terça-feira, 1 de março de 2016

faroeste / sobrevivência

O REGRESSO

Filme estrelado pelo agora oscarizado Di Caprio ainda pode ser conferido nas telas do cinema



   Melhor ator, melhor direção e melhor fotografia. Três merecidíssimas vitórias que fazem valer a pena para um grande filme, embora tenha recebido 12 indicações para o Oscar que foi ao ar na noite do último domingo. Dirigido pelo mexicano Alejandro G. Iñarritu, que ano passado ganhou os prêmios de melhor direção e melhor filme (Birdman), O Regresso traz Leonardo Di Caprio num momento muito significativo de sua brilhante carreira, pois agora o talentoso ator finalmente alcançou o devido reconhecimento, embora suas atuações anteriores fossem até melhores que esta, mas o personagem Hugh Glass não é menos digno de levar o ator ao merecido premio, pois a jornada do histórico personagem é razão mais do que suficiente para a repercussão que o filme vem causando nas telas do cinema. 

  Ambientado 1823, The Revenant narra a história verídica de Hugh Glass, um caçador de peles que junto com seus companheiros fazia uma perigosa expedição na região que hoje forma o estado de Dakota do Sul. Durante uma caçada numa densa floresta, Glass é atacado por um feroz urso que o deixa gravemente ferido e à beira da morte. Após receber os cuidados de seus companheiros que fazem de tudo para mantê-lo vivo, o grupo toma a dura decisão de deixar alguém para que cuide de Glass até que ele se recupere ou morra devido ao seu grave estado de saúde, pois a expedição precisa seguir em frente. 

   
  No entanto, o homem que se encarrega de cuidar de Glass não é totalmente confiável e seu temperamento duvidoso o leva a entrar em conflito com Hawk, o filho indígena de Glass, e após matar o rapaz, Fitzgerald, muito bem interpretado  por Tom Hardy abandona Glass com vida e segue viagem a fim de alcançar o grupo. O roteiro escrito por Mark L. Smith e Iñarritu com base no livro homônimo escrito por Michael Pumke traz uma narrativa simples ao apresentar o protagonista e os demais personagens e suas motivações.

Tom Hardy brilha no papel de Fitzgerald, vilão da trama que
lhe rendeu indicação ao oscar de ator coadjuvante

  Entretanto o roteiro do filme é preenchido de alguns elementos fictícios o que o torna um tanto extenso, mas necessário para compor a jornada de Glass nas telas do cinema, afinal na história real não há relatos suficientes para compor a trama de um filme, pois o que se sabe ao certo é que o verdadeiro Hugh Glass de fato sobreviveu arrastando-se pela floresta e se alimentando de plantas e peixes além de enfrentar o rigoroso inverno, e tudo isso num período de dois meses, algo que já é muito inspirador para um livro ou um filme.

O termo Revenant tem significado de regresso,
mas num sentido sobrenatural
  Belamente fotografado por Emmanuel Lubezki  (habitual colaborador do diretor Terrence Mallick) a narrativa de Iñarritu traz planos bem abertos e extendidos principalmente nas cenas de ação quando a camêra passeia entre os personagens mostrando em detalhes tudo o que fazem sem quebra de ritmo de modo que nestas cenas há quase uma ausência de cortes. É notável também a escolha do diretor pelas chamadas lentes grandes angulares que captam toda a extensão do ambiente, o que valoriza a fotografia e confere maior elegância à narrativa, especialmente nos momentos em que Iñarritu retrata a imensidão das árvores durante o percurso dos exploradores, ressaltando de certo modo a pequenez dos personagens diante da natureza que os cerca ou a grandeza dos mesmos quando retratados em contra plongué (de baixo para cima).



    Leonardo de Caprio  pode não estar em um de seus melhores papéis em comparação a sua brilhante galeria de personagens, mas esta pode ser sua mais profunda experiência como ator pois é notável sua total entrega ao inspirador personagem que literalmente enfrenta a fúria da natureza em meio ao inferno branco da neve que o cerca a correnteza de um rio ao fugir do ataque de índios além das terríveis dores das cicatrizes das garras do urso em seu corpo - Di Caprio transmite com intensidade toda a dor e toda mágoa que seu personagem sente em todo o seu ser.

