segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

nota do oscar

OSCAR 2011


  Prezados leitores do Action Club. A exemplo da lista de melhores filmes do ano, tomei a decisão de divulgar a lista de vencedores do Oscar deste ano. E vocês poderão conferir também todos os demais indicados.


Melhor filme
•O Discurso do Rei
•Cisne Negro
•O Vencedor
•A Origem
•A Rede Social
•Minhas Mães e meu Pai
•Toy Story 3
•127 Horas
•Bravura Indômita
•Inverno da Alma

Melhor diretor
•Tom Hooper - O Discurso do Rei
•Darren Aronovsky - Cisne Negro
•David Fincher - A Rede Social
•David O. Russell - O Vencedor
•Joel e Ethan Coen - Bravura Indômita


Melhor ator
•Colin Firth - O Discurso do Rei
•Jesse Eisenberg - A Rede Social
•James Franco - 127 Horas
•Jeff Bridges - Bravura Indômita
•Javier Bardem - Biutiful

Melhor atriz
•Natalie Portman - Cisne Negro
•Nicole Kidman - Reencontrando a Felicidade
•Jennifer Lawrence - Inverno da Alma
•Michelle Williams - Blue Valentine
•Annette Bening - Minhas Mães e meu Pai


Melhor ator coadjuvante
•Christian Bale - O Vencedor
•Jeremy Renner - Atração Perigosa
•Geoffrey Rush - O Discurso do Rei
•John Hawkes - Inverno da Alma
•Mark Ruffalo - Minhas Mães e meu Pai


Melhor atriz coadjuvante
•Melissa Leo - O Vencedor
•Amy Adams - O Vencedor
•Helena Bonham Carter - O Discurso do Rei
•Jacki Weaver - Animal Kingdom
•Hailee Steinfeld - Bravura Indômita


Melhor roteiro original
•O Discurso do Rei
•A Origem
•Minhas Mães e meu Pai
•O Vencedor
•Another Year


Melhor roteiro adaptado
•A Rede Social
•127 Horas
•Toy Story 3
•Bravura Indômita
•Inverno da Alma


Melhor longa animado
•Toy Story 3
•Como Treinar o Seu Dragão
•O Mágico


Melhor filme em lingua estrangeira
•Em um Mundo Melhor
•Biutiful
•Fora-da-Lei
•Dente Canino
 •Incêndios


Melhor direção de arte
•Alice no País das Maravilhas
•Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I
•A Origem
•O Discurso do Rei
•Bravura Indômita


Melhor fotografia
•A Origem
•Cisne Negro
•O Discurso do Rei
•A Rede Social
•Bravura Indômita


Melhores efeitos visuais
•A Origem
•Alice no País das Maravilhas
•Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I
•Além da Vida
•Homem de Ferro 2


Melhor figurino
•Alice no País das Maravilhas
•I am Love
•O Discurso do Rei
•The Tempest
•Bravura Indômita


Melhor montagem
•A Rede Social
•Cisne Negro
•O Vencedor
•O Discurso do Rei
•127 Horas


Melhor maquiagem
•O Lobisomem
•Caminho da Liberdade
•Minha Versão para o Amor


Melhor documentário
•Trabalho Interno
•Lixo Extraordinário
•Exit Through the Gift Shop
•Gasland
•Restrepo


Melhor documentário em curta-metragem
•Strangers no More
•Killing in the Name
•Poster Girl
•Sun Come Up
•The Warriors of Qiugang


Melhor curta-metragem
•God of Love
•The Confession
•The Crush
•Na Wewe
•Wish 143


Melhor animação em curta-metragem
•The Lost Thing
•Day & Night
•The Gruffalo
•Let's Pollute
•Madagascar, Carnet de Voyage


Melhor trilha sonora
•Trent Reznor e Atticus Ross - A Rede Social
•Alexandre Desplat - O Discurso do Rei
•John Powell - Como Treinar o seu Dragão
•A.R. Rahman - 127 Horas
•Hans Zimmer - A Origem


