemas The Octagon, aventura sobre ninjas protagonizada por Chuck Norris, que desde 1977 vinha construindo sua carreira em filmes de ação um tanto razoáveis ou fracos como Comboio de carga pesada (1977), Os Bons se vestem de negro (1978) e Força Destruidora (1979) . E foi no também razoável The Octagon dirigido por Eric Karson que finalmente Norris atingiu o estrelato, no quarto filme de sua carreira e que certamente surpreendeu o público, já que foi um estrondoso sucesso de bilheteria e alçou o ator e ex-campeão de karatê à condição de astro e a partir daí ele escolheria roteiros bem melhores e passava a atuar em produções tecnicamente superiores. 

  Octagon é um dos primeiros filmes de Hollywood sobre ninjas, o que provavelmente despertou a atenção do público que buscava algo diferente no gênero de ação, e posteriormente ao longo da década de 80 surgiram vários filmes B sobre os guerreiros das sombras tais como Ninja - A máquina assassina (1981) , estrelado por Franco Nero e a regular franquia American Ninja, que rendeu cerca de 5 filmes ao longo da década e até o início dos anos 90. Provavelmente, o primeiro filme ocidental sobre ninjas foi Elite de Assassinos (1975), dirigido por Sam Peckinpah.

poster estilizado de Octagon

  Entretanto, embora Octagon apresente um enredo interessante com uma trama sobre ninjas, o filme deixa a desejar ao apresentar um roteiro bastante falho com algumas pontas soltas e uma estória que poderia ser bem melhor desenvolvida. No início da narrativa por exemplo, o herói da trama, Scott James (Norris), fica conhecendo uma garota chamada Nancy (Kim Lankford), que se apresenta em um espetáculo de ballet que por sinal Scott estava assistindo.
  Em seguida, ele a acompanha até a casa dela para conversarem melhor e após chegarem, em poucos minutos são atacados por alguns ninjas que algumas horas antes já haviam matado toda a família da moça. Scott os enfrenta para defender Nancy, mas infelizmente eles conseguem matá-la durante o confronto, e tais assassinatos não encontram nenhum explicação ao longo de todo o filme. A única explicação que poderia ser plausível é que os ninjas, por serem mercenários haviam cumprido ali alguma missão ao matar a família de Nancy, mas nem isso é explicado.

Seikura
  O roteiro escrito por uma mulher, Leigh Chapman, a partir do argumento de Paul Aaron até traz elementos interessantes que poderiam render uma trama bem melhor, pois o octógono que dá título ao filme é uma base secreta localizada na América Central e que treina pessoas comuns para transformá-las em ninjas, muitos dos quais agem como mercenários. Além disso, o herói da trama é um ex-combatente do Vietnã, lutador e secretamente um mestre ninja, tendo sido treinado desde a infância ao ser adotado por um mestre japonês que o criou junto com o filho biológico Seikura, que nunca aceitou Scott como irmão e acabou enveredando para os caminhos do mal ao fundar a escola Octagon, a fim de treinar ninjas mercenários.
 É interessante notar que Scott na adolescência é interpretado por Mike Norris, filho de Chuck e sem dúvida a melhor escolha para interpretar Scott numa versão mais jovem. O vilão na fase adulta é interpretado por Tadashi Yamashita, que posteriormente interpretou o também vilão do primeiro filme da franquia American Ninja.



Aura
A. J.
 Scott é localizado por uma milionária chamada Justine (Karen Carlson) que flerta com ele e ainda tenta convencê-lo a invadir o tal octógono para que ele mate Seikura, responsável pela morte do pai dela. Mais adiante, Scott só encontrará motivos para invadir o local após descobrir que seu amigo A.J. (Art Hindle) se dirigiu para lá convencido por Justine - então, Scott parte para o local acompanhado de Aura Carol Bagdasarian), uma bela guerrilheira e ex-aluna da Octagon.



