domingo, 27 de novembro de 2016

caçada selvagem

O GRANDE BÚFALO BRANCO

Há quase 40 anos Charles Bronson caçava um 
lendário animal em um exótico western

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   Em 1977 estreava nos cinemas uma das mais exóticas aventuras do gênero western. O filme The White Bufallo produzido por Dino de Laurentis, estrelado por Charles Bronson e dirigido por J. Lee Thompson tentava recriar duramente a mesma tensão que o público experimentara em outro filme de animal assassino visto dois anos antes, Tubarão (Jaws), de Spielberg. Tarefa um tanto árdua para Thompson que além criar tensão para um misto de suspense e western, teve também que providenciar a criação de búfalo mecânico o que obviamente gerou inevitáveis comparações com a obra de Spielberg de modo que o filme de Thompson chegou a ser considerado como a versão de Tubarão adaptada ao western.
   Contudo as comparações soaram um tanto forçadas, pois o filme estrelado por Bronson tem enredo autêntico para um faroeste que foge do típico padrão justamente por retratar uma caçada a um terrível e lendário animal, ainda que seja concebido por efeitos visuais. Roteirizado por Richard Sale e adaptado de um livro de sua própria autoria, a película narra um episódio (talvez alegórico) da vida de Wild Bill Hickok, um dos mais temíveis pistoleiros que realmente existiu no oeste norte-americano e a aparência rústica de Bronson dessa vez ostentando cabelos longos e seu característico bigode caiu perfeitamente para a interpretação do lendário pistoleiro.

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  O filme tem início com uma cena brutal do búfalo atacando ferozmente uma aldeia indígena, destruindo as barracas dos índios e pisoteando e matando homens e mulheres da tribo como um feroz demônio branco que aparece no meio da noite em meio a um nevoeiro, sedento de sangue e morte, enquanto que Hickok a bordo do vagão de um trem acorda subitamente de um estranho pesadelo e extremamente assustado saca sua pistola e dispara vários tiros assustando os demais passageiros. A cena muito bem filmada retratando o massacre provocado pelo animal consegue gerar o clima correto de suspense que permeia toda a narrativa do filme.

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Bronson, o diretor Thompson e o
búfalo mecânico
  A caçada narrada pelo filme ocorre em 1874 e conforme a narrativa Wild Bill Hickok retorna para o oeste após muitos anos de andanças e batalhas. Porém seu retorno não é exatamente para descansar e buscar uma vida tranquila, seu objetivo ou melhor dizendo, obsessão é encontrar e matar um enorme búfalo branco que o apavora todas as noites em horríveis pesadelos, algo que realmente tira o sossego do lendário pistoleiro e o faz sentir algo que não é nada comum em sua vida: medo. Embora o roteiro nunca explique claramente o porquê de Hickok ter tais pesadelos com esse animal, a narrativa não chega a ser prejudicada pela falta de explicação, pois consegue criar uma atmosfera envolvente ao demonstrar que até mesmo o mais implacável e temido dos pistoleiros é capaz de sentir medo, ainda que seu  suposto inimigo seja um animal.
  Em seu retorno ao oeste ele se hospeda na cidade de Deadwood, localizada em Dakota do Sul, onde reencontra um velho conhecido chamado Charlie Zane (Jack Warden), um velho caolho que aceita ajudá-lo na caçada ao búfalo branco e afirma já ter visto o animal nas montanhas de Black Hills. Durante o percurso na região montanhosa à procura do animal, eles encontram um guerreiro índio (Will Sanpson) da tribo Sioux, e que mais tarde descobrem que na verdade chama-se Cavalo Louco, um lendário índio e que também esta à caça do búfalo branco para vingar o massacre que o animal fez em sua tribo. Daí então, índio e pistoleiro unem forças para a caçada.


