sábado, 20 de agosto de 2016
super dica
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
spaghetti western
KEOMA
Há 40 anos estreava um clássico do western italiano estrelado por Franco Nero
Em 1976 estreava nos cinemas italianos um dos melhores filmes estrelados por Franco Nero: Keoma. O ator que dez anos antes interpretara Django, estava de vola em mais um personagem icônico e por sinal num western atípico, muito diferente dos westerns hollywoodianos, ou seja, um típico spaguetti western, gênero que então já estava enraizado no imaginário das platéias graças aos grandes filmes que brilharam a partir da metade da década de 1960 como Três Homens em Conflito (1966), Era Uma Vez No Oeste (1968) e outros, os quais inauguraram o gênero italiano de faroestes.
Dirigido e roteirizado por Enzo G. Castellari a trama do filme tem sua ambientação no oeste pós Guerra Civil norte-americana e é interessante notar como esse evento foi um tema muito recorrente nos westerns de um modo geral dada a importância fundamental desse período histórico que foi determinante para o desenvolvimento sócio-político dos Estados Unidos como um todo.
Keoma, um mestiço (meio índio, meio branco) e destemido pistoleiro após o final da guerra civil resolve retornar para sua cidade natal em busca de um novo norte para sua vida. O roteiro de Castellari tem uma premissa muito parecida com Django, já que no início da trama Keoma salva uma mulher chamada Lisa, aprisionada por um bando de malfeitores que pretendiam executá-la, sob alegação de que a mesma é portadora de uma peste, uma doença fatal que se abatera sobre uma cidade e outros prisioneiros também estavam condenados a morrer sob tal acusação.
Entretanto o filme assemelha-se a Django apenas nessa idéia central, mas os rumos de Keoma são bem diferentes já que o mestiço retorna à cidade para visitar seu pai, o velho Shannon interpretado por Willian Berger e confrontar uma antiga richa familiar com seus meio-irmãos, Butch (Orso Maria Guerrini), Lenny (Antonio Marsina) e Sam (John Loffredo). Os planos de Keoma para viver uma vida pacífica falham totalmente de modo que o mestiço coloca-se num fogo cruzado para proteger Lisa (Olga Karlatos) e proteger a população da cidade que encontra-se sob a ameaça do bando do Capitão Caldwell (Donald O´Brian), um tirano que dominou completamente a cidade controlando a entrada de carregamento de remédios, único meio de tratamento para a tal doença que assola o local.
Produzido por Manolo Bolognini, mesmo produtor de Django, o filme de Castellari traz uma produção bem mais apurada em termos de cenário e também de figurino a começar pelas vestimentas de Keoma que reforçam suas raízes indígenas tanto quanto sua criação urbana. A narrativa de Castellari é envolvente e muito primorosa chegando a render momentos de contemplação não apenas pela ação retratada numa câmera lenta que beira a perfeição, mas também pelo modo como retrata os atores cujas interpretações são o grande alicerce desta obra.
Franco Nero brilha como sempre conferindo força e energia necessária ao seu personagem como poucos atores conseguem realmente fazer, principalmente devido ao seu olhar altamente expressivo demonstrando que parece ter nascido para interpretar personagens que possuem uma força interior sobre-humana parecendo torná-los maiores que a vida. O elenco também conta com a presença do grande ator norte-americano Woddy Strode como o gigante negro George e ator austríaco Willian Berger no papel de William Shannon.
O roteiro traz profundas metáforas sobre a vida e a morte representadas na figura de uma velha bruxa que parece ser onipresente, pois só o mestiço a vê em certos momentos, enquanto que Lisa, a mulher salva por Keoma no início do filme parece representar a vida, já que traz uma criança em seu ventre e pode dar à luz a qualquer momento. Dentre as inúmeras qualidades, a narrativa é embalada pela excelente trilha sonora interpretada pela dupla Sibyl & Guy.
Conta-se que Keoma é um dos últimos spaguetti western, pois o ciclo de filmes do então gênero italiano de faroeste já estava chegando ao fim bem como o western de Hollywood também já vinha se desgastando e rendendo cada vez menos produções de modo que o western americano caminhava para um fim definitivo que se daria no início dos anos 80. É lamentável que Keoma não tornou-se um ícone como Django, embora teve sucesso no cinemas e fora reprisado inúmeras vezes na Tv aberta. Entretanto, se o filme de Castellari é mesmo o último representante do spaguetti western não é nada difícil concluir o porquê. Simplesmente uma obra prima. (R.A.)

