segunda-feira, 9 de outubro de 2017

primeiro spaghetti

POR UM PUNHADO DE DÓLARES

Há pouco mais de 50 anos Clint Eastwood estrelava o primeiro western clássico de sua carreira

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  Em 1964 estreava nos cinemas italianos e logo em seguida em todo o mundo Por Um Punhado de Dólares (Per Un Pugno di Dollari) sob a direção do ainda desconhecido Sergio Leone, diretor que só tinha no currículo um filme, o épico italiano O Colosso de Rodes (1961). O filme a princípio parecia ser mais do mesmo e não causava grandes expectativas já que trazia um ator norte-americano nada conhecido na Europa e com um sobrenome difícil de pronunciar. Entretanto, a película fez um estrondoso sucesso, o que colocou em destaque rapidamente o nome do diretor Leone e de seu ator, Clint Eastwood, subitamente tornando-se astro do cinema italiano. 
  Entretanto, o surpreendente sucesso do filme trouxe também surpresas inesperadas e não tão agradáveis. O roteiro escrito por Leone em parceria com outros quatro roteiristas, Adriano Bolzoni, Mark Lowell, Víctor Andrés Catena e Jaime Comas Gil era na verdade não uma história totalmente original, mas sim um plágio do roteiro de Yojimbo, filme japonês de grande sucesso em 1961 dirigido e roteirizado por Akira Kurosawa. O épico japonês trazia uma história sobre um samurai recém chegado em uma pequena aldeia feudal controlada por dois grandes empresários rivais - o samurai conquista a confiança de ambos os empresários, pois cada um sem saber o contrata como guarda-costas e num plano meticuloso, ele consegue instigar uma guerra entre os dois grupos rivais fazendo com que um destrua o outro.

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Clint era apenas conhecido nos EUA por meio de um seriado de tv
da rede CBS chamado Rawhide que passou entre 1959 e 1966








  A mesma lógica de Yojimbo ocorre de modo exato no filme de Leone, pois o pistoleiro sem nome interpretado por Eastwood também consegue emprego em duas quadrilhas rivais e joga uma contra outra de modo que ocorre uma verdadeira guerra na pequena cidade de San Miguel que é controlada pelos  dois empresários que comandam as respectivas quadrilhas - e é interessante notar que a mesma lógica serviu de base para o roteiro de Django (1966), grande sucesso estrelado por Franco Nero e dirigido por Sergio Corbucci.

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O grande ator Gian Maria Volonté interpreta Ramon Rójo,
o vilão da trama
  Com o grande sucesso, rapidamente o filme ficou conhecido mundialmente e Kurosawa sabendo que seu roteiro fora adaptado por Leone sem nenhuma autorização, moveu um processo na justiça e conseguiu receber uma indenização de 100 mil dólares e mais 15% da arrecadação do filme na Ásia. Conta-se que Kurosawa escreveu a Leone dizendo "é um ótimo filme, mas é o meu filme"; e depois de algum tempo o cineasta japonês chegou a reconhecer a obra de Leone como um remake digno de Yojimbo. Embora Por Um Punhado de Dólares seja considerado o primeiro spaghetti western, o cinema italiano já havia produzido cerca de 25 filmes do gênero, mas nenhum obteve o mesmo sucesso internacional do filme de Leone.

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No filme a voz de Clint é dublada pelo ator italiano Enrico Maria Salerno
já que originalmente a película é falada no idioma italiano








  Conta-se que inicialmente o título do filme seria The Magnificent Stranger (O Estranho Magnífico) e três dias antes da estréia felizmente Leone resolveu mudar para Um Punhado de Dólares, um nome bem mais chamativo e soa mais original já que a trama gira basicamente em torno de muito dinheiro que o estranho pistoleiro consegue extorquir de ambas as quadrilhas. A empolgante trama é embalada pela excelente trilha composta por Enio Morricone, ou seja, aqui começava a lendária parceria entre Leone e Morricone, algo que se tornou tradição no spaghetti western.