   
 Pontuado com momentos de espiritualidade que sugerem algum tipo de redenção, O Regresso revela-se bem mais do que uma estória de caçada ou vingança, tratando-se de uma profunda jornada  humana e inspiradora, com certeza uma obra prima na filmografia de Gonzales Iñarritu, ao contrário de Birdman, ganhador do Oscar 2015 e que não chega a ser um grande filme. Sem dúvida, um grande épico que merece muito ser visto na tela do cinema. (R.A.)

TRAILER



O Regresso (The Revenant, 2015)

Roteiro: Mark L. Smith, Alejandro Iñarritu

Direção: Alejandro G. Iñarritu

Elenco: Leonardo Di Caprio, Tom Hardy, Domhnall Gleeson, Will Pouter, Melaw Nakehk'o. 



terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

jubileu faroestico

DJANGO

Há 50 anos surgia nas telas do cinema o mais amado pistoleiro do Spaghetti Western


  Em 1966, dos sets de filmagem de algum estúdio italiano estreava nas telas do cinema o personagem que veio a se tornar o mais icônico do gênero western, e em especial do spaguetti western, gênero surgido na Itália. Sob a direção de Sergio Corbucci (1926 - 1990), um promissor cineasta italiano, Django ganhava vida na interpretação do jovem ator Franco Nero, que dali a pouco tempo tornaria-se astro do cinema italiano e de renome internacional como era de se esperar.
   O gênero faroeste, genuinamente norte americano por narrar aventuras ambientadas na época da colonização dos Estados Unidos, conquistou muito a admiração do público italiano. Embora não se saiba bem ao certo o porquê de tal admiração, o gênero ganhou vida própria no cinema italiano nas mãos de hábeis roteiristas e de diretores que produziram uma grande safra de filmes que lotavam as salas de cinema no país da macarronada chegando a conquistar o público do mundo todo.

Sergio Corbucci
   O gênero Spaghetti Western surgiu precisamente com o diretor Sergio Leone, que comandou três filmes de grande sucesso que ficaram conhecidos como a trilogia dos dólares: Por Um Punhado de Dólares (1964), Por Uns Dólares a Mais (1965) e Três Homens em Conflito (1966), todos estrelados por Clint Eastwood, ator norte-americano que mais tarde tornaria-se um dos maiores astros de Hollywood.
  Mas o que isso tem a ver com Django? Tem tudo a ver, pois após o sucesso dos três filmes acima citados, estreava Django, com um visual bastante original e idéias inovadoras que inevitavelmente o tornaram um dos maiores cults do cinema mundial e foi determinante para definir as convenções do spaghetti western. Afinal, como não querer ver o filme de um pistoleiro que se veste de preto, anda a pé e arrasta um caixão?? Impossível não querer conhecer tal personagem e tentar desvendar os mistérios de sua jornada.

O tom sombrio do filme e o perfil misterioso do personagem até então era algo
nunca visto em westerns, mas tonou-se característico nas produções italianas

  Franco Nero, jovem e iniciante ator com apenas 23 anos, teve a ótima idéia de vestir-se de preto para compor seu personagem, pois de certo modo a cor  remete a seu nome Nero que em italiano significa negro, conforme relata o ator nos extras do dvd do filme. Além disso, Nero teve primeiramente a vitória de ser escolhido para o papel, já que foi selecionado entre 8 atores, vários dos quais já eram astros do cinema italiano. 
  Ao salvar a vida de uma mulher indefesa logo no início da narrativa, a jornada de Django começa justamente por ter salvo tal mulher chamada Maria, considerada uma traidora por ter fugido das garras de Major Jackson (Eduardo Fajardo), o homem mais rico da região, dono de terras que oprime sem escrúpulos a população de uma pequena cidade situada próximo à fronteira do México. Jackson é um magnata racista que subjuga mexicanos que aparecem em sua cidade e impõe sua própria lei pelas armas. 
Django salva Maria de um grupo de homens que queriam executá-la
  Entretanto, Maria também é considerada uma traidora pelos mexicanos, pois ela também já esteve do lado deles anteriormente, mas por algum motivo acabou fugindo e passou para o lado do Major Jackson, ou seja, Maria (Loredana Nusciak) é uma mulher em busca de um norte para uma vida segura em meio a uma guerra entre americanos e mexicanos que habitam nas inóspitas proximidades da fronteira. 