Keoma (1976, Itália)
Direção e roteiro: Enzo G. Castellari
Elenco: Franco Nero, Olga Karlatos, William Berger, Woddy Strode,
Donald O´Brian, Orso Maria Guerrini, Antonio Marsina, John Loffredo
Dirigido e roteirizado por Enzo G. Castellari a trama do filme tem sua ambientação no oeste pós Guerra Civil norte-americana e é interessante notar como esse evento foi um tema muito recorrente nos westerns de um modo geral dada a importância fundamental desse período histórico que foi determinante para o desenvolvimento sócio-político dos Estados Unidos como um todo.
Keoma, um mestiço (meio índio, meio branco) e destemido pistoleiro após o final da guerra civil resolve retornar para sua cidade natal em busca de um novo norte para sua vida. O roteiro de Castellari tem uma premissa muito parecida com Django, já que no início da trama Keoma salva uma mulher chamada Lisa, aprisionada por um bando de malfeitores que pretendiam executá-la, sob alegação de que a mesma é portadora de uma peste, uma doença fatal que se abatera sobre uma cidade e outros prisioneiros também estavam condenados a morrer sob tal acusação.
| Capitão Caldwell |
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| Os irmãos Shannon |
Franco Nero brilha como sempre conferindo força e energia necessária ao seu personagem como poucos atores conseguem realmente fazer, principalmente devido ao seu olhar altamente expressivo demonstrando que parece ter nascido para interpretar personagens que possuem uma força interior sobre-humana parecendo torná-los maiores que a vida. O elenco também conta com a presença do grande ator norte-americano Woddy Strode como o gigante negro George e ator austríaco Willian Berger no papel de William Shannon.

| Lisa, interpretada pela atriz grega Olga Karlatos |
O roteiro traz profundas metáforas sobre a vida e a morte representadas na figura de uma velha bruxa que parece ser onipresente, pois só o mestiço a vê em certos momentos, enquanto que Lisa, a mulher salva por Keoma no início do filme parece representar a vida, já que traz uma criança em seu ventre e pode dar à luz a qualquer momento. Dentre as inúmeras qualidades, a narrativa é embalada pela excelente trilha sonora interpretada pela dupla Sibyl & Guy.
Conta-se que Keoma é um dos últimos spaguetti western, pois o ciclo de filmes do então gênero italiano de faroeste já estava chegando ao fim bem como o western de Hollywood também já vinha se desgastando e rendendo cada vez menos produções de modo que o western americano caminhava para um fim definitivo que se daria no início dos anos 80. É lamentável que Keoma não tornou-se um ícone como Django, embora teve sucesso no cinemas e fora reprisado inúmeras vezes na Tv aberta. Entretanto, se o filme de Castellari é mesmo o último representante do spaguetti western não é nada difícil concluir o porquê. Simplesmente uma obra prima. (R.A.)
TRAILER
Keoma (1976, Itália)
Direção e roteiro: Enzo G. Castellari
Elenco: Franco Nero, Olga Karlatos, William Berger, Woddy Strode,
Donald O´Brian, Orso Maria Guerrini, Antonio Marsina, John Loffredo
sábado, 6 de agosto de 2016
prévia
Capitão América: Guerra Civil já está disponível para pré-venda em dvd e blu-ray
O maior sucesso da Marvel Estúdios este ano nos cinemas acaba de ser anunciado para pré-venda nos formatos digitais. O terceiro capítulo de Capitão América, sub-intitulado Guerra Civil já pode ser conferido por aqueles que não viram o filme nos cinemas ou pelos fãs que querem rever este que vem sendo considerado o melhor filme de super-heróis da lendária editora de HQ´s adaptado para o cinema. Comando pelos irmãos Joe e Anthony Russo, o roteiro dá continuidade aos eventos de Capitão América: Soldado Invernal e Vingadores: Era de Ultron.
TRAILER
domingo, 31 de julho de 2016
ação selvagem
A LENDA DE TARZAN
O "homem macaco" ganha um reboot nas telas do cinema
à altura de seu legado
Um dos maiores personagens literários e herói cinematográfico finalmente retorna às telas do cinema em uma de sua melhores adaptações em décadas. O personagem criado pelo escritor norte-americano Edgar Rice Burroughs já estrelou aproximadamente cerca de 200 filmes nas telas do cinema ao longo do século XX, além de uma série de Tv na década de 1960, uma série animada na década de 80 e uma produção da Disney em 1999, provavelmente Tarzan é o personagem que mais ganhou adaptações na história do cinema.