 Portanto, o grande motivo para assistir Octagon obviamente são as ótimas cenas de luta que preenchem a tela aproximadamente nos 20 minutos finais, belamente coreografadas por Norris e seu irmão Aaron, dublê e produtor de cinema com quem manteve parceria profissional ao longo de sua carreira fílmica. E aí pode-se notar o quanto é lamentável que o roteiro e os personagens não sejam tão bem desenvolvidos quanto a ação do filme. O lendário Lee Van Cleef poderia ser melhor aproveitado, pois sua presença como um caçador de recompensas não acrescenta quase nada à trama por mais que ele seja amigo de Scott.

 Pena que este seja o único filme em que Norris utiliza uma espada samurai para enfrentar seus adversários e ainda trava um ótimo confronto com um ninja de capuz vermelho, que utiliza um par de adagas Sai, e é uma espécie de segurança de Seikura. Scott também enfrenta Seikura nos minutos finais da aventura, e a luta dos irmãos embora seja muito curta e menos empolgante que as demais cenas, foi considerada por uma revista chamada Fighting Stars a décima terceira entre 25 melhores cenas de luta de todos os tempos, segundo o IMDB.


  Curiosamente o nome octógono jamais é citado em nenhum momento da trama além do que outra grave falha de roteiro é o fato de a base secreta ser localizada com muita facilidade por A.J. e logo em seguida por Scott. Também é de se pensar se Octagon não serviu de inspiração para o formato da arena de combate do MMA, mas não há nada que confirme isto.


 Enfim, uma aventura mediana com ótimas cenas de lutas e que levou Norris ao estrelato é algo que no mínimo merece ser visto pelos fãs de ação que não conhecem essa curiosa trama que nas várias reprises da Tv aberta foi exibida com o ótimo e sugestivo subtítulo de Escola para Assassinos. Uma refilmagem para que a estória seja melhor contada não seria má idéia, mas... só nos resta esperar!!

TRAILER





The Octagon (1980)

Direção: Eric Karson

Roteiro: Leigh Chapman

Elenco: Chuck Norris, Tadashi Yamashita, Lee Van Cleef, Karen Karlson, Art Hindle, Mike Norris, Carol Bagdasarian



terça-feira, 15 de abril de 2014

ação vs horror

FÚRIA SILENCIOSA

Há pouco mais de 30 anos Chuck Norris estrelava seu filme mais estranho e surpreendente


  Em abril de 1982 estreava nos cinemas o filme provavelmente mais diferente ou até bizarro do então astro Chuck Norris, Fúria Silenciosa (Silent Rage), o que não significa que seja ruim, muito pelo contrário, pois foi um sucesso do então astro que se destacava cada vez mais nas bilheterias. O roteiro traz uma série de assassinatos misteriosos, experiência genética e um xerife preocupado em encontrar o tal assassino que nem parece ser humano - e tudo isso ambientado numa pequena cidade do Texas!!!
  O estranho enredo descrito no parágrafo àcima pertence ao roteiro escrito com certa engenhosidade por Joseph Fraley, e a direção segura de Michael Miller rende ótimos momentos de tensão e suspense numa trama que ainda oferece contornos de ficção científica, algo incomum ou até mesmo impensável para um filme estrelado por Norris.

  A trama segue a história de John Kirby, um rapaz que apesar de levar uma vida aparentemente normal, sofre com um sério problema de distúrbio mental e faz tratamento psiquiátrico com o doutor Tom Halman interpretado pelo saudoso Ron Silver. Num dia qualquer, Kirby sente uma estranha sensação, seu medicamento acabou e ele tenta desesperadamente fazer uma ligação para o seu médico. Porém, a sensação foge do controle e Kirby parece surtar repentinamente e movido por uma fúria inexplicável, pega um machado no quintal de sua casa e mata um vizinho e logo em seguida a mulher da pensão em que ele mora.



Dr. Halman
  O xerife Dan Stevens (Norris) chega rapidamente ao local junto com seu jovem ajudante para atender a ocorrência, depara-se com o surtado maníaco e entra em confronto com o mesmo - após Kirby ser colocado algemado dentro da viatura, ele consegue arrebentar as algemas de forma inexplicável e ataca violentamente os guardas, mas logo é alvejado a tiros no peito e levado às pressas ao hospital para ser operado com urgência... e é aí que o roteiro  ganha ares de ficção científica, pois após o pequeno grupo de médicos tentar salvá-lo da morte certa, Dr. Philip Spires (Steven Keats) sugere a aplicação de um composto chamado Mitogen-35 ainda que a contragosto do Dr. Halman que também acompanha a cirurgia e considera tal idéia anti-ética, pois o composto nunca foi testado num ser humano.