  Para compor seu icônico personagem, Eastwood comprou um par de calças jeans pretas em Hollywood Boulevard e trouxe um chapéu simples de Santa Mônica - os cigarros que utiliza no filme ele os cortou em três partes para ficarem menores e curiosamente o ator não é fumante. O belo poncho que o pistoleiro veste no filme era de Clint, o qual ele decidiu vestir no personagem dando-lhe um ar mais misterioso. O estrondoso sucesso do filme rendeu uma sequência em 1965 intitulada Por Uns Dólares a Mais (Per Qualche Dollaro in Píu) também de grande sucesso; em 1966 a obra prima Três Homens em Conflito  apesar de não ser uma sequência dos dois anteriores completava chamada a trilogia dos dólares -  e a carreira de Eastwood ganharia impulso definitivo na America do Norte. E assim o gênero western ganhava um definitivo divisor de águas pelas mãos do inesquecível mestre Leone. (R.A.)


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Por Um Punhado de Dólares (Por Un Pugno di Dóllari, 1964)

Roteiro: Mark Lowell, Víctor Andrés Catena e Jaime Comas Gil e Sergio Leone

Direção: Sergio Leone

Elenco: Clint Eastwood, Gian Maria Volonté, Marianne Koch, Margarita Lozano, Wolfgang Lukschy

  

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

aventura real

FEITO NA AMÉRICA

Novo filme de Tom Cruise retrata a incrível trajetória do tráfico de drogas entre a América do Sul e os Estados Unidos

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  Pela segunda vez Tom Cruise estréia nas telas do cinema este ano desta vez com o sensacional Feito na América, longa baseado na história real de Barry Seal, um piloto comercial norte-americano que se tornou responsável pelo transporte de drogas da Colômbia para os Estados Unidos e com isso faturou uma fortuna que o possibilitou realizar o tão apregoado "sonho americano". Dirigido por Doug Liman (Identidade Bourne, No Limite do Amanhã) o filme retrata com precisão eventos agora históricos da "Era Reagan" com relação a um escândalo político relacionado à América do Sul.
  Roteirizado por Gary Spinelli a trama segue a louca trajetória de Barry Seal, que logo no início do filme é contratado por um sujeito da CIA que se apresenta Schafer (Domhnall Gleeson) que lhe oferece um serviço um tanto arriscado além de ilegal: sobrevoar um país da América do Sul apenas para fazer fotografias aéreas em um determinado local - entretanto tal lugar é uma área de conflito armado e obviamente Seal aceitaria os riscos de sobrevoar tal área por uma boa grana, já que ele não costumava desperdiçar oportunidades e tinha família pra sustentar.
  Com o sucesso da arriscada "missão", logo Schafer designou Seal para outras missões arriscadas e numa delas, na Colômbia ele tem um encontro inesperado com um chefão do tráfico do tráfico de drogas, Jorge Ochoa e dentre seus parceiros de ramo, o lendário Pablo Scobar. Quem costuma assistir a série do Netflix  Narcos, obviamente já sabe o que ocorre, pois Seal será "contratado" pelos senhores do tráfico para transportar escondido em seu avião carregamento de drogas para os Estados Unidos de modo que ninguém consiga descobrir, o que obviamente funcionar na década de 80 já que ainda não havia fiscalização rigorosa com serviço de aviação ainda que fosse clandestino.

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  O que se sucede ao longo da narrativa são várias situações ora cômicas, ora quase trágicas, mas sempre num ritmo de humor conforme a proposta do roteiro. Tom Cruise entrega uma ótima interpretação ainda que o verdadeiro Barry segundo relatos não era um sujeito engraçado, mas sim bastante sério no que fazia. O diretor Doug Liman já planejara desde o início que Seal fosse interpretado por Cruise além do que o próprio diretor é que escolheu um tom cômico para a narrativa de American Made.

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  Para Liman este filme é um projeto muito pessoal porquê seu pai, Arthur Liman naquela época era um agente da cia e foi o responsável pelas investigações do caso Irã-Contras, caso político que se tornou um grande escândalo do governo Reagan e tinha relação indireta com um movimento guerrilheiro da Nicarágua cujas armas eram fornecidas pelo governo norte-americano para que pudessem lutar contra o governo Sandinista, de ideologia esquerdista - em meio a essa confusão, Seal tornou-se um agente duplo, pois o governo norte-americano utilizou seus serviços (embora o considerasse criminoso) para o fornecimento de tal armamento e isso complicou totalmente a vida de Seal.

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   Fica meio difícil saber o que não é real na trama do filme devido à tantas situações malucas e até insólitas. Conforme a narrativa dá a entender, parece que Barry chegou a documentar em vídeo vários relatos de suas empreitadas o que dá ao filme um certo tom documental mostrando-se um argumento bastante criativo para o desenvolvimento da trama. Enfim, Feito na América é sem dúvida um dos melhores filmes deste semestre e um dos melhores da atual carreira de Tom Cruise. Totalmente recomendável. (R.A.)