Melhor canção original
•"We Belong Together" - Toy Story 3
•"Coming Home" - Country Strong
•"I See the Light" - Enrolados
•"If I Rise" - 127 Horas


Melhor edição de som
•A Origem
•Toy Story 3
•Tron - O Legado
•Bravura Indômita
•Incontrolável


Melhor mixagem de som
•A Origem
•Bravura Indômita
•O Discurso do Rei
•A Rede Social
•Salt

* Fonte: Site Omelete

domingo, 27 de fevereiro de 2011

notas breves

LANÇAMENTOS EM DVD
 

Confira os recentes lançamentos em DVD e o novo filme de Liam Neeson nos cinemas.

Corrida Mortal 2


  Chegou recentemente em dvd Corrida Mortal 2, uma pré-sequência de Death Race. Desta vez protagonizado por Luke Goss, esta explosiva aventura conta a origem do primeiro piloto que tornou-se campeão de corridas dentro do presídio. Trata-se da origem de Carl Lucas, mais conhecido como Frankenstein pelos parceiros de presídio. O elenco traz também Sean Bean e Ving Rhames. 



 Caçada Implacável

  O grandalhão Steve Austin está de volta. Desta vez, o brutamontes é Jim Rhodes, um patrulheiro de fronteira que precisa resgatar sua filha raptada por traficantes que querem se vingar dele. Ação garantida para os fãs do ex-campeão de luta livre.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

nostalgia oitentista

The Wraith

Uma “aparição” da década de oitenta

  A saudosa e agora tão cultuada década de oitenta deixou marcas eternas no cinema e na memória do público que cresceu naquela época divertida. Muitos filmes que hoje são considerados cult surgiram naqueles tempos e ainda influenciam o cinema atual seja na concepção de personagens de ação ou mesmo em obras que homenageiem o cinema físico daquela época.
  Vários filmes que retrataram carros como importantes elementos de cena são originários dos anos 70 ou 80. Histórias nas quais veículos pareciam ter vida própria a ponto de serem vistos quase como personagens, tamanha a importância dada aos automóveis nos chamados Road-movies. É conveniente lembrar de filmes como Christine – O Carro assassino, Desta vez te agarro, A Morte pede carona ou até o seriado de tv A Super Máquina, todos originários da década de oitenta. 
Mike Marvin
  Em 1986 o cineasta Mike Marvin escreveu e dirigiu o filme The Wraith – A Aparição, com um elenco bastante jovem estrelado por Charlie Sheen, que um pouco mais tarde atuou no épico de guerra Platoon, Sherilyn Fenn, Nick Cassavetes e Clint Howard, irmão mais novo do cineasta Ron Howard, além do elenco de carros possantes que desfilam na tela em alucinantes corridas pelas estradas norte-americanas e o “astro” principal da trama é apresentado numa cena que pode até ser considerada antológica – numa noite qualquer um objeto luminoso ou corpo celeste cruza os céus numa velocidade assustadora, passa por uma rede de alta tensão provocando a eletricidade e de repente pega o rumo de uma rodovia de modo que tal corpo luminoso vai adquirindo as formas de um veículo esportivo – um Dodge Turbo Interceptor, um poderoso carro futurista desenvolvido nos anos 80 e segundo dizem, um modelo único no mundo. A porta do veículo se abre automaticamente e desce um misterioso viajante, um ser ou um homem vestindo roupas de couro preta e um capacete completamente fechado, também preto. Seria ele um alienígena ou viajante do tempo?


design do dodge turbo interceptor


    Numa pequena cidade do interior dos Estados Unidos, uma gangue de delinqüentes liderados por um rapaz arrogante chamado Packard (Cassavetes), tem o hábito de provocar e perseguir jovens que possuem carro, a fim de desafiá-los forçadamente para um “racha” na rodovia, numa disputa onde o vencedor ficará com o carro do perdedor. E assim logo no início da trama Packard e sua gangue abordam Jamie e sua namorada numa noite e o desafiam então para a tal corrida e logo após a disputa, o matam covardemente.
Jake
Packard
 