 O pobre John Kirby torna-se então cobaia do experimento e gradativamente seu organismo se recompõe e sua vida, restaurada - o jovem psicótico começa a sair às escondidas do laboratório e a cometer assassinatos para o desespero do xerife Stevens, pois ele terá de enfrentar não apenas um maníaco doente, mas um assassino geneticamente modificado, em outras palavras um mutante, e suas habilidades marciais talvez não sejam suficientes para tal adversário que mais parece um Frankenstein moderno.

Chuck versus Frankenstein?

  O roteiro obviamente pega carona em sucessos de horror da época e a referência mais direta é Halloween (1978) de John Carpenter, e o vilão John Kirby lembra bastante o mascarado Michael Miers, que aparentemente também é um desequilibrado mental que mesmo tendo tratamento psiquiátrico torna-se um assassino frio e sub-humano. Por sinal Halloween II - O pesadelo continua, foi lançado em 1981, portanto 1 ano antes de Silent Rage. Também é interessante notar uma cena em que John Kirby quebra uma porta a machadadas ao perseguir uma mulher e a observa pelo rombo da porta, muito parecida com uma cena do terror O Iluminado (1980) de Stanley Kubrick, o que pode ser uma inspiração além da assustadora atuação do ator Brian Libby no papel de Kirby.



   O longa de orçamento um tanto modesto, US$ 4,5 milhões foi muito bem nas bilheterias estadunidenses fazendo cerca de US$ 10,490 milhões segundo consta no IMDB. Nada mal para o primeiro filme de suspense  ou terror estrelado por Chuck Norris e também pode se dizer que é o primeiro filme com argumento de ficção científica de um astro de ação oitentista, ou seja um pouco antes de O Exterminador do Futuro (Terminator, 1984) e muito antes de Cyborg - O dragão do futuro (Cyborg, 1989). Nada mal também para o diretor Michael Miller que no mesmo ano dirigiu a comédia de sucesso A Reunião dos Alunos Loucos (Class Reunion, 1982), embora depois tenha dirigido apenas filmes televisivos. Fúria Silenciosa já foi exibido várias vezes na tv aberta, mas deve ser visto em dvd ou blu-ray para uma melhor degustação e para ser descoberto por novos públicos que desconhecem esse cult.

TRAILER



Fúria Silenciosa (Silent Rage, 1982)

Roteiro: Joseph Fraley

Direção: Michael Miller

Elenco: Chuck Norris, Brain Libby, Ron Silver, Steven Keats, Stephanie Dunnam, Joyce Ingle


sexta-feira, 28 de março de 2014

vida longa

ANIVERSÁRIO DO MITO

Chuck Norris sopra velinhas este mês


 Para quem não sabe, dia 10 de março foi aniversário do lendário Chuck Norris. O ex-campeão de karatê e astro de ação oitentista completou 74 anos. Antes que o mês acabe, vamos relembrar alguns dos melhores momentos de sua carreira cinematográfica nos vídeos do youtube, até para lembrarmos porque o ator e mestre é um mito da ação antes de ser personagem das famosas piadas que viraram febre na internet.

Norris vs ...

 O primeiro grande confronto de Chuck no cinema foi no filme O Vôo do Dragão (The Way of the Dragon, 1972), onde ele enfrenta ninguém menos que o mestre Bruce Lee. Obviamente que Lee vence Norris, pois Lee é o herói da aventura e Norris é um dos vilões. Porém foi um duro combate e até na opinião de especialistas é a melhor luta marcial já coreografada pelo cinema. Portanto é obrigatório rever.