Major Jackson



General Hugo
  Ao hospedar-se no saloon da pequena cidade, Django descobre o que ocorre e porque os poucos habitantes vivem sob o domínio do medo, afinal trata-se de uma terra sem lei onde as ordens do Major Jackson imperam sob o local. Ao entrar em confronto com os homens do major em um saloon, Django então coloca-se no fogo cruzado no qual a pequena cidade se encontra, entre a opressão do major e os imigrantes mexicanos.    Embora Django seja a princípio o herói da curiosa trama, dispondo-se a enfrentar sem medo algum os homens de Jackson, mais adiante entre  o segundo e terceiro ato do filme ele revela-se um anti-herói já que após roubar uma grande quantia em ouro junto a um bando de mexicanos cujo líder, general Hugo (José Bodalo), que ele conhece de longa data, o misterioso pistoleiro arma um engenhoso plano para enganar os mexicanos e fugir sozinho com o precioso carregamento.
  Como se pode notar, o filme segue idéias semelhantes aos filmes de Sergio Leone estrelados por Eastwood cujos personagens não eram tão exemplares como heróis, e agiam por interesse próprio manipulando todos ao seu redor. O enredo que permeia tanto os filmes de Leone quanto o filme de Corbucci é originário do filme japônes Yojimbo (1963), obra de Akira Kurosawa que narra a estória de um samurai que chega a uma pequena cidade dominada por duas quadrilhas rivais e consegue jogar uma contra a outra para que ambas se destruam - reza a lenda que ambos os Sergios eram fãs da obra de Kurosawa e após ingressarem no cinema como diretores, cada um teve a idéia de fazer sua própria versão do filme nipônico, porém versões estas não autorizadas pelos produtores japoneses de modo que rendeu processo judicial na época. 

Por décadas o filme foi proibido nos cinemas do Reino Unido
devido ao excesso de violência
  Emoldurado por inúmeras qualidades, Django parecia mesmo predestinado a torna-se um grande sucesso do cinema italiano e um dos maiores ícones da cultura pop, a começar por Franco Nero que ao ser escolhido pelos produtores Manolo Bolognini e Franco Rosselini, tornou-se astro precoce, algo que foi muito surpreendente já que famosos astros da época como o norte-americano Mark Damon e o espanhol Peter Martel também estavam cogitados para interpretar o pistoleiro.

  Dentre as surpresas do roteiro, a mais óbvia e marcante é o que Django carregava dentro do caixão que ele arrastava por caminhos lamacentos em boa parte do filme - ao abrir a tampa num momento que precede um violento tiroteio, o misterioso pistoleiro retira de dentro uma pesada metralhadora para então confrontar o exercito de assassinos enviado pelo Major Jackson, e em menos de 1 minuto Django derruba todos os homens do major sob as rajadas de sua potente metralhadora, uma maravilha da tecnologia então recente da época retratada.


   Nota-se que a produção obviamente teve um orçamento pequeno sendo que basicamente a cidade "fantasma" parece ser o único cenário construído para o filme. Contudo, Corbucci soube casar muito bem os poucos recursos de que dispunha com idéias originais  para compor sua "pequena" obra prima do spaghetti western. Além do mais, Django possivelmente tem a mais inesquecível canção tema já feita para um filme do gênero - belamente composta por Luis Bacalov e interpretada por Roberto Fia na versão original italiana. Porém, fora da Itália a música ficou mais conhecida na voz de Rocky Roberts na versão cantada em inglês.

O duelo no cemitério, cena que encerra o filme é uma das mais originais do
spaghetti western, pois Django com as mãos feridas e quebradas duela com 6 algozes
   Django conquistou legiões de fãs no mundo todo e seu grande sucesso deu origem a inúmeros filmes que tentaram em vão repetir o sucesso, mas com outros atores e roteiros absurdos que não tinham nada a ver com a idéia original concebida por Sergio Corbucci e Bruno Corbucci. Obviamente o fã mais ilustre do pistoleiro é o cineasta norte-americano Quentin Tarantino que amante confesso de spaghetti westerns prestou bela homenagem ao personagem no sucesso Django Livre (2013) convidando Franco Nero numa divertida participação.
  O filme de Corbucci nunca teve uma refilmagem, mas teve uma sequência oficial em 1987 intitulada Django, A volta do vingador, novamente estrelado por Franco Nero, mas dirigido por Nello Rossati - porém, muito distante da idéia original e com roteiro um tanto inferior. Sem dúvida só o filme original de Corbucci permaneceu insuperável e sobrevive seguramente como um dos maiores faroestes de todos os tempos. (R.A.)


