Sucesso naa bilheterias mundiais, mas fracasso na crítica, a nova versão de A Múmia, estrelada por Tom Cruise já se encontra em pré-venda na internet. Dirigido por Alex Kurtzman o longa trata-se da abertura de uma nova franquia da Universal Studios intitulada Dark Universe. Desta vez com uma múmia mulher, interpretada por Sophia Boutella, a aventura traz também a presença do Dr. Jekill interpretado por Russel Crowe, indicando o início do novo universo compartilhado da nova fase dos filmes de monstros da Universal.
O grande sucesso super-heróico dos cinemas no primeiro semestre do ano também encontra-se em pré-venda. Mulher Maravilha traz a origem de Diana Prince, a princesa de Temiscera. Interpretada por Gal Gadot, a guerreira amazona decide partir de sua terra natal junto com o piloto Steve Trevor (Chris Pine) a fim de proteger a humanidade da ameaça de destruição da Primeira Guerra Mundial e também lutar numa batalha definitiva contra Ares, o deus da guerra. Wonder Woman bateu recordes tornando-se o filme de maior bilheteria dirigido por uma mulher. Mérito de Patty Jenkins que pelo jeito, já esta prestes a se tornar a mulher mais influente do cinema por trás câmeras.
Adaptação da obra de Stephen King resulta em filme pouco inspirador
Após tantas discussões e polêmicas sobre como seria o formato da adaptação de A Torre Negra, se iria para a Tv como minissérie ou para as telas do cinema como uma franquia e após o roteiro ser adquirido pelo estúdio responsável (Columbia Pictures), finalmente a decisão fora tomada e a saga épica originária dos livros de Stephen King ganhou as telas do cinema. Estreado no final de agosto, o filme vem rendendo boa bilheteria ao redor do mundo e teoricamente é um sucesso, mas... isto é bem relativo haja vista as reclamações dos fãs da obra que não estão gostando da aventura cinematográfica tanto quanto a crítica norte-americana que já havia reprovado o longa após exibição prévia antes da estréia oficial.
Com direção do novato Nikolaj Arcel que escreveu o roteiro em parceria com Akiva Goldsman, o filme não apresenta a grandiosidade que se esperava embora tenha Ron Howard como produtor. Arcel foi roteirista do filme sueco Os Homens Que Não Amavam As Mulheres. Especialmente fãs da obra literária de King ficaram bastante desapontados com a aparência comum que o filme apresenta como se fosse uma sessão da tarde - algo bem diferente, por exemplo, de O Senhor dos Anéis cuja composição envolvente e carregada de ostentação conquistou o grande público e não apenas os fãs dos livros de J. R. R. Tolkien.
Contudo a produção tem seus pontos positivos ao escalar atores talentosos e carismáticos como Idris Elba que interpreta o pistoleiro Roland Deschain e Mathew McConaughey que encarna o vilão Walter Padick, mais conhecido como o homem de preto. Mas quem realmente rouba a cena é Tom Taylor, que interpreta o garoto Jake Chambers, o protagonista desta fantasia épica. Apesar de a princípio ser um garoto normal, Jake sente-se um tanto perturbado por visões que ele não sabe explicar, sonhos lúcidos ou alucinações sobre um mundo paralelo interligado ao nosso, mas que só ele vê, incluindo aí o pistoleiro e o homem de preto, os antagonistas da grande batalha desse outro mundo.
O melhor trunfo é o fato de a narrativa ser embasada no ponto de vista do garoto Jake, o que obviamente pode agradar e muito o público juvenil embora a estória na tela seja contada tão rápido quanto os disparos da arma do pistoleiro. Entretanto, é nítida e muitíssimo estranha a sensação de que o filme não parece ser adaptação de alguma obra de Stephen King, já que o renomado escritor é bem mais conhecido por estórias de horror e suspense das quais resultaram em grandes filmes em décadas anteriores.
Contudo, King não escreve apenas literatura de horror e suspense já que alguns dos melhores dramas que o cinema produziu são adaptados de obras dele tais como os excelentes À Espera de Um Milagre e Um Sonho de Liberdade. Vale lembrar também que elem começou a escrever a saga de A Torre Negra há cerca de trinta anos e a concluiu somente após os anos 2000, ou seja, é compreensível que a narrativa de Dark Tower fuja um pouco ao estilo de horror que consagrou o escritor, pois trata-se essencialmente de fantasia, embora sombria.