  Algum tempo depois, chega à cidade um jovem viajante chamado Jake, montado em uma possante moto Honda de cor vermelha e que logo fica conhecido na pequena cidade. Jake faz amizade com a jovem Keri (Sherilyn Fenn), aos poucos se envolve com ela e iniciam um romance, o que provoca a ira de Packard, que é apaixonado pela moça e quer tê-la a qualquer custo. Posteriormente, o carro misterioso aparece em ocasiões propícias para um desafio para Packard e sua gangue que desejam possuir o Dodge preto para sua coleção particular – porém, o resultado das corridas de “racha” é fatal para o perdedor e os desafiantes morrem ao final da disputa em meio a uma explosão horrenda onde não sobra quase nada do veiculo do perdedor a não ser o cadáver do motorista, que misteriosamente permanece intacto, com exceção dos olhos que se encontram ausentes do globo ocular, o imponente dodge que se refaz miraculosamente após as explosões e logo em seguida, desaparece sem deixar vestígios. 
Clint Howard
 
 
 

     








  O grande lance da trama é o misterioso piloto, que apesar de não dizer absolutamente nada torna-se um personagem central estabelecendo uma relação indireta com o viajante Jake e apesar da obviedade do roteiro, não deixa de ser fascinante a relação metafísica de ambos os personagens e algumas surpresas que vão se apresentando no desenrolar da trama. A despeito de fracas atuações o filme é bastante eficaz naquilo que se propõe, de modo que essa aventura road-movie é peça fundamental do saudosismo da década de oitenta – satisfaz plenamente os fãs de carros esportivos e de corridas. Resta saber se ele ganhará uma refilmagem nos atuais tempos em que Hollywood constantemente “revisita” essas pérolas do passado.

veja o trailer


 

Título no Brasil: Wraith - A Aparição

Título Original: The Wraith

País de Origem: EUA
Gênero: Suspense


Tempo de Duração: 92 minutos


Ano de Lançamento: 1986



PS: O filme esta totalmente disponível no YouTube com legendas:)














terça-feira, 25 de janeiro de 2011

dossiê: anos 90



Ação anos

90





Novas frentes de batalha
O cinema de ação moderno tem suas raízes na década de oitenta. Conceitos e atributos que moldaram as personagens de ação conforme conhecemos hoje originaram-se de idéias surgidas naquela época divertida e criativa e perduraram até o final da década. Mas os anos 90 não foram tão diferentes assim, de modo que inicialmente o gênero ganhou novos contornos e passou a ser encenado por atores que incorporaram novas performances ao moderno cinema-testosterona, o que enriqueceu ainda mais a cultura pop do cinema físico.
 Schwarzenegger e Stallone continuaram como grandes astros e ícones físicos. A década abria-se com o sucesso estrondoso de Exterminador do futuro 2 – O Julgamento Final (Terminator 2 – The Judgement Day) de 1991, super produção mais uma vez comandada por James Cameron revolucionado o conceito de efeitos visuais de modo que Terminator 2 foi naquela época, o filme mais caro de todos os tempos.

 

  A partir de 1993, Stallone começava a estrelar filmes que modificaram seu perfil nas telas – o astro de Rambo e Rocky investia em novos conceitos de modo que atuou pela primeira vez uma aventura de ficção cientifica, O Demolidor (Demolition Man, 1993) e também apostou em personagens mais humanos e menos brutais, como nos filmes Risco Total (Cliffhanger, 1993) em que interpreta um alpinista ou no excelente DayLight (Daylight, 1996), no qual ele vive um ex chefe de serviços médicos que luta pela sobrevivência ao lado de um grupo de pessoas aprisionadas dentro de um túnel rodoviário, sob a ótima direção de Rob Cohen.