Comandado por David Yates, mesmo diretor dos últimos quatros da franquia Harry Potter e roteirizado por Adam Cozad e Craig Brewer, A Lenda de Tarzan (The legend of Tarzan) é possívelmente o filme que melhor explora a origem do personagem, tanto quanto Greystoke: a lenda de Tarzan (1984), embora The Legend of Tarzan conte a origem de modo fragmentado, algo que funciona muito bem já que flashbacks inesperados dão mais ritmo à narrativa e a torna mais envolvente.
O ator Alexander Skarsgard encarna o filho das selvas com muita eficácia e naturalidade e embora apresente um físico um tanto definido, já que o ator malhou muito para o papel, sua musculatura não chega a parecer artificial, e o público pode subentender que seu físico foi desenvolvido por ele ter sido criado na selva em meio a uma família de gorilas adquirindo os hábitos dos animais. A interpretação de Skarsgard não é apenas correta, mas também notável ao compor um Tarzan que aparenta um olhar meio triste ou cansado e uma postura levemente curvada ressaltando sua origem primitiva.
Notável também é a cultura formal do personagem que na Inglaterra assume seu nome de batismo, John Clayton, filho de aristocratas e por direito lorde de Greystoke. Em outras palavras, Tarzan é a perfeita personificação da teoria do "bom selvagem", do filósofo Rosseau. Além do astro principal, a produção traz um elenco de primeira linha com Samuel L. Jackson como George Washington Williams, Christoph Waltz como Leom Rom, o ardiloso vilão da trama, Djimon Honsou como o chefe tribal Mbonga e a linda Margot Robie como a corajosa Jane.
Na trama, John Clayton retorna ao Congo para servir como emissário do parlamento britânico atendendo a um pedido do Rei Leopoldo da Bélgica. O ex-soldado norte-americano Goeroge W. Williams pede a ajuda de Tarzan para provar que o monarca escraviza os nativos do Congo, mas o que ambos não imaginam é que a tal visita é uma armadilha comandada pelo cruel Leom Rom (Waltz), que pretende entregar Tarzan a uma tribo inimiga em troca de diamantes.
David Yates demonstra certa habilidade para compor cenas de ação e embora sejam bem rápidas não chegam a soar confusas, bem como é notável o talento do cineasta para contar estórias que mesclam realismo e fantasia de modo crível - e o realismo em questão nota-se claramente na força do personagem ao enfrentar vários adversários num vagão de trem ou sua fragilidade diante da força de um gorila, o qual obviamente não pode ser derrotado, por mais forte que Tarzan seja.
Contando com grandes cenários e perfeita reconstituição de época a produção no entanto peca pelo excesso de paisagens digitais, algo que compromete seriamente a fotografia por mais belas que sejam tais imagens, já que normalmente o que se espera de um filme do Tarzan são imagens reais que exibam todo o esplendor de florestas e lugares reais ao invés de selvas montadas em CGI. Por outro lado, os animais digitais nunca chegam a soar artificiais e impressionam pela naturalidade de seus olhares e movimentos, tanto quanto é impressionante a interação de Tarzan com todos eles.
O longa não chegou a surpreender em sua estréia e não tem atraído muito público ao cinemas já que o personagem não parece ser muito atraente para o público dos dias atuais, (mal) acostumados com filmes de super-heróis e coisas do tipo. De qualquer modo, o Rei das selvas está de volta e seu legado merece ser respeitado e redescoberto pelas novas gerações. (R.A.)
Comandado por David Yates, mesmo diretor dos últimos quatros da franquia Harry Potter e roteirizado por Adam Cozad e Craig Brewer, A Lenda de Tarzan (The legend of Tarzan) é possívelmente o filme que melhor explora a origem do personagem, tanto quanto Greystoke: a lenda de Tarzan (1984), embora The Legend of Tarzan conte a origem de modo fragmentado, algo que funciona muito bem já que flashbacks inesperados dão mais ritmo à narrativa e a torna mais envolvente.