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  Ainda na década de 70 Chuck teve sua estréia definitiva nas telas do cinema e em 1977 protagonizou Comboio de Carga Pesada (Breaker, Breaker), uma aventura classe B muito fraquinha contando a estória de um caminhoneiro destemido que enfrenta estranhos moradores de uma cidadezinha do interior para salvar seu irmão que foi preso injustamente. Vale a pena conferir o confronto final entre Chuck e um arrogante policial ao som de uma bacana trilha sonora de música country.


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 Em 1980, Norris estrelava o filme que o tornou astro. Octagon - A escola para assassinos (The Octagon,1980) trazia Chuck no papel de Scott James, um veterano do Vietnã e também mestre ninja, contratado para investigar uma organização secreta que treina ninjas para atuarem como mercenários. Reza a lenda que o combate que Chuck trava com os ninjas no ato final da trama é considerado um dos melhores já filmados. Porém o mais interessante é observar sua habilidade com uma espada e este é o único filme em que o astro usa tal tipo de arma.

  
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 Na década de 80, Chuck provavelmente teve o confronto mais bizarro de sua carreira fílmica ao enfrentar um vilão mutante (??!!) num estranho filme de ação e suspense com ares de ficção científica. Fúria Silenciosa (Silent Rage, 1982) traz uma estória ambientada no Texas com o xerife Stevens, que tem a dura missão de investigar misteriosas mortes cometidas por um assassino psicótico que fora vítima de uma experiência genética. O filme traz ótimas sequencias de luta e um duro combate final entre o xerife e o estranho assassino.


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 Ainda nos anos 80, o então astro travou seu melhor combate com outro mito das artes marciais, o agora saudoso David Carradine que na década de 70 tornou-se famoso ao interpretar o monge lutador do seriado de TV intitulado Kung-Fu. No filme McQuade - o Lobo solitário, Norris e Carradine dão um  show demostrando técnica e força num combate bem realista e obrigatório rever. Um dos melhores momentos da ação oitentista.



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  Nos anos 90 o mito deixou sua marca em um dos filmes de menor sucesso e bilheteria, porém um dos melhores de sua carreira. Comando Delta 2 - A Conexão Colômbia (Delta Force 2, The Colombian Conection, 1990) traz de volta o coronel Scott McCoy, personagem do primeiro Comando Delta (Delta Force, 1986), desta vez batendo de frente com o tráfico de drogas da Colômbia. Na melhor cena do longa, o velho e bom Chuck dá uma "lição" inesquecível a um dos vilões da trama.


  Melhor do que apreciar esses vídeos, só mesmo assistir aos filmes que se encontram disponíveis em DVD e alguns em Blu-Ray. E lembrem-se: "Chuck Norris nunca toca fisicamente em ninguém. Ele apenas diz a eles para se machucarem, e eles se machucam"  ;-)


quinta-feira, 28 de março de 2013

resgate oitentista

COMANDO DELTA

Suspense e ação em thriller nostálgico



  E para terminar a maratona em homenagem a Chuck Norris, escolhi o filme Comando Delta (Delta Force, 1986) grande sucesso da carreira do astro e considerado um dos melhores thrillers dos anos 80. Dirigido por Menahem Golan, dono da agora saudosa produtora de filmes Cannon, dos parceiros Golan-Globus, esta película é baseada em um fato real acontecido em 1976, quando um avião contendo 200 passageiros foi sequestrado durante um voô comercial cuja rota Tel Aviv - Paris, fora desviada para o aeroporto de Entebbe, situado em Uganda, África do Sul, cuja missão bem sucedida é considerada por muitos especialistas como a melhor operação de resgate já realizada. Ainda na década de setenta, Golan roteirizou e dirigiu um filme intitulado Operação Thunderbolt (Mivtsa Yonatan, 1977), produção israelense baseada no evento àcima relatado, ou seja, tal produção serviu de base para o roteiro de Delta Force, que pode ser considerado uma adaptação para o cinema estadunidense. 
Cartaz original
   Comando Delta é um dos filmes mais tensos que Norris estrelou, pois a trama repleta de suspense abre pouco espaço para a ação, de modo que aqui o ator não tem cenas espetaculares de luta, exceto nos momentos finais e que não chega ser espetacular. O roteiro escrito por James Bruner e Menahem Golan é muito bem estruturado e narra detalhadamente o sequestro do jato 707,  repleto de passageiros que são tomados de reféns por dois terroristas libaneses que após amedrontarem os passageiros com toda frieza e truculência típicas, mudam a rota do vôo para Beirute. Obviamente o melhor grupo para-militar que pode lidar com este tipo de situação é o comando Delta, que dá nome ao título do filme.