 Em 1994, Cameron e Schwarzenegger surpreendiam novamente público e crítica num dos filmes mais fantásticos da década, True Lies, uma óbvia homenagem aos filmes espetaculares da década anterior e uma sátira ao gênero.
 É inevitável lembrar que Stallone experimentou o fracasso e a total decadência por sua atuação em Cop Land (Cop Land) que ele estrelou em 1997 e mesmo sendo um excelente drama/policial, a queda de Stallone foi inevitável e ele jamais voltou ao topo de astro.

 

  Mas a ação dos anos 90 não ficou só por conta de musculosos. As artes marciais ganharam novos contornos nas perfomances de dois artistas marciais surgidos nas telas pouco antes do final da década de 80, o belga Jean Claude Van Damme e o norte americano Steven Seagal, afinal a carreira de Chuck Norris já não engrenava mais nas telas do cinema e um de seus últimos filmes lançado no ínicio da década, Comando Delta 2 – A Conexão Colombia (Delta Force 2, The Colombian Conection, 1990), não emplacou tanto nas bilheterias mesmo sendo uma ótima produção e posteriormente seus filmes passaram a ser lançados direto para o mercado de vídeo, bem como os filmes de Dolph Lundgren cujas produções tornaram-se mais conhecidas no formato VHS.
  Em 1992, Norris resolveu presentar os fãs com um filme de despedida de sua carreira cinematográfica, Unidos Para Vencer (Sidekicks), sob a direção de seu irmão Aaron Norris, que também dirigiu Comando Delta 2, Sidekicks conta a história de um garoto interpretado por Jonathan Brandis, praticante de artes marciais que sonha em conhecer seu maior ídolo, o próprio Chuck Norris. 



 
  
 Em contrapartida, Van Damme invadiu as telas em meio a chutes e socos em belas coreografias que popularizaram o kickboxing, um estilo marcial que tornou-se modismo até meados da década, e admirado nas telas por filmes como Kickboxer – o desafio do dragão (Kickboxer, 1989). O belga estrelou várias aventuras para todos os gostos, desde ficção científica em Soldado Universal (Universal Soldier, 1992), drama/ação em Vencer ou Morrer (Nowhere to Run, 1993) ou policial em Risco Máximo (Maximum Risk, 1996). Mas o momento máximo da carreira do astro foi em 1993, quando Van Damme estrelou O Alvo (Hard Target), dirigido por John Woo, o mestre chinês da ação.
 

Van Damme e o diretor John Woo


     









 Steven Seagal conquistou milhares de fãs pelo mundo torcendo pulsos, quebrando braços e encenando tiroteios com um certo realismo. O mestre do Aikido e especialista em armas de fogo, deixou sua marca em Hollywood em filmes de ação policial como Difícil de Matar (Hard to Kill, 1990), Marcado para a morte (Marked for death, 1990), Fúria Mortal (Out for Justice, 1991) ou Em Terreno Selvagem (On Deadly Ground, 1994), tendo alcançado o estrelato com A Força em Alerta (Under Siege, 1992), o maior sucesso de sua carreira que posteriormente teve uma sequência, A Força em Alerta 2 (Under Siege 2: Dark Territory), porém sem muito sucesso.


 













Ação Oriental

  Ainda no início da década de 90 o cinema de ação chinês começava a despontar nas telas do ocidente. Histórias de ação policial com tramas inteligentes e violência extrema conquistavam cada vez mais fãs fora do oriente, especialmente o público que frequentava video-locadoras. Filmes como Fervura Máxima (Hard Boiled, 1992), O Matador (The Killer, 1990) e Zona de Assassinos (Peace Hotel, 1995) dirigidos pelo cineasta John Woo e estrelados por Chow Yun Fat, tornaram o cinema físico do oriente cada vez mais conhecido pelo mundo afora e despertou o interesse de Hollywood em contratar diretores asiáticos.