O vilão Walter Padick não utiliza armas de fogo, mas possui poderes de magia
Trazendo um empolgante confronto decisivo entre Roland e Walter, o filme não parece deixar ganchos para uma sequência embora os produtores tenham anunciado que haverá uma trilogia. O confronto final do filme não chega a ocorrer nos livros e é bastante comum que filmes sigam rumos diferentes da obra escrita. Ainda assim, o futuro de A Torre Negra no cinema ainda é incerto, pois não se sabe se as sequências realmente ocorrerão já que apesar do aparente sucesso comercial a composição do filme vem causando repercussão negativa em boa parte do público. Tomara que a obra de King esteja mesmo num rumo certo e cause boas surpresas caso as sequências aconteçam... e que a Torre mantenha-se em pé nas telas do cinema. (R.A.)
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A Torre Negra (The Dark Tower, 2017) Direção: Nikolaj Arcel Roteiro: Akiva Goldsman, Nikolaj Arcel Elenco: Tom Taylor, Idris Elba, Matthew McConaughey, Dennis Haysbert, Ben Gavin, Claudia Kim, Jack Early Haley.
Filme estrelado por Nicolas Cage retrata um dramático capítulo pouco lembrado da Segunda Guerra
Julho de 1945, o poderoso navio USS Indianápolis, pertencente à marinha norte-americana parte em uma missão secreta rumo às ilhas Marianas transportando urânio e vários outros componentes, os quais foram depois utilizados durante o ataque à Hiroshima, retaliação em resposta ao ataque de Peal Harbor executado pelos japoneses em dezembro de 1941. O diretor mexicano Mario Van Peebles resolveu transpor esta incrível história de sobrevivência para as telas do cinema com um elenco encabeçado por Nicolas Cage, Thomas Jane e Tom Sizemore, roteirizado por Cam Cannon e Richard R. Del Casto. Produção de 2016, USS Indianapolis: Men of Courage refaz a sofrida missão desta história não muito conhecida do público. O imenso navio portava armas de grande poder de fogo e era equipado com a melhor tecnologia disponível. A Tripulação comandada por Capitão McVay (Cage) era composta por 1196 homens e após entregarem a carga de urânio nas ilhas Marianas, rumaram para se juntar à outra equipe, o USS Idaho. Entretanto, as forças militares japonesas estavam a par da situação, já que uma tripulação a bordo de um submarino rastreavam o curso do USS Indianápolis e então empreenderam um traiçoeiro ataque ao navio que se encontrava a meio caminho entre as Filipinas e Guam.
O navio utilizado neste filme é o mesmo já visto no filme A Força em Alerta, sucesso de 1992.
Atacado com torpedos pelo submarino japonês, o navio norte-americano afundou deixando sua tripulação à deriva. Cerca de 880 marinheiros ficaram espalhados em pequenos grupos com vários homens feridos sob as àguas e em pequenos botes em torno de cinco dias com pouco suprimento de alimentos, enfrentando fome e desidratação. E é justamente neste período sob as águas que a narrativa do filme encontra seu ponto forte já que Peebles consegue retratar de modo agonizante (e não poderia deixar de ser) o sofrimento dos marinheiros que a qualquer momento eram atacados por tubarões famintos cujos ataques começaram ao amanhecer do primeiro dia prosseguindo até o quinto dia - barbatanas emergiam constantemente e a qualquer momento ouvia-se um grito de alguém sendo mutilado ou devorado. O empenho do capitão McVay em cuidar de seus soldados para que se mantenham vivos é o mais notável ato de heroísmo nessa triste história, além da solidariedade entre todos os soldados nas águas frias e perigosas.
No quinto dia os náufragos foram avistados por um avião norte-americano que fazia um vôo de patrulha pelo local e segundo o filme, rapidamente o tenente Adrian Marks (Thomas Jane), responsável pela patrulha, tomou a decisão de iniciar o resgate dos homens de McVay, além de solicitar por rádio reforços para o inusitado resgate - segundo consta, dos 880 homens que estiveram sobre as águas, sobreviveram 317 - tal fato é considerado por muitos como o pior ataque de tubarões já relatado. Mario Van Peebles presta justa homenagem nos momentos finais ao incluir relatos de dois sobreviventes além de fotos de seus demais companheiros como um desfecho documental. Homens de Coragem é uma inspirada história de sobrevivência e merece muito ser assistida. (R.A.)