Música tema na voz de Roberto Fia



Na voz de Rocky Roberts


TRAILER



Django (Itália, 1966)

Roteiro: Sergio Corbucci, Bruno Corbucci, Franco Rosseti, Jose Gutierrez Maesso, Piero Vivarelli

Direção:

Elenco: Franco Nero, Loredana Nusciak, Eduardo Fajardo, Jose Bodalo, Angel Alvarez

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

+ opção

Novos tempos digitais

O que há para ver no Netflix?



  Nos atuais tempos modernos em que a televisão aberta já não é a mesma de décadas atrás e a até a TV por assinatura faz o que pode para sobreviver por mais que tenha se expandido ao longo da história desde o seu surgimento, o modo de assistir filmes na atualidade também não é mais o mesmo. Embora o público ainda lote as salas de cinema, principalmente para apreciar blockbusters nas telas gigantes, muitas pessoas vem apreciando seus filmes preferidos cada vez mais nos formatos digitais que vão além do dvd e do blu ray. 
  Os chamados serviços streaming que disponibilizam um grande acervo de filmes, programas e seriados é a grande revolução do momento, de modo que mediante assinatura o cliente pode assistir seus filmes preferidos na Smart TV, na tela do computador ou nos tablets e também smatphones, ou seja, "pode assistir quando e onde quiser" como bem diz a tagline de propaganda da Netflix, o mais conhecido serviço deste segmento. 


Reed Hastings
   Fundada nos Estados Unidos em 1997 por Reed Hastings e Marc Randolph, a empresa inicialmente prestava serviço de entregas de DVD´s pelo correio e somente a partir de 2007 é que começou suas atividades em streaming (serviço de transmissão multimídia via transferência de dados) e de 2010 em adiante passou a expandir suas atividades por todo o mundo de modo que hoje atende mais de 190 países que tem acesso a plataforma de seus serviços e já contabiliza mais de 75 milhões de assinantes. 
  Contando com um acervo de milhares de filmes, a Netflix disponibiliza diversos títulos entre todos os gêneros desde grandes clássicos do cinema até sucessos recentes, além de seriados que são disponibilizados na íntegra, e inclusive produções próprias da Netflix que já ganharam popularidade junto ao público aficcionado como por exemplo o seriado House of Cards, iniciado em 2013 e que já esta na terceira temporada, ou também as séries do Demolidor (leia aqui) e Jéssica Jones, iniciadas ano passado, ambas com 13 episódios disponíveis. Para que o leitor tenha uma visão melhor detalhada, segue abaixo uma relação do ótimo acervo oferecido pela Netflix.

Clássicos do cinema

    Desde alguns westerns estrelados por John Wayne aos suspenses de Hitchcock, o público pode encontrar uma rica variedade de filmes que fizeram a história do cinema, alguns dos quais, para colecionadores são até difíceis de encontrar em DVD ou Blu Ray e hoje são muito raros de serem transmitidos na TV aberta. 

    Rio Vermelho (1948)  e O Homem que Matou o Fascínora são exemplos de filmes para se ver na TV aberta ou em canais pagos e embora a Netflix ainda não tenha um grande acervo de westerns, é um enorme prazer para qualquer cinéfilo nostálgico encontrar facilmente na plataforma streaming obras como Era Uma Vez no Oeste (1968) de Sergio Leone ou Sete Homens e um Destino (1960) estrelado por um time de mitos como Yul Briner, Charles Bronson e Steve McQueen. 



 Os fãs de suspense também podem se surpreender ao encontrar alguns clássicos do mestre Alfred Hitchcock, como Psicose (1960) ou Janela Indiscreta (1954), embora a coleção inteira do lendário cineasta pode ser facilmente encontrada em DVD ou Blu-Ray. Jovens clássicos do suspense como O Silencio dos Inocentes (1991) e Tubarão (1975) também já se encontram no acervo atualmente.