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Feito na América (American Made, 2017)

Direção: Doug Liman

Roteiro: Gary Spinelli

Elenco: Tom Cruise, Domhnall Gleeson, Jayma Mays, Jesse Plemons, Lola Kirke, Caleb Landry Jones, Connor Trinneer.
 
  



terça-feira, 26 de setembro de 2017

policial brasileiro

POLÍCIA FEDERAL: A LEI É PARA TODOS

Sucesso em exibição nos cinemas, filme brasileiro retrata a cruzada dos agentes federais 

contra a corrupção

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  Em meio a diversidade de filmes brasileiros cada vez mais expressivos presentes nas salas de cinema, eis que surge uma produção com proposta no mínimo curiosa. Polícia Federal: A lei é para todos, estreado em 7 de setembro faz um interessante retrato dos acontecimentos que abalaram (e ainda abalam) a opinião pública do país nesses últimos anos, o cenário político cada vez mais atolado no eterno lamaçal de corrupção, ou seja, o filme se propõe a contar uma história que ainda está acontecendo, haja vista os vários desdobramentos das investigações da operação lava-jato que rendem inúmeras pautas nos noticiários.
  Dirigido por Marcelo Antunez e escrito por Thomas Stavroz e Gustavo Lipsztein, a narrativa é iniciada de modo bem explicativo, mas também muito significativo ao dizer claramente que a corrupção existe desde a formação do país, ou seja, é um mal enraizado na própria história do Brasil, a qual é mostrada em traços animados. Trazendo um elenco encabeçado por Antonio Calloni como Ivan, o principal protagonista da trama, a produção se vale de outros atores bem conhecidos como Flávia Alessandra no papel da agente Bia, Marcelo Serrado como Sergio Moro e Ary Fontoura interpretando o ex-presidente Lula.

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  O ponto mais interessante do filme é procurar retratar os eventos do ponto de vista dos agentes federais e sua dura batalha para combater o crime organizado e a corrupção para depois verem poucos resultados na justiça, afinal, a sensação de impunidade que infelizmente caracteriza nosso país é sentida primeiramente pelos agentes da lei, aqueles que arriscam a vida para manter a lei e a ordem na sociedade. Embora o filme tenha postura apartidária segundo e o diretor e os próprios atores, esta prerrogativa entretanto parece não ser muito exata já que Ary Fontoura em sua interpretação estabelece de forma um tanto sutil Lula como um vilão de um modo até precipitado, além do que arquivos reais de reportagem sobre o ex-presidente inseridos no final, de certo modo enfraquecem a atuação de Fontoura.

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  Marcelo Antunez até consegue criar certa tensão como por exemplo na cena da apreensão de um caminhão carregado de palmito com drogas escondidas na carga, algo que foi o passo inicial para a criação da operação Lava-jato e também na sequencia de eventos que levaram a polícia à captura do doleiro Alberto Youssef, interpretado por Roberto Berindelli.

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  Contudo, a produção não é livre de problemas já que o roteiro traz certos diálogos sofríveis, principalmente nas falas dos agentes federais que embora sejam retratados como heróis incorruptíveis carecem argumentos à altura da importância de seus cargos. Ainda assim Policia Federal: A lei é para todos é mais um ponto positivo do cinema brasileiro no gênero policial a exemplo de Tropa de Elite 1 e 2 e Operações Especiais (2015) estrelado por Cléo Pires. Ao final é anunciado a sequência Policia Federal 2, o que confirma os rumores de que haverá trilogia. O filme já é a produção brasileira de maior bilheteria do ano visto por mais de 1 milhão de espectadores e embora não seja nada superior a Bingo: O Rei das Manhãs, não deixa de ser uma grata surpresa, principalmente para o cinema nacional, cada vez mais prolífico. (R.A.)


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Polícia Federal: A Lei é para todos (Brasil, 2017)

Direção: Marcelo Antunez

Roteiro: Thomas Stavroz e Gustavo Lipsztein

Elenco: Antonio Calloni, Flávia Alessandra, Bruce Gomlevski, Marcelo Serrado, Ary Fontoura, Roberto Berindelli

   

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

super dicas

PRÓXIMOS LANÇAMENTOS 

EM DVD E BLU-RAY


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  Sucesso naa bilheterias mundiais, mas fracasso na crítica, a nova versão de A Múmia, estrelada por Tom Cruise já se encontra em pré-venda na internet. Dirigido por Alex Kurtzman o longa trata-se da abertura de uma nova franquia da Universal Studios intitulada Dark Universe. Desta vez com uma múmia mulher, interpretada por Sophia Boutella, a aventura traz também a presença do Dr. Jekill interpretado por Russel Crowe, indicando o início do novo universo compartilhado da nova fase dos filmes de monstros da Universal.