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  Mesmo com uma trama interessante e até original para um western, além de trazer personagens cativantes, O Grande Búfalo Branco infelizmente revelou-se um fracasso de bilheteria, talvez porque o publico já estivesse um pouco entendiado com o gênero western que já estava caminhando para o fim que se daria no início dos anos 80 e filmes assim já não dominavam as bilheterias como antes. Outro fator que também prejudicou o sucesso do filme foi a concepção do animal que apesar de até bem retratado nas engenhosas tomadas que J. Lee Thompson criou para retratá-lo de modo realista, há momentos em que é possível ver em meio a neve os trilhos nos quais o animal mecânico é conduzido. 
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  Entretanto o filme valeu-se também de boas qualidades técnicas especialmente em efeitos sonoros para reproduzir o assustador berro do feroz animal, além é claro da ótima ação que é um elemento obrigatório em todo western que se preze e o J. Lee Thompson como um bom diretor de gêneros soube muito bem dar conta do recado. Embora o filme fora na época comparado com o Tubarão de Steven Spielberg, consta no imdb uma comparação melhor feita por  Raegan Butcher com data de 16/01/2006 na qual ele diz que o filme "possui elementos tanto de Moby Dick quanto de Jaws", uma ótima observação por sinal e um motivo a mais para todo cinéfilo que ainda não conhece, descobrir este pequeno clássico da versátil galeria de Charles Bronson. (R.A.)

Trailer




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O Grande Búfalo Branco (The White Buffalo, 1977)


Roteiro: Richard Sale

Diretor: J. Lee Thompson

Elenco: Charles Bronson, Jack Warden, Will Sampson, Kim Novak, John Carradine


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

dica nostálgica

O Samurai, clássico policial estrelado por Alain Delon é lançado em DVD pela Versátil


Resultado de imagem para o samurai 1967 dvd  Um dos maiores clássicos do cinema policial já pode ser visto nos formatos digitais, pois O Samurai estrelado por Alain Delon está disponível numa versão restaurada lançada pela Versátil e além do filme, o dvd trás como extras documentário sobre a produção e entrevistas da época. Produção francesa de 1967, O Samurai foi dirigido por Jean Pierre Melville e praticamente nasceu cult concebido como uma obra original e até então única, mas que remete aos filmes noir dos 1940.
  Na trama, Jeff Costello (Delon) é um assassino profissional que age na Paris dos anos 60 e sua tática baseia-se no Bushido, o antigo código de honra dos samurais japoneses. Entretanto numa noite ele é flagrado por uma testemunha durante uma execução e a partir daí reviravoltas acontecem em sua rotina de matador. Considerado uma obra prima do clássico cinema europeu, este cult posteriormente influenciou vários cineastas como Michael Mann e John Woo. (R.A.)





terça-feira, 15 de novembro de 2016

relatório: Bronson

CHARLES BRONSON

Hora de relembrar grandes momentos de um grande mito do cinema

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Charles Dennis Buchinsk ou para o grande público cinéfilo Charles Bronson nasceu no mês de novembro, mais precisamente em 03/11/1921 no estado norte-americano da Pensylvania. O ator de expressão dura e corpo atlético tornou-se um dos grandes mitos do cinema por ter construído uma galeria de personagens memoráveis embora vários críticos o considerassem um ator limitado, mas também perceberam sua versatilidade, especialmente nos personagens indígenas que interpretou devido aos seus fortes traços faciais e pele morena. 
Sua aptidão para compor tipos físicos e truculentos foi fundamental para torná-lo um astro de ação ao longo de sua carreira, assim como Steve McQueen e Clint Eastwood, astros de ação da mesma época. Bronson estrelou filmes memoráveis que hoje são eternos clássicos, especialmente westerns dos quais alguns estão entre os melhores filmes de todos os tempos como Era Uma Vez no Oeste e Sete Homens e um Destino. Falecido em 30 de agosto de 2003, se estivesse vivo estaria completando nada menos que 95 anos de idade. Para homenagear o lendário ator, vamos relembrar neste relatório alguns de seus personagens inesquecíveis e grandes filmes que enriqueceram a história do cinema. 


Gaita
Resultado de imagem para charles bronsonNada mais justo do que iniciar este relatório com o personagem cuja foto abre a postagem. Gaita, protagonista de Era Uma Vez no Oeste (1968), possivelmente o melhor western de todos os tempos dirigido por Sergio Leone é um dos personagens mais misteriosos da galeria de Bronson. O rosto de fortes traços e de expressão endurecida do ator foi mais do que suficiente para compor Gaita, o homem cujo nome verdadeiro é desconhecido e seu olhar um tanto frio e sutil carrega um passado misterioso.