Seriados

  Vários seriados encontram-se disponíveis na plataforma, como o já citado Demolidor  e também Jéssica Jones, ambos adaptações das histórias em quadrinhos da Marvel e produzidos em parceria com a Netflix. Diversos seriados já conhecidos na TV aberta ou na TV fechada como Supernatural, o cultuadíssimo The Walking Dead e o já finalizado House podem ser apreciados ao passo de um clique.




  Além do já citado House of Cards, há alguns outros seriados de gêneros variados produzidos pela Netflix que já alcançam bastante popularidade junto ao público como o épico Marco Polo, a ficção científica 8 Sense, o terror Hemlock Grove  e o recente Narcos, estrelado por Wagner Moura, só para citar alguns exemplos.




 Documentários

 Para quem não é muito ligado em filmes há também documentários, muitos dos quais são exibidos na TV por assinatura como o recente, mas já popular Cosmos que trata de assuntos relacionados a teorias e descobertas científicas. Apresentando pelo astrofísico Neil deGrasse Tyson, o programa é uma continuação de outro documentário homônimo que na década de 1980 era apresentando pelo renomado físico Carl Sagan.



Dica útil
  Para facilitar um pouco mais a busca por gêneros um pouco mais específicos sem ter que ficar procurando muito, basta utilizar códigos que dão acesso mais rápido de acordo com o gosto do cinéfilo. Se por exemplo, a busca for por filmes de ação asiáticos, basta digitar um código numérico na barra de endereço do navegador: http://www.netflix.com/browse/genre/77232, ou seja o código é a numeração que deve ser inserida conforme o exemplo acima. Segue abaixo uma lista de vários códigos que facilitam a busca de acordo com o gosto do público. (R.A.)
  1. Ação e aventura (1365)
  2. Filmes de ação asiáticos (77232)
  3. Clássicos de ação e aventura (46576)
  4. Comédias de ação (43040)
  5. Ação e aventura sobre espionagem (10702)
  6. Ação e aventura sobre crimes (9584)
  7. Filmes sobre artes marciais (8985)
  8. Anime (7424)
  9. Animações para adultos (11881)
  10. Animes de ação(2653)
  11. Animes de ficção científica (2729)
  12. Filmes para a família e crianças (783)
  13. Disney (67673)
  14. Filmes Noir (7687)
  15. Clássicos de guerra (48744)
  16. Épicos (52858)
  17. Comédias de fim de noite (1402)
  18. Pseudodocumentários(26)
  19. Sátiras(4922)
  20. Comédias românticas (5475)
  21. Comedias pastelão (10256)
  22. Filmes Cult (7627)
  23. Clássicos do cinema de arte (29764)
  24. Filmes estrangeiros de ação e aventura (11828)
  25. Clássicos estrangeiros (32473)
  26. Comédias estrangeiras (4426)
  27. Filmes africanos (3761)
  28. Filmes da Nova Zelândia (63782)
  29. Animais ferozes (6895)
  30. Terror sobre mar aberto (45028)
Fique atento: uma boa dica é salvar os códigos, uma vez que a página que os oferece está instável, o que significa que ela pode sair do ar a qualquer momento.

Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/noticia/codigos-secretos-abrem-categorias-especificas-da-netflix/54247

  

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

novela filmada



OS 10 MANDAMENTOS

Filme adaptado de novela televisiva leva multidões aos cinemas embora tenha sérios problemas




  Grande sucesso de público na TV, a novela Os 10 Mandamentos trouxe algo de inovador ao universo das telenovelas brasileiras, pois é a primeira novela bíblica, algo que provavelmente a Tv Record já estava planejando há algum tempo haja vista as minisséries religiosas que a emissora produziu alguns anos atrás, as quais tem sido reprisadas ultimamente como Rei Davi e José do Egito. Escrita por Vívian de Oliveira e dirigida por Alexandre Avancini, a produção investiu pesadamente em grandes cenários, figurino e efeitos visuais de ponta para a recriação da famosa história bíblica de Moisés, o último grande profeta hebreu que libertou seu povo da opressão do império egípcio. 
  Contando com um extenso elenco, a telenovela descreveu com muita precisão ao longo de seus 176 capítulos a origem de Moisés, a história do sofrido povo hebreu, o domínio do império egípcio e a jornada de Moisés para libertar seu povo e conduzí-los rumo à terra prometida. Entretanto, não se vê nas telas do cinema uma descrição tão detalhada quanto no folhetim televisivo, e infelizmente o tão esperado filme bíblico traz sérios problemas narrativos.
   Embora tenha boa premissa com Josué (Sidney Sampaio) contando a história de Moisés para várias pessoas ao redor de uma fogueira, o roteiro narra com certa precisão a origem do protagonista desde o seu nascimento como hebreu, sua criação no Egito como um príncipe e sua jornada como o profeta. E os problemas do longa-metragem começam na metade da projeção, quando Moisés retorna ao Egito e se encontra com o faraó Ramsés a quem ele tinha como irmão antes de fugir do Egito na época em que ambos eram príncipes. 