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Homens de Coragem (USS Indianapolis: Men of Courage, 2016) Direção: Mario Van Pebbles Roteiro: Cam Cannon, Richard Rionda Del Castro Elenco: Nicolas Cage, Tom Sizemore, Thomas Jane, James Remar, Yutaka Takeuchi.
Há 45 anos Bruce Lee estrelava e dirigia um de seus
melhores filmes
Em 1972 estreava em Hong Kong O Vôo do Dragão (The Way Of The Dragon), escrito, dirigido e produzido por Bruce Lee por meio de sua produtora, a Concord Films em parceria com Golden Harvest, produtora pioneira em filmes de artes marciais no cinema chinês. Lee, que então já era um astro na China bem como na Ásia após o estrondoso sucesso de O Dragão Chinês (1971), resolveu investir seriamente no cinema não apenas atuando, mas também atrás das câmeras, já que o artista marcial demonstrava domínio em ambas as funções e sabiamente escolheu a sétima arte para melhor disseminar sua arte marcial em todo o mundo.
A trama é ambientada na Itália, mais precisamente na cidade de Roma. Tang Lung (Lee), vindo de Hong Kong para visitar Cheng Chin Hua, amiga sua e dona de um restaurante em parceria com o tio Wang (Wang Chung Hsin), um negócio de família no qual os funcionários são primos de Chin Hua. Porém, trabalham com certa dificuldade já que o local é muito visado e constantemente atacado pelos capangas de Thugs, chefe de uma organização criminosa que parece controlar forçadamente os negócios de empreendedores imigrantes, nesse caso os chineses - ou seja, a organização de Thugs é uma espécie de máfia que vive da exploração de negócios de famílias imigrantes.
O jovem Tang Lung, embora um pouco tímido e às vezes desajeitado, empenha-se em ajudar e proteger sua amiga Chin Hua e seus familiares contra as investidas da máfia local. Lung demonstra sua notável habilidade na arte do kung fu contra os homens de Thugs que tombam como bonecos pela força dos punhos do jovem chinês. E para a alegria dos fãs, Lee demonstra com muita energia sua performance que o tornou rapidamente conhecido em O Dragão Chinês (1971) e a Fúria do Dragão (1972).
O roteiro escrito pelo próprio Lee embora simples apresenta uma trama até bem resolvida, um elenco modesto e pouco conhecido com exceção do próprio Bruce Lee e da atriz Nora Miao, uma bela e jovem estrela do cinema chinês. Por trás das câmeras Lee demonstra uma direção correta, porém um tanto modesta valendo-se de retratar as belas paisagens de Roma ainda que o filme não apresente uma fotografia espetacular. Obviamente Bruce empenhou-se bem mais na composição de cenas de lutas espetaculares nas quais ele faz questão de mostrar toda sua habilidade não só com os punhos e os pés como também com bastão longo e o par de nunchakus, sua arma preferida não só dentro como fora das telas.
Bruce Lee ao ladeador por Bob Wall e Chuck Norris. Ambos campões mundiais de Karatê durante a década de 60
Entretanto a cereja do bolo fica reservada para o final da aventura, um épico confronto entre Tang e Colt, o maior lutador da América e um dos melhores do mundo que Thugs resolveu contratar para eliminar o chinês. Colt é vivido por ninguém menos que Chuck Norris, na época 7 vezes campeão norte-americano de karatê, foi a escolha perfeita para o papel de um rival à altura de Lee.
O combate belamente filmado no interior do Coliseu, não poderia ter local mais apropriado por ser uma espécie de templo de grandes batalhas dos gladiadores da Roma antiga. A idéia de Lee foi simplesmente genial e até hoje muitos consideram este como o melhor combate de todos os tempos nas telas do cinema. Tecnicamente O Vôo do Dragão é um dos melhores filmes de artes marciais já feitos e a genialidade de Lee não deixa sombra de dúvida. (R.A.)