Chato
Resultado de imagem para charles bronson chatoOs traços rústicos do ator e sua pele bronzeada sempre o favoreceram na composição de personagens índios e possivelmente o mais lembrado é Chato, um apache mestiço que precisa defender sua honra e proteger seu território contra perseguidores que o acusam injustamente de um suposto crime de assassinato de um xerife no filme Renegado Impiedoso (1972), dirigido por Michael Winner.

Paul Kersey

Resultado de imagem para charles bronson paul kerseyO nome do personagem obviamente dispensa apresentações já que é o mais marcante de toda a carreira do ator e a cena do tiroteio na escadaria de um parque tornou-se tão icônica quanto a carreira de Bronson no cinema físico. A gradativa transformação de um homem comum em um justiceiro que busca incansavelmente vingança conquistou platéias no mundo todo e Charles Bronson finalmente alcançava o estrelato definitivo em Hollywood no clássico Desejo de Matar (1974), também dirigido por Michael Winner.


O "Estranho"

Resultado de imagem para alguém atrás da porta Charles Bronson Um homem sem nome e sem memória é levado a um hospital para receber cuidados médicos e psicológicos. Dr. Laurence Jeffries (Anthony Perkins), o médico psiquiatra que atende o estranho paciente passa cuidar dele diariamente, mas não a fim de tratá-lo, e sim a fim de manipular o paciente psicótico para utilizá-lo como seu instrumento de vingança contra a esposa Frances Jeffries (Jill Ireland). Alguém Atrás da Porta (1971) é um filme francês quase desconhecido atualmente e o "estranho" é um dos grandes momentos de Bronson em que ele demonstra sua versátil interpretação em uma trama engenhosa de suspense sob a direção de Nicolas Gessner.



Link Stuart
Resultado de imagem para sol vermelho filme charles bronsonDentre vários personagens carismáticos que Bronson interpretou é importante destacar Link Stuart, o simpático pistoleiro do filme Sol Vermelho (1971), dirigido por Terence Young. Red Sun é um dos melhores westerns da carreira do ator não apenas pelo roteiro original com uma trama envolvendo pistoleiros e samurais, mas também pelo ótimo elenco composto por Alain Delon, Ursulla Andress e Toshiro Mifune. O pistoleiro Link vivido por Bronson não chega a ser um herói, pois é um criminoso que junto com Gauche (Delon) comandam uma quadrilha que assalta trens. Mais uma vez a notável versatilidade de Bronson não deixa dúvidas sobre seu talento para compor diferentes tipos já que Link torna-se até mesmo o alívio cômico deste exótico western.


Bernardo O´Reilly

Resultado de imagem para sete homens e um destino 1960 BernardoBronson teve o privilégio de atuar em alguns dos melhores westerns de todos os tempos dentre os quais destaca-se Sete Homens e Um Destino (1960), dirigido por John Sturges. Nesta obra prima do western Bronson interpreta Bernardo O´Reilly, o mais carismático dentre os sete pistoleiros que se unem para proteger um vilarejo mexicano de um iminente ataque de uma perigosa quadrilha de assaltantes e saqueadores. Bernardo ganha a admiração de um grupo de garotos mexicanos que se espelham na coragem e bravura do pistoleiro. (R.A.)


"Pessoas como ele tem algo a ver com a morte!" - Shayenne (Jason Robards) no filme Era Uma Vez no Oeste.


  



quinta-feira, 27 de outubro de 2016

caçada aquática

O LAGO DOS TUBARÕES

Dolph Lundgren estrela suspense raso e dispensável sobre tubarões


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  Estréia diretamente em dvd e blu-ray o novo filme de Dolph Lundgren e desta vez o ator sueco conseguiu chegar ao fundo do poço (ou seria de um lago??) ao aventurar-se nesta empreitada que certamente é uma das piores de sua carreira nos últimos anos. Produzido por Lundgren e dirigido por Jerry Dugan, o suspense aguado foi escrito pelos roteiristas Gabe Burstein e David Anderson, que tiveram a idéia não muito feliz de escrever a tal estória sobre um lago habitado por tubarões conforme diz o título do filme. 
  Na trama Lundgren interpreta o viúvo Clint Gray que após passar 5 anos na prisão pela prática de tráfico de animais teve que deixar sua pequena filha Carly (Lily Brooks O´Briant) sob os cuidados da jovem policial Meredith Hernandez (Sara Lane) que desde então cuidou da pequena como filha adotiva. Após cumprir pena na prisão, Gray tenta levar uma vida normal em Lake Tahoe, a pequena cidade onde ele vivia antes de ser preso. Entretanto reviravoltas o aguardam já que homens enviados por Don Barnes (James Chalke), o chefe do tráfico de animais e um vilão ausente e nada interessante, procuram Gray para que ele possa fazer um último serviço: capturar um tubarão que 5 anos atrás foi deixado no lago quando filhote. Obviamente banhistas são atacados misteriosamente pela tal fera que habita o lago. 