  A narrativa do filme simplesmente atropela tudo o que foi concebido pela telenovela ao longo de seus mais de cem capítulos de modo que ignora completamente a morte de Seti (José Carlos Machado), primeiro faraó e pai de Ramsés e também as histórias de vários personagens que tiveram certa relevância na trama televisiva.

  Isso sem contar que Ramsés quase não teve tempo de respirar para que se tornasse o grande vilão da trama, já que logo após o retorno de Moisés uma série de acontecimentos foram jogados na tela numa espécie de flashback dos melhores momentos da novela desde as 10 pragas que Deus lançou no Egito até a travessia do povo hebreu pelo mar, uma narrativa muito apressada que tudo pareceu um mero pretexto para mostrar de uma só vez a magia dos belos efeitos visuais da produção.

Resultado de imagem para os 10 mandamentos novela abertura do mar



   Contudo, o que se salva do filme é o que já se viu na Tv nas boa interpretações de Guilherme Winter, ótima escolha para interpretar Moisés, Sergio Marone como Ramsés, Giselle Itiê como Zípora embora no filme tenha aparecido pouco, além de alguns outros atores que tiveram desempenho cênico melhor retratado no folhetim televiso. Duas horas é um tempo precioso, mas muito pouco para transformar uma novela em filme, por mais cinematográfica que seja. Enfim, fica a dica de que certas produções ficam melhores em seu formato original caso não sejam bem adaptadas ou neste caso bem editadas para o cinema. (R.A)

TRAILER









Os Dez Mandamentos (Brasil, 2016)

Roteiro: Vívian Oliveira

Direção: Alexandre Avancini

Elenco: Guilherme Winter, Sergio Marone, Jose Carlos Machado, Giselle Itiê, Paulo Gorgulho, Sidney Sampaio, Samara Felipo


    

sábado, 30 de janeiro de 2016

thriller faroestico

OS 8 ODIADOS

Oitavo filme de Tarantino possui mais de 8 razões para ser visto nas telas do cinema





 Kurt Russell, Samuel L. Jackson, Jennifer Jason Leigh, Walton Goggins, Bruce Dern, Demian Bichir, Michael Madsen e Tim Roth... cada nome deste seleto elenco de atores é motivo mais do que suficiente para assistir Os 8 odiados (The Hatefull Eight), a nova obra prima de Tarantino que estreou no final de dezembro e ainda está em cartaz nos cinemas de todo o país. Com quase 3 horas de duração o novo western autoral de Quentin Tarantino segue uma linha diferente de Django Livre, já que não é um filme ação constante e recheado de explosões como o anterior.
  Com um cenário muito básico representando por uma cabana que na verdade é uma espécie de cantina localizada num lugar isolado que é ponto de passagem de viajantes, a trama tem início em meio a paisagens completamente cobertas por neve e uma diligencia trazendo em seu interior John Ruth mais conhecido como "o carrasco" e Daisy Domergue, ambos interpretados por Kurt Russel e Jennifer J. Leigh, de modo que Ruth é um caçador de recompensas levando Domergue acorrentada para que seja enforcada, pois esta é uma criminosa muito procurada, cuja recompensa tem um alto valor.

 No trajeto que mais parece um inferno branco, logo em seguida sobe na diligência Marquis Warren, outro caçador de recompensas interpretado por Samuel Jackson e um pouco mais adiante também sobe Chris Mannix, um sujeito meio engraçado que se diz xerife, também com boa interpretação de Walton Goggins. Com uma forte nevasca que vai crescendo aos poucos, o pequeno grupo de viajantes é obrigado a parar em alguma estalagem próxima para não correrem o risco de morrerem congelados, e a estalagem é tal cabana, o único cenário realmente montado para o filme.
   Dentro da cabana a trama se desenrola aos poucos e ao longo da extensa narrativa o clima vai "esquentando" entre os 4 viajantes e outros 4 que já se encontravam no interior do local já que os segredos e motivações de cada um começam a ser revelados em meio a várias argumentações que geram pequenos incidentes e que logo adiante culminará num banho de sangue - visualmente o maior contraponto à brancura congelante do lado de fora da cabana.