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O Vôo do Dragão (The Way of the Dragon. China, !972)
Roteiro: Bruce Lee
Direção: Bruce Lee
Elenco: Bruce Lee, Nora Miao, Wang Chung Hsin, Jon T. Benn, Bob Wall, Chuck Norris
Western contemporâneo indicado ao Oscar já pode ser visto em Dvd e Blu-ray
Velhos conceitos parecem ser eternamente atuais tanto quanto a irretocável paisagem do velho e mítico oeste, o cenário norte-americano que evoca valores morais que caracterizam o homem histórico daquela época, mas ainda ecoam nos tempos atuais em figuras como Marcus Hamilton, um veterano Texas ranger interpretado por Jeff Bridges que claramente representa o homem do velho oeste com seu jeito rude e espontâneo movido por um implacável senso de justiça que o determina a fazer sua última grande caçada antes de encerrar sua carreira policial - e o alvo são os irmãos Tanner e Toby Howard, ladrões especialistas em assaltar bancos de pacatas cidades do Texas. A Qualquer Custo (Hell or High Water) é dirigido por David McKenzie, cineasta de origem escocêsa pouco ou nada conhecido, comanda com talento e maestria este western contemporâneo que recebeu este ano quatro indicações ao Oscar de melhores: filme, ator coadjuvante (Bridges), roteiro original e melhor edição.
A obra de McKenzie traz uma certa melancolia ressaltada pelas paisagens poeirentas da fotografia de Gilles Nutgens, melancolia também retratada na realidade do interior do Texas que na verdade contrasta com o restante do país já que é uma região que parece ter parado no tempo e seus habitantes não são mais do que meras repetições de um passado sempre atual e por isso mesmo, anacrônico. E provavelmente para não viverem eternamente fadados à tala fardo é que os irmãos Howard optaram por viver na contra-mão da lei assaltando bancos de pequenas cidades por onde passam.
A dinâmica dos irmãos dá o tom certo à narrativa ao retratá-los com diferenças consideráveis já que Toby (Pine) demonstra notável calma e equilíbrio mesmo durante os assaltos enquanto Tanner revela sem nenhum receio uma natureza agressiva e explosiva de modo que ele intimida e agride as vítimas para garantir que irão cooperar. Ben Foster, que estava um pouco sumido das telas demonstra porque é um dos melhores senão o melhor ator de sua geração ao interpretar de modo bem espontâneo a impulsividade de Tanner enquanto que Cris Pine dá a ponderação necessária à natureza Toby.
Tanner Howard
Quanto ao agente Marcus Hamilton, Jeff Bridges o interpreta de modo habitual como um típico texano com direito ao sotaque característico que o ator faz tão bem conforme visto anteriormente em filmes como o remake de Bravura Indômita ou a comédia R.I.P.D. - Agentes do Além, mas também denota uma energia fora do comum para um velho agente da lei.
Junto do assistente Alberto Parker (Gil Birmingham), Hamilton forma a dupla de rangers que empreendem então a perseguição aos irmãos Howard. É interessante notar a dinâmico entre Hamilton e Parker e suas respectivas diferenças, pois o veterano é um tanto impulsivo e até falastrão enquanto que Parker é mais calmo e fala bem menos já que sua natureza é de parte indígena e parte mexicano.
Embalado obviamente por uma bela trilha sonora de músicas country, o longa orçado em 12 milhões de dólares revelou-se uma grata surpresa no Oscar apesar de não ter ganho nenhum prêmio embora merecesse. Guarda boas semelhanças com o oscarizado Onde Os Fracos Não Tem Vez (2007), o que é um ótimo sinal já que pode-se notar um interessante paralelo entre o cansado xerife Ed Tom e o obcecado ranger Marcus. Ao que parece, o oeste embora velho sempre se renova. (R.A.)
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A Qualquer Custo (Hell or High Water, 2016)
Direção: David McKenzie
Roteiro:Taylor Sheridan
Elenco: Chris Pine, Ben Foster, Jeff Bridges, Gil Birmingham, Dale Dickey, Kristin Berg
O oitavo capítulo da franquia Velozes & Furiosos já se encontra em pré-venda nas melhores lojas virtuais. Exibido nos cinemas em abril deste ano, o filme dirigido por F. Gary Gray traz de volta Dominic Toretto (Vin Diesel) e sua gangue em mais uma trama surpreendente na qual Toretto é estranhamente seduzido pela misteriosa Cipher (Charlize Theron) que o atrai para que ele volte para a vida do crime e a ajude num ambicioso plano para roubar ogivas nucleares. A série segue em sua tradição de loucas perseguições com carros possantes nas ruas de grandes cidades, mas além disso traz uma surpreendente perseguição no gelo como o ponto alto da ação. Assim como o capitulo 7, o oitavo filme ultrapassou a marca de 1 bilhão de dólares tornando-se o quarto filme da Universal Studios a atingir esse feito.