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  A polícia local acredita que os ataques foram cometidos por algum urso, entretanto Peter Mayes (Michael Aaron Miligan), um oceanógrafo que por acaso está de passagem pela cidade, descobre facilmente que os ataques não são de urso, mas sim de um tubarão e então passa a auxiliar a polícia nas investigações sobre os ataques. Mas obviamente quem tem melhores condições e experiência para caçar o tal animal é Clint Gray que se encarrega de encarar a fera aquática.


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  Com uma direção extremamente rasa e cenas incrivelmente desinteressantes, Shark Lake conta com uma péssima produção em termos de efeitos visuais trazendo um tubarão concebido pessimamente em CGI de modo que o diretor não consegue disfarçar a precariedade do animal digital nem embaixo d'água, isso sem falar em cenas onde se vê claramente um tubarão feito de borracha!!! Enfim, trama rasa, direção rasa, elenco fraquíssimo e produção aguada: o resultado disso é um dos piores filmes sobre ataque tubarão dos últimos tempos. Pior do que perder 90 minutos com esta tralha é tentar entender porque Dolph Lundgren escolhe roteiros tão ruins em sua atual carreira. 

TRAILER


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O Lago dos Tubarões (Shark Lake, USA 2015)

Direção: Jerry Dugan

Roteiro: Gabe Burstein, Dave Andelrson

Elenco: Dolph Lundgren, Sara Lane, Lily Brooks O'Briant, Michel Aaron Miligan, James Chalke




sábado, 15 de outubro de 2016

drama zumbi

MAGGIE

Drama estrelado por Schwarzenegger já pode ser conferido nos formatos digitais



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   Já se encontra disponível em dvd e blu-ray o novo filme de Schwarzenegger no qual ele enfrenta zumbis para proteger sua família, certo? A resposta é: Não. Em seus quarenta anos de carreira no cinema Schwarzie faz uma aposta inusitada e fora do comum ou talvez para sua legião de fãs, algo fora do contexto de sua carreira. O lendário astro de ação deixou as armas de lado e seus músculos devidamente escondidos por debaixo das roupas para fazer uma interpretação realmente dramática no filme Maggie: A transformação, dirigido por Henry Robson e John Scott III e exibido nos cinemas  brasileiros em julho do ano passado.
   Na trama, Schwarzenegger é Wade Vogel, um fazendeiro que vive numa pequena propriedade em uma cidade do interior com sua esposa, dois filhos pequenos e Maggie, filha de seu primeiro casamento e portanto uma garota adolescente. Wade e sua família aparentemente vivem uma vida normal, trabalham no campo e vivem tranquilamente na pacata cidade. No entanto, o mundo vive dias muitos sombrios, já que uma estranha epidemia se alastrou em vários países e as pessoas infectadas sofrem um tipo de deterioração que vai se apossando de todo o corpo; em outras palavras tornam-se zumbis, e Maggie (Abigail Breslin) é infectada com tal vírus do qual não existe cura.

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A cada dia Maggie vai aos poucos se transformando: suas veias
começam a necrosar, sua pele vai ficando pálida e as pupilas de
seus olhos começam a esbranquiçar

  O governo permite que os infectados passem um tempo com a família, mas seu destino final é um local chamado quarentena, onde ficam isolados do resto da sociedade e mantidos como num cativeiro para que o vírus possa ser contido de algum modo. Após um breve tratamento no hospital, Wade leva a filha de volta pra casa, porém recomendado pelo médico que a leve para a quarentena assim que achar necessário.