   Se Tarantino queria contar uma estória em tom claustrofóbico, conseguiu realizar seu intento com muita eficácia, pois The Hatefull Eight remete precisamente à grandes thrillers psicológicos que fizeram história no cinema como Festim Diabólico (1948), do mestre Hitchcock  ou 12 Homens e uma Sentença (1957), de Sidney Lumet. O clima opressor da cabana cercada pela neve também remete ao cult de ficção científica e terror O Enigma do Outro Mundo (1982), não por acaso estrelado por Kurt Russell.



   Além da fotografia primorosa de Robert Richardson retratada originalmente em 70 mm, o notável elenco de atores não deixa nada a desejar encabeçado por Kurt Russell num de seus melhores papéis, Samuel Jackson sempre surpreendente, Jennifer Jason Leigh simplesmente na melhor interpretação de sua carreira e já indicada ao Oscar 2016 de atriz coadjuvante; Walton Goggins brilhante e roubando cenas;  Bruce Dern, Tim Roth Michael Madsen e Demian Bichir em papéis menores mas não menos brilhantes completam o time tarantinesco.


   Não poderia faltar a trilha sonora de Enio Morricone, o maior mito para compor trilhas para westerns. Além da indicação de melhor atriz coadjuvante, a música do mestre Morricone e a fotografia de Richardson também receberam merecidas indicações ao Oscar. Os odiados são apenas 8... mas as razões para assistir o filme de Tarantino no cinema são inúmeras. (R.A.)

TRAILER


The Hatefull Eight (2015)

Roteiro e direção: Quentin Tarantino

Elenco: Kurt Russell, Samuel L. Jackson, Jennifer Jason Leigh, Walton Goggins, Bruce Dern, Demian Bichir, Michael Madsen e Tim Roth


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

hiper dica

Último filme de 007 já se encontra disponível para pré venda em blu ray e dvd



  Um dos sucessos no cinema em 2015, 007 Contra Spectre  já pode ser adquirido em pré venda em algumas lojas virtuais. O 24º filme do lendário agente secreto encerrou o ótimo arco de estórias iniciado em Casino Royale. O diretor Sam Mendes que comandou Operação Skyfall, fez em Spectre um encerramento digno para o personagem que pela primeira vez na história da franquia estrelou uma saga que explora suas origens de modo que o personagem ganhou um perfil mais humanizado na ótima interpretação de Daniel Craig que certamente deixará saudades nos fãs caso ele não retorne ao papel conforme foi anunciado quando Spectre estreou nos cinemas. Agora é uma excelente oportunidade para ver ou rever os quatro filmes de James Bond em dvd ou blu ray. Resta saber quando sairá um box exclusivo com a saga agora completa do espião. 









sábado, 16 de janeiro de 2016

retrospectiva

OS MELHORES DE 2015

Uma breve revisão de como foi o desempenho do cinema 

no ano passado

   O ano de 2015 não foi tão prolífico em termos de quantidade de grandes filmes no cinema em relação aos anos anteriores, mas em termos de idéias trouxe algumas boas surpresas que merecem ser relembradas e revistas, algumas das quais já estavam predestinadas a marcar a história do cinema como Mad Max: Estrada da Fúria e o esperadíssimo Star Wars: O Despertar da Força. Para ter uma visão geral, vamos relembrar neste singelo post as produções que brilharam no decorrer do ano anterior.


Mad Max: Estrada da Fúria

 Em maio do ano passado as platéias do mundo todo foram surpreendidas com o reboot da franquia australiana  Mad Max, cujo filme comandado novamente por George Miller trouxe Tom Hardy na pele de Max Rockatansky e Charlize Theron no papel de Imperatriz Furiosa. O espetáculo visual trazia todos os elementos já vistos na trilogia encerrada 30 anos atrás, mas com estética superior e uma fotografia primorosa que encheu os olhos do público e da crítica especializada, encantou os fãs mais nostálgicos e conquistou novas gerações. Ao término de 2015 foi aclamado pela OFC Awards o melhor filme do ano e já esta concorrendo a 10 premios para o Oscar 2016.