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| A primeira estória publicada intitulada Tarzan, o rei da selva, data de 1912 |
Na trama, John Clayton retorna ao Congo para servir como emissário do parlamento britânico atendendo a um pedido do Rei Leopoldo da Bélgica. O ex-soldado norte-americano Goeroge W. Williams pede a ajuda de Tarzan para provar que o monarca escraviza os nativos do Congo, mas o que ambos não imaginam é que a tal visita é uma armadilha comandada pelo cruel Leom Rom (Waltz), que pretende entregar Tarzan a uma tribo inimiga em troca de diamantes.
David Yates demonstra certa habilidade para compor cenas de ação e embora sejam bem rápidas não chegam a soar confusas, bem como é notável o talento do cineasta para contar estórias que mesclam realismo e fantasia de modo crível - e o realismo em questão nota-se claramente na força do personagem ao enfrentar vários adversários num vagão de trem ou sua fragilidade diante da força de um gorila, o qual obviamente não pode ser derrotado, por mais forte que Tarzan seja.

Contando com grandes cenários e perfeita reconstituição de época a produção no entanto peca pelo excesso de paisagens digitais, algo que compromete seriamente a fotografia por mais belas que sejam tais imagens, já que normalmente o que se espera de um filme do Tarzan são imagens reais que exibam todo o esplendor de florestas e lugares reais ao invés de selvas montadas em CGI. Por outro lado, os animais digitais nunca chegam a soar artificiais e impressionam pela naturalidade de seus olhares e movimentos, tanto quanto é impressionante a interação de Tarzan com todos eles.
O longa não chegou a surpreender em sua estréia e não tem atraído muito público ao cinemas já que o personagem não parece ser muito atraente para o público dos dias atuais, (mal) acostumados com filmes de super-heróis e coisas do tipo. De qualquer modo, o Rei das selvas está de volta e seu legado merece ser respeitado e redescoberto pelas novas gerações. (R.A.)
TRAILER
A lenda de Tarzan (The Legend of Tarzan, 2016)
Direção: David Yates
Roteiro: Adam Cozad e Craig Brewer
Elenco: Alexander Skarsgard, Samuel L. Jackson, Margot Robbie, Djimon Honsou, Cristopher Waltz.
sexta-feira, 29 de julho de 2016
super dica
Oito Odiados já pode ser conferido
em dvd ou blu-ray
A trama de suspense é ambientada 12 anos após o término da Guerra Civil norte-americana e durante uma forte nevasca oito distintos viajantes abrigam-se em uma cabana que na verdade é uma estalagem para viajantes situada em um local bastante isolado. A permanência na cabana obviamente obriga os viajantes a conviverem, ainda que seja por um curto período de tempo ou neste caso por tempo indeterminado devido a terrível nevasca que os cerca e... como se espera num filme de Tarantino, os 8 viajantes con (vivem) até que suas naturezas entrem em choque. Além do oscar de melhor trilha sonora, a obra também ganhou um Globo de ouro.
quinta-feira, 28 de julho de 2016
mega dica
Batman Vs Superman chega aos
formatos digitais
quinta-feira, 14 de julho de 2016
relatório: westerns
DE TIRAR O CHAPÉU...
Hora de lembrar de alguns faroestes clássicos que marcaram para sempre a história do cinema

Quando se fala em faroestes ou westerns logo vem à memória de todo bom cinéfilo e amante deste gênero a imagem de Monument Valley, no estado norte-americano de Arizona, como na fotografia àcima além de outras belas paisagens extensas chamadas de pradarias, campos por onde muitos personagens cavalgaram ao entardecer após terem vivido incríveis aventuras. E tais estórias ficaram eternamente retratadas em filmes que praticamente nasceram clássicos a ponto de definir o gênero em questão e também desenhar de forma considerável a história do cinema.
Aproximadamente desde a década de 50 até finais dos anos 70, o faroeste encantou gerações e lançou astros que se tornaram mitos do cinema tanto quanto diretores, logo chamados de mestres por retratarem sua paixão pela época colonial norte-americana em filmes que beiram a perfeição dada a estética apurada do olhar desses cineastas que elevaram este gênero ao nível de arte e contribuíram para os moldes do cinema em todos os tempos.
Inúmeros diretores como John Ford e Sergio Leone só para citar como exemplos dentre tantos cineastas, enriqueceram as telas do cinema mundial com obras fílmicas que hoje são clássicos obrigatórios para todo cinéfilo que se preze.