Robert Foster no papel de terrorista
  Major McCoy, interpretado por Norris assume o comando da missão e junto com seus agentes altamente treinados, partem para a complicada missão. A primeira hora do longa concentra-se totalmente na questão do sequestro, de modo que metade do roteiro é composto de diálogos e situações que prendem a atenção devido ao apreensivo clima de suspense, e o medo retratado nos rostos dos reféns é motivo mais que suficiente para que o espectador aguarde com ansiedade pelo que virá, quando a Força Delta realmente agir. Delta Force também mostra um poderio bélico bastante avançado mesmo pra época, pois nos momentos finais o herói utiliza uma potente moto equipada com armamentos pesados, o que o capacita a enfrentar  sozinho vários terroristas no campo de batalha.



 O longa tem ótimas cenas de ação no segundo ato, e como a época em questão é a década de 80 há espaço também para uma cena absurda, quando McCoy e seu parceiro fogem numa Combi pelas  ruas estreitas de Beirute ao serem perseguidos por terroristas a bordo de um Jipe. A ótima trilha sonora composta por Alan Silvestri traz uma música que parece ter se tornado mais famosa que o filme, pois já foi executada em diversas reportagens de noticiários, e traz uma sonoridade atemporal, destas que foram feitas para jamais envelhecer.





Lee Marvin
 Entretanto, a película tem sua maior força estruturada no elenco que traz atores de peso como o veterano George Kennedy, Hanna Schygulla, Robert Forster, Shelley Winters, Robert Vaughn, Bo Svenson e o também veterano Lee Marvin, que no passado estrelou vários filmes de guerra, além de faroestes e aqui em Delta Force, faz sua última aparição no cinema. Comando Delta é um dos filmes de ação mais bem sucedidos dos anos 80 e provavelmente é a produção mais bem elaborada dos produtores Golan e Globus devido ao esmero técnico, além do que inspirou outras produções sobre missões de resgate, inclusive na década seguinte. O trhiller já foi reprisado diversas vezes na tv aberta, mas atualmente pode ser melhor apreciado nos formatos digitais.

Trailer


Comando Delta (The Delta Force, EUA, 1986) – Nota 7,5


Direção – Menahem Golan


Elenco – Chuck Norris, Lee Marvin, Joey Bishop, Martin Balsam, George Kennedy, BoSvenson, Susan Strasberg, Hanna Schygulla, Robert Forster, Shelley Winters, Robert Vaughn, Lainie Kazan, Steve James, Kim Delaney.

  

quinta-feira, 21 de março de 2013

guerra nostálgica


BRADDOCK II - O Início da missão
Um clássico de ação para relembrar os míticos tempos oitentistas


  Para dar continuidade à maratona dos filmes de Chuck Norris, escolhi Braddock 2 - O Início da missão (Missing in Action 2 - The Begining, 1985), um prequel que narra os eventos ocorridos no Vietnã antes do  filme Braddock - O Super Comando (Missing in Action, 1984). A trama traz o Coronel Braddock junto de seu pequeno pelotão no início da década de 70, partindo de helicóptero para um confronto em campo vietnamita, pois estão em plena Guerra do Vientã, cujo período de conflito durou cerca de 15 anos. 
  James Braddock e seus homens foram capturados após terem seu helicóptero abatido e levados ao acampamento de coronel Yin, um cruel líder e militar vietnamita que mantém um grande campo de plantação de ópio no interior da selva. Braddock e seu pelotão estão oficialmente desaparecidos para os Estados Unidos e dificilmente serão encontrados ou resgatados, pois tornam-se prisioneiros de Yin, tendo que se submeter à trabalhos forçados nos campos de ópio sob pena de sofrerem terríveis represálias, além do que são tratados como escravos.