Continua em exibição nos cinemas filme que inaugura a franquia Dark Universe
Um dos grandes monstros da história do cinema tem sua lenda reinventada pela Universal estúdios neste filme estrelado por Tom Cruise que teve estréia no início de junho com fraca bilheteria nos Estados Unidos, porém sucesso mundial agora contabilizando 300 milhões de dólares ao redor do mundo. Dirigido por Alex Kurtzman e escrito por Jon Spaiths esta reinvenção da Múmia refaz a história do mito situando-se nos dias atuais com a trama tendo início no deserto do Iraque onde numa antiga cidade, Nick Morton (Cruise) e Chris Vail (Jake Johnson), dois militares do exército americano e tmabém dois curiosos trambiqueiros descobrem acidentalmente um misterioso sarcófago subterrâneo, algo que rapidamente chama a atenção da doutora Jenny Halsey (Annabelle Wallis), pesquisadora e especialista em artefatos egípcios.
Russel Crowe, Tom Cruise, Johnny Deep, Sofia Boutella e Javier Bardem: elenco do Dark Universe
O tal sarcófago é egípcio e por algum motivo misterioso fora construído no Iraque, possivelmente na tentativa de sepultar para sempre algum terrível segredo que remonta ao tempo dos faraós - o cinéfilo atento obviamente sabe que tal segredo trata-se da maldição da múmia, pois este é o argumento central de qualquer filme do clássico monstro egípcio que desta vez é interpretado pela atriz argelina Sofia Boutella. A princesa Ahmanet, que no antigo Egito assassinou toda a família com a intenção de ressuscitar o deus Set, fora sepultada viva e amaldiçoada por toda a eternidade. Agora, com seu túmulo violado, o poder maléfico de sua maldição é despertado e a humanidade corre sério perigo já que a múmia é capaz de provocar uma espécie de apocalipse.
Princesa Ahmanet, uma úmia de 5000 anos
Tanto quanto o filme de 1999 estrelado por Brendan Fraser, este novo A Múmia entrega-se totalmente à aventura e também abre espaço à tiradas de humor, ou seja, a Universal mantém a fórmula de sucesso do filme anterior e embora Tom Cruise não demonstre o mesmo carisma de Fraser, ele funciona apenas como o típico herói de ação, papel oportuno para o astro que reinventou sua carreira com o sucesso da franquia Missão Impossível, além de outros filmes bem sucedidos como por exemplo Jack Reacher: o último tiro (2012).
Além da exótica figura da múmia muito bem interpretada por Boutella, a trama ganha contornos mais sombrios com a muito bem vinda presença do Dr. Henry Jekyll, outro personagem clássico do cinema e da literatura, inserido no roteiro com ótima interpretação de Russel Crowe. A presença do médico e monstro Dr. Jekyll é vital para o desenrolar da trama, afinal é o primeiro cross-over que dá início ao Dark Universe, nova franquia da Universal Studios que unirá todos os monstros clássicos pela primeira vez no chamado universo expandido.
A despeito das críticas negativas, A Múmia cumpre muito bem seu papel como uma aventura sombria assim como o filme de 1999, embora as idéias ainda continuem longe do gênero horror que caracterizou o filme clássico preto e branco de 1932 cujo monstro fora interpretado pelo lendário ator inglês Boris Karloff e dirigido por Karl Freund, época de ouro que marcou a Universal como um grande estúdio de filmes de horror. Contudo, os novos tempos prometem idéias brilhantes e como se pode notar, o novo e sombrio universo do lendário estúdio é muito bem vindo. (R.A.)
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A Múmia (The Mummy, 2017)
Direção: Alex Kurtzman
Roteiro: Jon Sphaits
Elenco: Tom Cruise, Sofia Boutella, Annabelle Wallis, Russel Crowe, Jake Johnson