RASTROS DE ÓDIO
Rodado em 1956, portanto 60 anos atrás, o filme Rastros de Ódio (The Searchers) dirigido pelo mestre John Ford e estrelado por John Wayne foi um grande sucesso embora obviamente tornou-se alvo de muitas críticas no mundo todo dado aos polêmicos argumentos de roteiro como por exemplo a célebre frase racista proferida pelo protagonista Ethan Edwards, o qual dizia que "índio bom é índio morto".
Ethan, o veterano da Guerra Civil Americana interpretado por Wayne, expressa sem nenhum pudor seu ódio pelos índios e este mesmo sentimento parece ser sua principal motivação ao partir numa missão para resgatar suas duas sobrinhas cujos pais foram mortos por índios que as sequestraram para fins obscuros. Ethan aceita a ajuda de Martin (Jeffrey Hunter), um rapaz mestiço que o ajudará a rastrear os comanches que mataram o irmão e a cunhada de Ethan e raptaram as meninas.
O Bom, O Mau e o Feio
Em 1966 estreava na Itália, Europa e Estados Unidos O Bom, O mau e o Feio (Il buono, il bruto, il cativo) considerado por muitos como a obra prima de Sergio Leone e que finaliza a chamada Trilogia dos dólares iniciada em Por Um Punhado de Dólares (1964) e Por Uns Dólares a Mais (1965). O filme tornou Clint Eastwood astro do gênero além de trazer os talentos de Lee Van Cleef e Eli Wallach, atores que também tornaram-se míticos no cinema mundial.
Com o nome alternativo Três Homens em Conflito, o filme de Leone ambienta-se em plena época da Guerra Civil Americana e como se pode notar essa guerra foi um tema recorrente em inúmeros filmes. Os três homens em questão em meio ao calor da guerra e várias reviravoltas fazem todo o possível, cada um a seu próprio modo para colocar as mãos em uma suposta fortuna de 200 mil dólares, algo que na época era mais do que suficiente para viver sem ter que trabalhar.
Além de um retrato realista da violência que marcou o citado período, a obra de Leone tem seu foco principal em temas como traição e vingança, bem expressos na ambiguidade de seus personagens que não se mostram heróicos, algo que definiu o spaguetti western, gênero italiano.
DJANGO
Também em 1966 surgia diretamente dos estúdios de cinema da Itália o mais icônico personagem de spaguetti western: Django, estrelado pelo jovem Franco Nero e dirigido por Sergio Corbucci que não por acaso teve exatamente a mesma idéia de Leone em Por Um Punhado Dólares: contar a história de um misterioso pistoleiro que pretende jogar duas quadrilhas num conflito a fim de se safar com carregamento de ouro.
E tal idéia é inspirada (ou plagiada) de Yojimbo (1961), obra de Kurosawa que se passa na época dos samurais. Django foi notavelmente produzido com pouquíssimos recursos e conquistou legiões de fãs em todo o mundo tornando-se um ícone de cultura pop. Afinal, como não gostar de um pistoleiro que se veste de negro, usa uma capa, e ao invés de cavalgar anda a pé arrastando um estranho caixão? Mais misterioso e original que isso impossível. Portanto, obrigatoriamente um dos melhores faroestes de todos os tempos.
KEOMA
Em 1976 o astro Franco Nero estrelava outro sucesso do spaguetti western: Keoma, dirigido por Enzo Castellari e apresentando um elenco maior e produção mais refinada do que Django. Curiosamente o roteiro de Keoma é tem certas semelhanças com Django já que em sua premissa básica o herói salva uma mulher indefesa presa por malfeitores e passa a protegê-la desde então.
Ao retornar para sua cidade natal, o mestiço meio índio meio branco chamado Keoma tem de enfrentar a tirania de um homem chamado capitão Caldwell e seu bando de pistoleiros que atemorizam a população local que além disso sofre com o perigo de uma peste infecciosa que paira sob a cidade. A produção conta com ótima trilha sonora e a direção hipnotizante de Castellari que neste filme compõe belas cenas de ação em câmera lenta impactantes e ao mesmo tempo dramáticas nesta modesta obra-prima do spaguetti western.