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  O grande sucesso super-heróico dos cinemas no primeiro semestre do ano também encontra-se em pré-venda. Mulher Maravilha traz a origem de Diana Prince, a princesa de Temiscera. Interpretada por Gal Gadot, a guerreira amazona decide partir de sua terra natal junto com o piloto Steve Trevor (Chris Pine) a fim de proteger a humanidade da ameaça de destruição da Primeira Guerra Mundial e também lutar numa batalha definitiva contra Ares, o deus da guerra. Wonder Woman bateu recordes tornando-se o filme de maior bilheteria dirigido por uma mulher. Mérito de Patty Jenkins que pelo jeito, já esta prestes a se tornar a mulher mais influente do cinema por trás câmeras. 






sábado, 9 de setembro de 2017

fantasia sombria

A TORRE NEGRA

Adaptação da obra de Stephen King resulta em filme pouco inspirador

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  Após tantas discussões e polêmicas sobre como seria o formato da adaptação de A Torre Negra, se iria para a Tv como minissérie ou para as telas do cinema como uma franquia e após o roteiro ser adquirido pelo estúdio responsável (Columbia Pictures), finalmente a decisão fora tomada e a saga épica originária dos livros de Stephen King ganhou as telas do cinema. Estreado no final de agosto, o filme vem rendendo boa bilheteria ao redor do mundo e teoricamente é um sucesso, mas... isto é bem relativo haja vista as reclamações dos fãs da obra que não estão gostando da aventura cinematográfica tanto quanto a crítica norte-americana que já havia reprovado o longa após exibição prévia antes da estréia oficial.
  Com direção do novato Nikolaj Arcel que escreveu o roteiro em parceria com Akiva Goldsman, o filme não apresenta a grandiosidade que se esperava embora tenha Ron Howard como produtor. Arcel  foi roteirista do filme sueco Os Homens Que Não Amavam As Mulheres. Especialmente fãs da obra literária de King ficaram bastante desapontados com a aparência comum que o filme apresenta como se fosse uma sessão da tarde - algo bem diferente, por exemplo, de O Senhor dos Anéis cuja composição envolvente e carregada de ostentação conquistou o grande público e não apenas os fãs dos livros de J. R. R. Tolkien.

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  Contudo a produção tem seus pontos positivos ao escalar atores talentosos e carismáticos como Idris Elba que interpreta o pistoleiro Roland Deschain e Mathew McConaughey que encarna o vilão Walter Padick, mais conhecido como o homem de preto. Mas quem realmente rouba a cena é Tom Taylor, que interpreta o garoto Jake Chambers, o protagonista desta fantasia épica. Apesar de a princípio ser um garoto normal, Jake sente-se um tanto perturbado por visões que ele não sabe explicar, sonhos lúcidos ou alucinações sobre um mundo paralelo interligado ao nosso, mas que só ele vê, incluindo aí o pistoleiro e o homem de preto, os antagonistas da grande batalha desse outro mundo.
  O melhor trunfo é o fato de a narrativa ser embasada no ponto de vista do garoto Jake, o que obviamente pode agradar e muito o público juvenil embora a estória na tela seja contada tão rápido quanto os disparos da arma do pistoleiro. Entretanto, é nítida e muitíssimo estranha a sensação de que o filme não parece ser adaptação de alguma obra de Stephen King, já que o renomado escritor é bem mais conhecido por estórias de horror e suspense das quais resultaram em grandes filmes em décadas anteriores.

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  Contudo, King não escreve apenas literatura de horror e suspense já que alguns dos melhores dramas que o cinema produziu são adaptados de obras dele tais como os excelentes À Espera de Um Milagre e Um Sonho de Liberdade. Vale lembrar também que elem começou a escrever a saga de A Torre Negra há cerca de trinta anos e a concluiu somente após os anos 2000, ou seja, é compreensível que a narrativa de Dark Tower fuja um pouco ao estilo de horror que consagrou o escritor, pois trata-se essencialmente de fantasia, embora sombria.