cartaz original
  Dirigido por Lance Hool e escrito a seis mãos por Steve Bing, Larry Levinson e Arthur Silver, a película traz momentos comoventes retratados no sofrimento dos prisioneiros que muitas vezes são tratados como animais, tendo que trabalhar sob o forte calor do sol além de sofrerem torturas como forma de punição. E um dos momentos mais chocantes do cinema físico oitentista é retratado na crueldade sem limites do coronel Yin interpretado por Soon-Tek Oh, ator nascido na Japão e radicado na Coréia; na cena em que Braddock é pendurado de cabeça para baixo com um saco de pano amarrado na cabeça contendo um rato, o destemido coronel prova que é capaz de resistir às intimidações de Yin a fim de encorajar seus homens a manterem-se firmes na esperança de ainda sobreviverem para escapar do inferno no qual se encontram.

Coronel Yin


 Quando Braddock e seus homens conseguem virar o jogo, a ação se desenvolve de modo dinâmico tanto nas habilidades do herói quanto na bravura de seus homens que num ousado plano de estratégia conseguem empreender uma fulminante retaliação contra seus algozes vietnamitas. Entre tiroteios, fugas espetaculares e explosões, o ponto alto da ação encontra-se nas habilidades de Norris que na época aos 45 anos demonstrava ótima forma nas coreografias de luta. E o esperado confronto final entre os dois coronéis está entre as melhores cenas de luta dos anos 80, pois Braddock dá uma verdadeira aula de karatê ao arrogante vilão.


 Braddock 2 apesar de ser uma produção bem modesta tendo custado apenas $ 2,41 milhões de dólares, faturou alto nas bilheterias, pois arrecadou cerca de 10, 8 milhões de dólares só nos Estados Unidos. Produzido pela saudosa Cannon Pictures, produtora de filmes de ação B, o filme destaca-se como um dos melhores da carreira de Norris, além de ser uma das melhores aventuras de guerra do período tal como a trilogia Rambo. Contudo, ambas as franquias Rambo e Braddock conseguiram causar algumas discussões a respeito da guerra do Vietnã, por tratar-se de um tema muito polêmico ainda que de forma fictícia.



  Discussões políticas à parte, a franquia Braddock ainda rendeu um terceiro filme, Braddock III - O Resgate, formando assim uma das mais populares trilogias do cinema físico oitentista, e elevou de forma significativa a fama estelar de Chuck Norris que até hoje é lembrado por este papel, ainda tendo seu nome associado ao heróico personagem de guerra. O filme encontra-se disponível em dvd pela coleção Clássicos MGM, para o deleite do público nostálgico, ou para as novas gerações que apreciem o velho e bom Chuck.

Trailer


Missing in Action II - The Begining

Ano: 1985

País: Estados Unidos

Gênero: Aventura

Atores: Chuck Norris, Soon-Tek Oh, Steve Willians

Direção: Lance Hool

Duração: 100 minutos









terça-feira, 19 de março de 2013

ação oitentista

OLHO POR OLHO
Um flashback nostálgico para relembrar um dos clássicos de Chuck Norris



  Neste mês o lendário Chuck Norris completou 73 anos de idade no dia 10. Nada mais justo que homenagear a lenda viva relembrando alguns dos filmes que pavimentaram sua carreira na década de oitenta. Esta semana comentarei sobre 3 filmes de Norris e para iniciar  esta maratona, vamos começar com Olho por Olho (An Eye for an eye, 1981) também conhecido como Ajuste de Contas, título com o qual fora exibido nos cinemas na época de lançamento. Quem passou a infância ou a adolescência nos anos 80, certamente lembra-se desse filme, pois o mesmo foi reprisado exaustivamente na saudosa "sessão das dez" transmitida nas noites de domingo pelo canal SBT.

morte brutal de Dave
  Nesta película, Norris interpreta Sean Kane, um policial da Divisão de Narcóticos na cidade de São Francisco, que no início da trama perde o parceiro Dave (Terry Kiser), assassinado de forma brutal. Ambos agiram disfarçados durante uma operação sigilosa com o intuito de desmascarar uma quadrilha de traficantes. Durante a ação desastrosa, Kane mata um suspeito e se vê forçado a entregar o distintivo a seu chefe, porém ele prosseguirá investigando por conta própria, principalmente depois que a jornalista Linda Chan (Rosalind Chao), esposa de seu amigo Dave, é assassinada misteriosamente em sua casa. Diante de tais perdas Kane parte numa longa jornada em busca de justiça e vingança.