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  A fotografia um pouco escura e composta por cores frias dá o tom sombrio da narrativa que apesar de em vários momentos remeter ao gênero horror, não chega a se encaixar totalmente em tal gênero, mas trata-se mesmo de um drama de modo que o horror é apenas sugerido pela ameaça da epidemia zumbi. A interação entre Schwarzie e Abigail Breslin como um pai dedicado e uma filha com uma doença terminal é bastante convincente tanto pela atuação da jovem atriz quanto pelo desempenho do ator veterano - e mesmo que o rosto bastante enrugado de Arnold confira certo peso dramático ao seu personagem, é a sua entrega às atitudes de Wade nos cuidados com a filha que dão o tom de sua interpretação em vários momentos comoventes em que ele tenta proteger a filha de si mesma, protegê-la do mal que cresce no interior dela.

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  Além de atuar, Schwarzie também é um dos produtores do filme cujo orçamento foi de apenas US$ 8,5 milhões, portanto uma produção independente, longe dos padrões astronômicos de Hollywood. O elenco ainda traz Joely Richardson, atriz conhecida por vários sucessos como O Patriota (2000) e Millenium (2011) - em Maggie ela interpreta Caroline, esposa de Wade; e o restante do elenco traz atores desconhecidos do grande público.

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  Muitos fãs do lendário ator torceram o nariz para este filme, tanto por sua atuação como também pela narrativa lenta e um tanto arrastada da trama, além do que muitos fãs não suportam a idéia de ver Schwarzenegger em um drama ainda que seja convincente. Entretanto Maggie tem sim boas qualidades, além da surpresa de trazer Arnold reiventando sua carreira num papel bastante diferente  - uma estória comovente e um final que chega a surpreender são motivos suficientes para assistir a este filme. E isto não é pedir demais. (R.A)

TRAILER 




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Maggie: A transformação (Maggie, EUA, 2015)

Direção: Henry Robson

Roteiro: John Scott III

Elenco: Arnold Schwarzenegger, Abigail Breslin, Joely Richardson, Douglas M. Griffin, Jodie Moore

domingo, 9 de outubro de 2016

prévia

Mad Max: Estrada da Fúria, o grande sucesso de 2015 é relançado em versão preto e branco

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  A obra prima de George Miller premiada com nada menos que 7 prêmios Oscar continua causando impacto entre os fãs e o público em geral, mesmo passado mais de um ano de seu lançamento nos cinemas. Em setembro um vídeo postado no youtube viralizou gerando mais de 1 milhão de acessos ao mostrar as incríveis cenas de perseguição no deserto sem o uso do CGI,  mostrando que as várias capotagens dos carros no filme foram reais e executadas com grande precisão pelos especialistas e dublês da badalada produção. 
 A grande novidade agora é que a Warner Bros anunciou para dezembro deste ano uma versão intitulada Mad Max: Black and Chrome que será lançada em edição especial em blu-ray e dvd. Esta versão exclusiva foi inicialmente idealizada por George Miller embora o filme foi exibido nos cinemas apenas na versão em cores. A edição trará vários extras com documentários expondo a visão pessoal de Miller para Mad Max. Além disso também está previsto o lançamento dos quatro filmes numa coleção exclusiva intitulada High-Octane Collection. É esperar pra ver e rever ansiosamente a saga do guerreiro das estradas.




sábado, 3 de setembro de 2016

saudoso duelo

O ÚLTIMO PISTOLEIRO

Há 40 anos estreava nos cinemas o último filme da lendária 

carreira de John Wayne


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  Em 1976 John Wayne despedia-se das telas do cinema em seu trabalho final: O Último Pistoleiro (The Shootist) adaptado do livro escrito por Glendon Swarthout, publicado em 1975. O filme foi dirigido por Don Siegel que retrata com maestria a derradeira interpretação do maior mito do gênero western. Aos 69 anos e um tanto debilitado, o astro encarna seu último personagem com determinação e a bravura que caracterizou toda sua carreira. 
  John Bernard Books, o protagonista em questão é um velho pistoleiro cuja longa carreira está chegando ao fim, bem como sua existência já que descobre ter câncer. Ao chegar à cidade de Carson City, Books visita um velho amigo, o médico doutor Hostetler interpretado por um envelhecido James Stewart que ao lhe diagnosticar, diz com certa dificuldade que o velho pistoleiro terá poucos dias de vida. E assim Books decide aproveitar seu pouco tempo de existência em Carson, a cidade que será seu lugar de repouso definitivo. 