O ÚLTIMO PISTOLEIRO
Também no mesmo ano de 1976 estreava nos Estados Unidos o filme que encerrava a carreira do maior mito de Hollywood, O Último Pistoleiro (The Shootist) trazia a última performance de John Wayne nas telas do cinema. O envelhecido ator interpreta neste filme um velho e cansado pistoleiro chamado J. B. Books, uma verdadeira lenda viva do oeste conhecido em todos os cantos por sua façanhas e por ter sobrevivido a inúmeros duelos e diversas batalhas ao longo de sua vida. Obviamente o personagem fazia um paralelo com a carreira do próprio ator, pois assim como pistoleiro do filme, Wayne portava câncer e assim como o ator fazia sua última atuação, o velho pistoleiro também preparava-se ao longo da trama para um último duelo que seria algo épico e digno de seu legado.
Dirigido por Don Siegel, The Shootist infelizmente não foi um grande sucesso de bilheteria já que o gênero faroeste caminhava cada vez mais para um fim próximo e John Wayne já não surpreendia mais o público embora fosse uma lenda ainda viva do cinema com um extenso legado de mais de 200 filmes sendo 69 faroestes. Contudo, ao longo do tempo o filme tornou-se um renomado cult honrando dignamente a memória do maior mito do western de todos os tempos. (R.A.)
Inúmeros diretores como John Ford e Sergio Leone só para citar como exemplos dentre tantos cineastas, enriqueceram as telas do cinema mundial com obras fílmicas que hoje são clássicos obrigatórios para todo cinéfilo que se preze.
RASTROS DE ÓDIO
| John Wayne chegou a dizer em entrevistas que Ethan Edwards era seu personagem preferido dentre todos que interpretou |
Ethan, o veterano da Guerra Civil Americana interpretado por Wayne, expressa sem nenhum pudor seu ódio pelos índios e este mesmo sentimento parece ser sua principal motivação ao partir numa missão para resgatar suas duas sobrinhas cujos pais foram mortos por índios que as sequestraram para fins obscuros. Ethan aceita a ajuda de Martin (Jeffrey Hunter), um rapaz mestiço que o ajudará a rastrear os comanches que mataram o irmão e a cunhada de Ethan e raptaram as meninas.
O Bom, O Mau e o Feio
Em 1966 estreava na Itália, Europa e Estados Unidos O Bom, O mau e o Feio (Il buono, il bruto, il cativo) considerado por muitos como a obra prima de Sergio Leone e que finaliza a chamada Trilogia dos dólares iniciada em Por Um Punhado de Dólares (1964) e Por Uns Dólares a Mais (1965). O filme tornou Clint Eastwood astro do gênero além de trazer os talentos de Lee Van Cleef e Eli Wallach, atores que também tornaram-se míticos no cinema mundial.
Além de um retrato realista da violência que marcou o citado período, a obra de Leone tem seu foco principal em temas como traição e vingança, bem expressos na ambiguidade de seus personagens que não se mostram heróicos, algo que definiu o spaguetti western, gênero italiano.
DJANGO
E tal idéia é inspirada (ou plagiada) de Yojimbo (1961), obra de Kurosawa que se passa na época dos samurais. Django foi notavelmente produzido com pouquíssimos recursos e conquistou legiões de fãs em todo o mundo tornando-se um ícone de cultura pop. Afinal, como não gostar de um pistoleiro que se veste de negro, usa uma capa, e ao invés de cavalgar anda a pé arrastando um estranho caixão? Mais misterioso e original que isso impossível. Portanto, obrigatoriamente um dos melhores faroestes de todos os tempos.
KEOMA
Em 1976 o astro Franco Nero estrelava outro sucesso do spaguetti western: Keoma, dirigido por Enzo Castellari e apresentando um elenco maior e produção mais refinada do que Django. Curiosamente o roteiro de Keoma é tem certas semelhanças com Django já que em sua premissa básica o herói salva uma mulher indefesa presa por malfeitores e passa a protegê-la desde então.
O ÚLTIMO PISTOLEIRO
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| The Shootist é baseado no livro de Glendon Swarthout, escrito em 1975. Curiosamente Wayne morreu em 1979, ou seja, cerca de 3 anos após o filme |
Dirigido por Don Siegel, The Shootist infelizmente não foi um grande sucesso de bilheteria já que o gênero faroeste caminhava cada vez mais para um fim próximo e John Wayne já não surpreendia mais o público embora fosse uma lenda ainda viva do cinema com um extenso legado de mais de 200 filmes sendo 69 faroestes. Contudo, ao longo do tempo o filme tornou-se um renomado cult honrando dignamente a memória do maior mito do western de todos os tempos. (R.A.)
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