Linda Chan
  Olho Por Olho traz Steve Carver na direção, que dois anos mais tarde dirigiu Norris no excelente Mcquade - O Lobo solitário (1983). Carver tinha o "faro" certo para filmes de ação, pois o cineasta não perde tempo com excesso de diálogos e explicações exaustivas. Norris teve que "trabalhar duro" nesta aventura, como se pode notar nas várias cenas de luta que preenchem os 96 minutos da produção. Coreografias muito bem encenadas e sem excesso de cortes como infelizmente ocorre nos dias atuais. E também uma ótima trilha sonora com um ritmo contagiante para embalar os melhores momentos da ação.





  Por mais absurdo que seja ver um policial enfrentando diversos bandidos com socos e chutes ao invés de usar uma arma de fogo, na década de oitenta isto é bem aceito, ainda mais que o mito do Karatê está em cena demonstrando suas habilidades marciais e ainda jovem o suficiente para realizar tais feitos. Porém, o filme começa de forma bem séria, com uma boa trama policial e um perfil até realista, mas ao longo da narrativa quando Kane começa a agir em sua busca por vingança, o realismo em questão perde lugar para legitimar as habilidades marciais de Norris. Também é interessante notar que a partir desse filme Norris passou a atuar de maneira mais despojada demonstrando senso de humor, fazendo piadinhas ocasionais, como por exemplo numa cena em que põe um travesseiro atrás da cabeça de um bandido, após nocauteá-lo com vários chutes.


  O roteiro escrito por James Bruner tem argumentos muito interessantes que moldam a trama policial, pois faz um cruzamento do tráfico de drogas dos Estados Unidos com as atividades da Tríade, a lendária máfia chinesa que age secretamente em várias partes do mundo - por isso não é à toa a presença de personagens orientais no filme, como por exemplo o gigantesco segurança interpretado pelo saudoso Toru Tanaka, que  é o capanga do vilão.

    A trama ainda traz Mako, ator bem conhecido na época por participar de produções marcantes tais como Conan, O Bárbaro; Conan, O Destruidor e vários outros. Outras participações especiais são do lendário Cristopher Lee, o eterno Conde Drácula, interpretando o vilão da trama Morgan Canfield, pois Lee é chefão do crime por trás da rede de tráfico de drogas que assola San Francisco - e não deixa de ser hilário dizer que o Drácula quase é estrangulado pelo lendário Norris, um duelo no mínimo célebre, diga-se de passagem. O elenco ainda traz outros nomes conhecidos da época, como o ator Richard Roundtree, que interpretou Shaft nos anos 70, e a atriz Maggie Cooper, conhecida por trabalhos na TV.
Mako em cena com Norris


  A boa mistura de trama policial séria e aventura de artes marciais rendeu um filme rápido com cenas  de ação estonteantes embora um tanto exageradas em certos momentos. Porém a fórmula se repetiria ao longo da década de 80 e também nos anos 90, ou seja, nos tempos áureos do "cinema-de-ação-testosterona", que até então reinou absoluto em Hollywood. Todavia, por mais que o gênero de ação tenha evoluído para o realismo que se vê nas produções atuais, os velhos e bons tempos sobrevivem de maneira implacável nas mentes do público nostálgico.
Trailer



Olho por Olho (An Eye for an Eye; EUA, 1981)

Diretor: Steve Carver




Roteiro:

 James Bruner




Elenco: Chuck Norris, Cristopher Lee, Mako, Rosalind Chao, Richard Roundtree, Maggie Cooper, Professor Toru Tanaka