 

John Woo
  Reza a lenda que executivos de Hollywood após assistirem The Killer e Fervura Máxima, decidiram contratar John Woo para dirigir O Alvo, estrelado por Jean Claude Van Damme - daí em diante, o mestre chinês da ação migrou para os estúdios de Hollywood e ao longo da década de 90 até o início dos anos 2000, ele teve uma trajetória bem sucedida nos cinemas ocidentais, dirigindo astros de primeira linha como John Travolta e Nicolas Cage em produções blockbusters como A Última Ameaça (Broken Arrow, 1996) e A Outra Face (Face Off, 1997). John Woo também dirigiu Dolph Lundgren num interessante filme chamado Black Jack (Black Jack, 1998).  


Novos Tempos

 Por volta da segunda metade dos anos 90 o cinema físico aperfeiçoou a estética e novos conceitos surgiram. Como em alguns exemplos àcima citados, atores de maior densidade dramática começaram a despontar no gênero - a figura clássica do herói quase indestrutível começava a mudar e nas performances de atores mais talentosos, os heróis ganharam contornos mais humanos e um perfil mais realista, o que depertou a atenção da crítica especializada e principalmente do público que não aprecia o cinema físico, algo semelhante ao que ocorreu na década de oitenta, com a diferença de que naquela época o gênero de ação ganhou contornos mais cômicos.  

  No ano de 1995, Mel Gibson faturava os oscar de direção e melhor filme com o maravilhoso épico Coração Valente (Braveheart) que elevou ainda mais seu status de astro e ajudou a definir sua futura carreira de cineasta. Dois anos antes, em 1993 Harrison Ford estrelava o excelente O Fugitivo (The Fugitive) que faturou o oscar de ator coadjuvante para Tomy Lee Jones e também indicado para as categorias de melhor filme, roteiro, fotografia, efeitos sonoros, edição, trilha sonora e som - fatos que comprovam o potencial artístico do gênero de cinema físico.  
 O resultado disso não foi muito positivo para ícones truculentos como Schwarzenegger e Stallone, de modo que seus filmes ganhavam cada vez menos atenção e mesmo o público ávido por ação passou a admirar o novo formato no qual se desdobrava o cinema físico. De forma inusitada atores amados pela crítica despontavam em produções de ação como por exemplo Sean Connery, que num passado remoto foi um ícone do gênero por ter interpretado 007, mas nos 90 o lendário astro surpreende público e crítica ao estrelar um filme de ação, mesmo tendo mais de sessenta anos de idade - a produção A Rocha (The Rock, 1996) foi um grande sucesso de bilheteria e trazia no elenco os também astros Nicolas Cage e Ed Harris e a direção de Michael Bay. Igualmente surpreendente foi ver o grandioso Anthony Hopkins numa explosiva produção de aventura, A Máscara do Zorro (The Mask of Zorro, 1998) ao lado de Antonio Bandeiras e da musa Catherine Zeta Jones, recriando a lenda do clássico herói mascarado, e claro que foi sucesso absoluto de bilheteria.



Outros filmes que marcaram a década...

  Além de altamente prolífica, a década de 1990 foi extensa em seu acervo de filmes, especialmente em se tratando do cinema físico. É dificil e até impossível analisar todos os filmes neste mero artigo, mas os títulos mais relevantes certamente são citados aqui, de modo que o leitor terá uma visão geral sobre o cinema de ação dos anos 90. 