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O vilão Walter Padick não utiliza armas de fogo,
mas possui poderes de magia
  Trazendo um empolgante confronto decisivo entre Roland e Walter, o filme não parece deixar ganchos para uma sequência embora os produtores tenham anunciado que haverá uma trilogia. O confronto final do filme não chega a ocorrer nos livros e é bastante comum que filmes sigam rumos diferentes da obra escrita. Ainda assim, o futuro de A Torre Negra no cinema ainda é incerto, pois não se sabe se as sequências realmente ocorrerão já que apesar do aparente sucesso comercial a composição do filme vem causando repercussão negativa em boa parte do público. Tomara que a obra de King esteja mesmo num rumo certo e cause boas surpresas caso as sequências aconteçam... e que a Torre mantenha-se em pé nas telas do cinema. (R.A.)



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A Torre Negra (The Dark Tower, 2017)

Direção: Nikolaj Arcel

Roteiro: Akiva Goldsman, Nikolaj Arcel

Elenco: Tom Taylor, Idris Elba, Matthew McConaughey, Dennis Haysbert, Ben Gavin, Claudia Kim, Jack Early Haley.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

drama marítimo

HOMENS DE CORAGEM

Filme estrelado por Nicolas Cage retrata um dramático capítulo pouco lembrado da Segunda Guerra

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  Julho de 1945, o poderoso navio USS Indianápolis, pertencente à marinha norte-americana parte em uma missão secreta rumo às ilhas Marianas transportando urânio e vários outros componentes, os quais foram depois utilizados durante o ataque à Hiroshima, retaliação em resposta ao ataque de Peal Harbor executado pelos japoneses em dezembro de 1941. O diretor mexicano Mario Van Peebles resolveu transpor esta incrível história de sobrevivência para as telas do cinema com um elenco encabeçado por Nicolas Cage, Thomas Jane e Tom Sizemore, roteirizado por Cam Cannon e Richard R. Del Casto. Produção de 2016, USS Indianapolis: Men of Courage refaz a sofrida missão desta história não muito conhecida do público. 
  O imenso navio portava armas de grande poder de fogo e era equipado com a melhor tecnologia disponível. A Tripulação comandada por Capitão McVay (Cage) era composta por 1196 homens e após entregarem a carga de urânio nas ilhas Marianas, rumaram para se juntar à outra equipe, o USS Idaho. Entretanto, as forças militares japonesas estavam a par da situação, já que uma tripulação a bordo de um submarino rastreavam o curso do USS Indianápolis e então empreenderam um traiçoeiro ataque ao navio que se encontrava a meio caminho entre as Filipinas e Guam.


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O navio utilizado neste filme é o mesmo já visto no filme A Força em Alerta,
sucesso de 1992.

   Atacado com torpedos pelo submarino japonês, o navio norte-americano afundou deixando sua tripulação à deriva. Cerca de 880 marinheiros ficaram espalhados em pequenos grupos com vários homens feridos sob as àguas e em pequenos botes em torno de cinco dias com pouco suprimento de alimentos, enfrentando fome e desidratação. 
  E é justamente neste período sob as águas que a narrativa do filme encontra seu ponto forte já que Peebles consegue retratar de modo agonizante (e não poderia deixar de ser) o sofrimento dos marinheiros que a qualquer momento eram atacados por tubarões famintos cujos ataques começaram ao amanhecer do primeiro dia prosseguindo até o quinto dia - barbatanas emergiam constantemente e a qualquer momento ouvia-se um grito de alguém sendo mutilado ou devorado. O empenho do capitão McVay em cuidar de seus soldados para que se mantenham vivos é o mais notável ato de heroísmo nessa triste história, além da solidariedade entre todos os soldados nas águas frias e perigosas. 

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  No quinto dia os náufragos foram avistados por um avião norte-americano que fazia um vôo de patrulha pelo local e segundo o filme, rapidamente o tenente Adrian Marks (Thomas Jane), responsável pela patrulha, tomou a decisão de iniciar o resgate dos homens de McVay, além de solicitar por rádio reforços para o inusitado resgate - segundo consta, dos 880 homens que estiveram sobre as águas, sobreviveram 317 - tal fato é considerado por muitos como o pior ataque de tubarões já relatado. Mario Van Peebles presta justa homenagem nos momentos finais ao incluir relatos de dois sobreviventes além de fotos de seus demais companheiros como um desfecho documental. Homens de Coragem é uma inspirada história de sobrevivência e merece muito ser assistida. (R.A.)