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John Wayne veio a falecer em 1979, ou seja, três anos
após atuar em seu último filme


Resultado de imagem para the shootist  Wayne, assim como seu personagem também portava câncer e fez uma interpretação muito honesta e intensa, uma das melhores de toda sua carreira já que as dores que J. B. Books sente na narrativa eram as dores reais que o ator sentia, algo que é perceptível em seus gestos e em seu olhar cansado e abatido. O ator já vinha travando uma longa batalha contra o câncer de pulmão por anos e já próximo do final da década de 70 sua carreira já não era tão promissora bem como o gênero western já caminhava para o fim.
  É interessante notar que história do pistoleiro se passa em 1910, portanto século XX, o que significa que o oeste já estava ficando velho e profundas transformações sociais vinham ocorrendo, tanto que começaram a surgir inventos tecnológicos como por exemplo um dos primeiros automóveis, bonde elétrico e telefone, ótimos cenários o que valeu ao filme a indicação ao oscar de melhor direção de arte. A era dos pistoleiros estava mesmo terminando.


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  Conta-se que John Wayne interessou-se muito pelo papel de J. B Books após ler o livro The Shootist (O Atirador) de modo que identificou-se muito com o personagem  devido às suas características, por sinal muito semelhantes aos diversos heróis que interpretou nas telas e também pelo fato de o personagem ser um homem envelhecido e doente, consciente de que sua jornada está chegando ao fim. Wayne abraçou o personagem e imprimiu nele toda sua carreira fílmica e suas dores pessoais, o que resultou numa de suas melhores performances dentre tantas de seus inúmeros filmes.

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  Além da presença de James Stewart o elenco do filme contou também com a presença de Lauren Baccal e vários outros atores conhecidos da década de 70 como John Carradine, Scatman Crothers e Hugh O`Brian que não fez questão de receber nenhum cachê para estar neste filme até poque o orçamento da produção foi bastante limitado e o estúdio não tinha dinheiro o suficiente para bancar todos os atores que na verdade fizeram questão de colaborar para que o filme realmente acontecesse além de terem o prazer de contracenar com o lendário John Wayne.

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A estrela Lauren Baccal fez questão de contracenar com Wayne
no papel de senhora Rogers, dona de um hotel onde Books se hospeda

  Contudo, talvez a presença mais interessante do elenco foi nada menos que Ron Howard, jovem e iniciante ator com apenas 18 anos de idade já iniciava uma carreira promissora atuando junto a uma lenda viva do cinema. Entretanto como todos sabem Howard não seguiu carreira de ator, pois sua verdadeira paixão era e é trabalhar atrás das câmeras vindo a se tornar posteriormente um dos maiores cineastas de Hollywood tendo dirigido vários filmes de sucesso como Um Sonho Distante (1992), Cortina de Fogo (1991), o ganhador do oscar Uma Mente Brilhante (2001) e mais recentemente Rush: No Limite da Emoção (2013).

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Ron Howard intrepreta Gillom Rogers, que demonstra uma
grande admiração pelo lendário pistoleiro

  Embora não tenha tanta ação como os filmes anteriores de Wayne, The Shootist tem um ótimo roteiro rico em diálogos e falas memoráveis como esta que define claramente o protagonista: "Não serei enganado, não serei insultado, nem serei dominado. Não faço isso com outras pessoas e exijo delas o mesmo".
  O filme não chegou a ser um sucesso de bilheteria, já que a popularidade de Wayne já não estava muito em destaque e o gênero western já vinha decaindo na década de 70, perdendo público cada vez mais devido a ascenção de outros gêneros. Pórem, após algum tempo o filme ganhou notoriedade tanto pela crítica que o considerou um dos melhores filmes de Wayne quanto pela legião de fãs de western. De qualquer maneira a obra encontrou seu caminho e o mito eternizou-se nela. (R.A.)

TRAILER



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O Último Pistoleiro (The Shootist, 1976)

Direção: Don Siegel

Roteiro: Glendon Swarthout

Elenco: John Wayne, Lauren Baccal, Ron Howard, Scatamn Crothers, John Carradine, Hugh O´Brian