Sniper Americano

  Dirigido por Clint Eastwood e adaptado do livro biográfico de mesmo nome, o drama de guerra Sniper Americano, que teve estréia em fevereiro de 2015 fez um retrato humano e ao mesmo heróico de Chris Kyle, atirador de elite que com sua mira infalível protegeu seus colegas de tropa em várias ocasiões durante a intervenção americana na guerra do Iraque. Kyle, muito bem interpretado por Bradley Cooper, é considerado o atirador mais letal da história dos Estados Unidos com 160 mortes confirmadas segundo dados do Pentágono. A habilidade de Eastwood em contar boas histórias rendeu um de seus melhores filmes e possivelmente a maior bilheteria dos filmes dirigidos por ele de modo que arrecadou 300 milhões de dólares só nos cinemas norte-americanos.


Star Wars: O Despertar da Força

  O grande sucesso do momento que teve estréia no final de dezembro é um grande presente para a imensa legião de fãs da franquia mais cultuada de todos os tempos. J.J. Abrahms, criador da série de TV Lost e diretor dos reboots de Star Trek, foi a escolha mas do que certa para assumir o comando do sétimo capítulo de Star Wars após George Lucas vender os direitos de sua poderosa franquia para os estúdios Disney. O já cultuado filme vem liderando bilheterias ao redor do mundo e atraindo fãs de várias gerações às salas de cinema e ao que parece no que depender de Abrahms a "força" terá vida longa nas telas do cinema.


007 Contra Spectre

  O 24º da franquia 007 que foi aos cinemas em novembro de 2015 não chegou a repetir o grande sucesso de Operação Skyfall, mas causou certa polêmica entre os fãs mais nostálgicos do agente secreto que esperavam uma aventura com mais ação e uma possível continuidade de Daniel Craig no papel. Ainda assim o filme comandado por Sam Mendes revelou-se um dos melhores do ano mantendo a boa qualidade das aventuras do espião, embora muitos fãs tenham torcido o nariz para o final um tanto inesperado da saga estrelada por Craig. E merecidamente Writings On The Wall, a musica tema interpretada por Sam Smith está indicada ao Oscar de melhor canção.



Vingadores: Era de Ultron

  Exibida nos cinemas em abril a aguardadíssima sequência de Vingadores trouxe ótimas surpresas revelando-se superior ao primeiro filme. Com mais personagens carismáticos como o andróide Visão, a Feiticeira Escarlarte e Mercúrio e o assustador vilão robótico Ultron, o longa não decepcionou os fãs que obviamente lotaram as salas de cinema, principalmente para ver o confronto entre Homem de Ferro e Hulk mostrado exaustivamente nos trailers meses antes. Entretanto, apesar do sucesso o filme não foi a grande bilheteria do ano, perdendo em números para Velozes 7 e Jurassic World. Ainda assim, Vingadores: Era de Ultron revelou-se muito satisfatório em seu desempenho.


Jurassic World
  
 O grande sucesso de 2015 em termos de bilheteria sem dúvida foi Jurassic World, estrelado por Crhis Pratt e Bryce Dallas Howard e dirigido por Collin Trevorrow, o filme trata-se de um reboot da franquia iniciada por Spielberg há mais de 20 anos. Estreado em junho nos cinemas, os dinossauros concebidos por engenharia genética do novo Jurassic levou multidões ao cinema tornando-se a 3º maior bilheteria da história do cinema, posto ocupado há pouco tempo por Velozes 7 alguns meses antes. Pelo visto, Jurassic World marca o início de uma nova e surpreendente saga. 


Victor Frankenstein

 Um dos melhores filmes do ano foi infelizmente o mais esnobado nas bilheterias, já que teve um mal desempenho na estréia e no restante do mês de novembro. Victor Frankenstein, estrelado por James McAvoy e co-estrelado por Daniel Radcliffe é uma das melhores senão a melhor versão adaptada do famoso livro Frankenstein, escrito por Mary Shelley em 1818. Esta nova versão dirigida por Paul McGuigan traz um enredo repleto de suspense e ação numa trama de investigação, algo que ainda pode agradar o público que não viu o filme nos cinemas, já que a produção tem todos os ingredientes necessários para torna-se um novo cult.