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Homens de Coragem (USS Indianapolis: Men of Courage, 2016)

Direção: Mario Van Pebbles

Roteiro: Cam Cannon, Richard Rionda Del Castro  

Elenco: Nicolas Cage, Tom Sizemore, Thomas Jane, James Remar, Yutaka Takeuchi.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

clássico marcial

O VÔO DO DRAGÃO

Há 45 anos Bruce Lee estrelava e dirigia um de seus 

melhores filmes

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  Em 1972 estreava em Hong Kong O Vôo do Dragão (The Way Of The Dragon), escrito, dirigido e produzido por Bruce Lee por meio de sua produtora, a Concord Films em parceria com Golden Harvest, produtora pioneira em filmes de artes marciais no cinema chinês. Lee, que então já era um astro na China bem como na Ásia após o estrondoso sucesso de O Dragão Chinês (1971), resolveu investir seriamente no cinema não apenas atuando, mas também atrás das câmeras, já que o artista marcial demonstrava domínio em ambas as funções e sabiamente escolheu a sétima arte para melhor disseminar sua arte marcial em todo o mundo.

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  A trama é ambientada na Itália, mais precisamente na cidade de Roma. Tang Lung (Lee), vindo de Hong Kong para visitar Cheng Chin Hua, amiga sua e dona de um restaurante em parceria com o tio Wang (Wang Chung Hsin), um negócio de família no qual os funcionários são primos de Chin Hua. Porém, trabalham com certa dificuldade já que o local é muito visado e constantemente atacado pelos capangas de Thugs, chefe de uma organização criminosa que parece controlar forçadamente os negócios de empreendedores imigrantes, nesse caso os chineses - ou seja, a organização de Thugs é uma espécie de máfia que vive da exploração de negócios de famílias imigrantes.

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  O jovem Tang Lung, embora um pouco tímido e às vezes desajeitado, empenha-se em ajudar e proteger sua amiga Chin Hua e seus familiares contra as investidas da máfia local. Lung demonstra sua notável habilidade na arte do kung fu contra os homens de Thugs que tombam como bonecos pela força dos punhos do jovem chinês. E para a alegria dos fãs, Lee demonstra com muita energia sua performance que o tornou rapidamente conhecido em O Dragão Chinês (1971) e a Fúria do Dragão (1972).

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  O roteiro escrito pelo próprio Lee embora simples apresenta uma trama até bem resolvida, um elenco modesto e pouco conhecido com exceção do próprio Bruce Lee e da atriz Nora Miao, uma bela e jovem estrela do cinema chinês. Por trás das câmeras Lee demonstra uma direção correta, porém um tanto modesta valendo-se de retratar as belas paisagens de Roma ainda que o filme não apresente uma fotografia espetacular. Obviamente Bruce empenhou-se bem mais na composição de cenas de lutas espetaculares nas quais ele faz questão de mostrar toda sua habilidade não só com os punhos e os pés como também com bastão longo e o par de nunchakus, sua arma preferida não só dentro como fora das telas.

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    Bruce Lee ao ladeador por Bob Wall e Chuck Norris. Ambos
    campões mundiais de Karatê durante a década de 60

  Entretanto a cereja do bolo fica reservada para o final da aventura, um épico confronto entre Tang e Colt, o maior lutador da América e um dos melhores do mundo que Thugs resolveu contratar para eliminar o chinês. Colt é vivido por ninguém menos que Chuck Norris, na época 7 vezes campeão norte-americano de karatê, foi a escolha perfeita para o papel de um rival à altura de Lee.
  O combate belamente filmado no interior do Coliseu, não poderia ter local mais apropriado por ser uma espécie de templo de grandes batalhas dos gladiadores da Roma antiga. A idéia de Lee foi simplesmente genial e até hoje muitos consideram este como o melhor  combate de todos os tempos nas telas do cinema. Tecnicamente O Vôo do Dragão é um dos melhores filmes de artes marciais já feitos e a genialidade de Lee não deixa sombra de dúvida. (R.A.)






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O Vôo do Dragão (The Way of the Dragon. China, !972)

Roteiro: Bruce Lee

Direção: Bruce Lee

Elenco: Bruce Lee, Nora Miao, Wang Chung Hsin, Jon T. Benn, Bob Wall, Chuck Norris