  O lendário gênero Western ressurgiu nas telas depois de muitos anos de "extinção" - o responsável por esta façanha não poderia ser ninguém menos do que o mito Clint Eastwood, o eterno cowboy durão do cinema "ressuscitou" literalmente um gênero que estava morto em Hollywood e Os Imperdoáveis (The Unforgiven, 1992) ainda faturou premios Oscar de melhor filme, diretor para Eastwood e ator coadjuvante para Gene Hackmann. No mesmo ano o diretor Michael Mann comandou uma aventura dramática também pertencente ao gênero western, O Último dos Moicanos (The Last of the Moicans, 1992).
  Dentre vários títulos de extremo sucesso convém lembrar honradamente, o retorno triunfal do agente James Bond no filme 007 Contra Goldeneye (Goldeneye) no ano de 1995. O maior espião de todos os tempos estava há 6 anos distante das telas de cinema e Goldeneye surpreendeu tornando-se o filme mais rentável da série com Pierce Brosnan no papel do agente que alçou sua carreira ao estrelato. Nos anos de 1997 e 1999 respectivamente, o espião inglês teve mais duas aventuras de muito sucesso, O Amanhã Nunca Morre (Tomorrow Never Dies, 1997) e O Mundo não é o Bastante (The World Is Not Enough, 1999).



  Bruce Willis que a exemplo de Schwarzenegger e Stallone é também um ícone do cinema-testorena, estrelou as duas sequências Duro de Matar 2 (Die Hard, 1990) e Duro de Matar 3 - A vingança (Die Hard 3, 1995), consolidando a franquia Duro de Matar como uma das melhores da recente história do cinema. Antes de Teminator 2, Schwarzenegger estrelou uma aventura/sci-fi de sucesso, hoje lembrada como cult - O Vingador do Futuro (Total Recall, 1990) baseada em conto de Philip K. Dick.

   A década de noventa não foi feita só de avanços e glórias para todos artistas. E uma das vítimas de um desmerecido fracasso foi o superastro Kevin Costner, que viveu dois momentos extremos em sua carreira - agraciado pelo tremendo sucesso de Robin Hood, O Príncipe dos Ladrões (Robin Hood, Prince of Thieves, 1991), provavelmente ele sequer imaginou que provaria o gosto amargo do fracasso quatro anos mais tarde ao estrelar WaterWorld, O Segredo das Águas (WaterWorld, 1995), uma éspecie de "Mad Max marítimo" e por sinal um ótimo filme e na época considerada a produção mais cara da história do cinema. Enfim, um fracasso injusto para um ator talentoso e até então rentável para a indústria do cinema.
  O sucesso absoluto de O Fugitivo gerou uma sequência interessante, U.S. Marshals, Os Federais (U.S. Marshals, 1997) e o personagem de Tommy Lee Jones torna-se protagonista desta aventura também estrelada por Wesley Snipes e Robert Downey Junior. Snipes estava em alta e em 1998 estreou uma adaptação de quadrinhos, Blade - O Caçador de Vampiros (Blade), oficialmente a primeira adaptação da Marvel Comics para os cinemas e o maior sucesso da carreira do ex-astro Wesley Snipes.
   No final da década e praticamente final do século XX, Hollywood jogou uma última cartada para finalizar os anos 90 com base nos temores que a população mundial tinha até então sobre o fim do mundo, embasado em supostas crendices religiosas. Schwarzenegger depois de um longo período de descanso e com popularidade muito em baixa, tentava uma nova empreitada em uma aventura recheada de elementos sobrenaturais - Fim Dos Dias (End Of Days, 1999) apresentava Schwarzie como um policial deprimido e amargurado tendo que enfrentar o apocalipse que se aproximava com a chegada do fim do milênio. Enquanto isso, Mel Gibson sempre em alta, também fechava a década com o filme O Troco (Payback, 1999). 
  A exemplo da década de oitenta, os anos 90 foram igualmente produtivos para os filmes de entretenimento e ambas as décadas se completam, pois o cinema dos anos 90 aperfeiçou o gênero popularizado na década anterior não só em aspéctos técnicos mas também artísticos e assim o cinema físico tornou-se cada vez mais "forte e robusto" para os fãs e mais ainda para a Cultura Pop.